31 de maio de 2008

Percepção

se comigo tá tudo bem? maravilhoso!
ultimamente as coisas estão dando certo e hoje parei pra pensar bem nisso. eu sou muito exigente comigo mesma e às vezes, de tanto ficar me cobrando das coisas, esqueço das que mais me fazem feliz. me preocupo com cada milímetro das coisas que faço e monto momumentos arquitetônicos na minha cabeça por uma coisa, muitas vezes, banal. mas também uma única flor me faz ser a pessoa mais feliz do mundo.
um exemplo um tanto quanto romântico, mas é só pra vocês sentirem a dimensão da minha mente. eu quero, preciso, sinto a necessidade de observar e ser observada. e também de despertar sensações nas outras pessoas. e hoje, ao levantar, revivi minha essência: senti a presença dos menores seres pelo ar e eles me mostraram novamente meu reflexo.

a oficina de expressão corporal foi maravilhosa, com o professor wanderley, um dos mestres da universidade. acordei em pleno sábado 7 horas da manhã só pra ir lá; muito bom. através de gestos, sentimos as vibrações passeando pelo ar, e com os pés no chão daquele palco, conseguimos energizar o lugar em que estávamos pisando e trocamos forças. o corpo é o que te entrega para o mundo, é o que te dá oportunidade de expressão, das pessoas saberem como você é, com simples movimentos. e o palco é o local onde você pode fazer isso livremente, especificamente para o seu próximo observar. é necessário que nos entreguemos à ele. e foi isso que eu fiz. quando me senti liberta lá em cima, me comuniquei com todo o restante das pessoas sem dizer sequer uma palavra.
depois, fui trabalhar melhor do que nunca. pelo caminho, vi palhaços assoprando bolhas de sabão naqueles passarinhos de brinquedo...mas isso não foi o que me chamou a atenção. o que me despertou olhares é que no ponto de ônibus, todos as pessoas adultas davam risadas e olhavam umas para a cara das outras. e há poucas semanas atrás vi uma cena parecida: palhaços, rua, só que pessoas cinzas, sem sorriso nenhum no rosto.
essa diferença me deixou feliz.
quando cheguei na empresa, cumprimentei os outros funcionários e uma pessoa muito especial, mas vi que ela não era aquela coisa única, embora tivesse um lugar especial na minha alma. me senti leve e sem culpa perante seu sorriso, pois sei que somos semelhantes.
assisti à uma palestra com o professor gretz, sobre inteligência espiritual. ele é palestrante à quase 30 anos e é o escritor do livro "o vôo da águia". recomendo totalmente pois ele nos faz perceber o quanto podemos ser bons não só no ambiente de trabalho, mas também por toda a nossa vida: devemos viver o agora, pois as coisas que mais nos deixam com o o coração em agonia são as mágoas que guardamos do passado, a ansiedade no presente e a preocupação demasiada com o futuro. às vezes deixamos de viver o presente por estarmos construindo nosso futuro, como se a vida comessasse somente quando terminássemos com nosso objetivo central. e de tanto que nos preocupamos em construir para depois viver, nós vivemos construindo e morremos sem desfrutar do processo de construção.
tudo na vida é belo, qualquer processo deve ser aproveitado. pois não deixa de ser um pedaço de nossas vidas.

então, o meu dia foi marcado por grandes momentos, pois ficou claro que há outras pessoas que pensam como eu. e também porque um fator na minha mente está esclarecido. sei que todos esses conselhos em forma de aulas, oficinas e palestras foram respostas que eu estava pedindo e precisando. vou continuar seguindo minha vida como sempre segui, independente da opinião alheia mas sempre respeitando todos e ao meu espaço. entretanto, não mais me preocuparei no "será".

5 de maio de 2008

O Sonho de Cassandra



Se você quer assistir um filme que te faça parar para refletir, em seu "eu" mais obscuro, achou o correto! Com atmosfera densa, quase que sombria, clima de suspense e culpa...o longa tem tudo para além de despertar a nossa atenção, fazer com que analisemos cada atitude dos personagens.O diretor Woody Allen fez questão de fazer transpassar o lado negro das pessoas, do pensamento humano. Desejo de status, muito dinheiro e luxo, é extremamente comum nos dias atuais e Allen soube exatamente como descrever estes aspectos sociais, além de destacar até que ponto alguém pode chegar para obter tais ambições. O filme é estrelado por Ewan Mcgregor e Colin Farrel, que juntos interpretam, respectivamente, os irmãos Ian, sempre afundado em dívidas e Terry, um fanático por jogos.
Embora o senso comum vá contra os fatores apresentado no longa, são situações comuns em nosso cotidiano, e o diretor põe em evidência, mostrando que as pessoas podem fugir da moral e dos princípios para alcançar seus objetivos.


Observamos isso quando Ian (Ewan Mcgregor) se apaixona por uma bela e jovem atriz chamada Angela, interpretada por Hayley Atwell. Ian vive num mundo de aparências, e se vê totalmente perdido neste momento, pois quer conquistar sua estabilidade financeira a todo custo-seja por bem ou por mal. A partir daí, Howard (Tom Wilkinson), tio dos irmãos, chega à cidade. O homem é um empresário bem sucedido e os dois rapazes vêem a chance de sair daquela situação. Mas os problemas apenas começam.


Howard está a um fio para ser preso, pois toda sua finança está sob investigação policial. O empresário pede então, que Ian e Terry assassinem o acusador em troca de sua ajuda financeira. E é neste instante que vemos os vários limites em que os dois chegam, juntos.


Na minha concepção, o filme, que não foge da realidade atual, embora tenha um roteiro basicamente simples, é bem impactante. Inclusive seu título me pareceu bem interessante: O barco que os dois rapazes compram para obter status, dentro da história, chama-se "O sonho de Cassandra" e na mitologia grega, Cassandra é a portadora das más notícias.

Assistam, está fresquinho! Aí vocês me contam o que acharam.

por Roberta Cortez

3 de maio de 2008

Sobre memórias...


Bons tempos que me recordo...Tenho saudades de muitas coisas.
Mas não a saudade de algo que se foi; sede eterna de algo que dura pra sempre.
Eu guardo na memória sem pensar que já passou. Tenho meu baú com vários tesouros e são eles todos, sem excessão.
Aprendi a lidar com as coisas, as situações. Ou ainda estou aprendendo. Mas de uma coisa eu sei: de tudo o que foi vivido, nós podemos passar por melhor, e por isso, não posso me desfazer de certas lembranças, como ocorre no comum. Não podemos menosprezar o passado pois ele aconteceu, de fato.
Hoje me recordo de tudo e sorrio...não me importa se isso me faz bem, mal, se me fez perder tempo ou não; aliás, perder tempo eu não perdi. Tudo foi ganho...se eu não passasse por muitas coisas, o que seria de mim agora?
Se recorde como um fato que aconteceu e que sempre vai estar em constante mutação. Seremos hipócritas se dizermos que o passamos foi incorreto. Afinal, nos fizemos isso um dia. Já foi certo para nós, em algum momento.
Pode não ser o ideal pessoal, atualmente, mas serviu como um item primordial para o que somos hoje. As lembranças...passado que me construiu e constrói. Me sinto livre, e não aprisionada por culpa de uma determinada passagem.
Vivi e vou viver. Ainda bem.