30 de outubro de 2008

Public Enemy (1931)



Amei ter assistido novamente o filme Public Enemy (1931), que é estrelado por James Cagney e pelo meu amor eterno, Jean Harlow. Eu tenho uma coleçãozinha humilde de filmes antigos, a maioria deles estrelado por Rita Hayworth e pela Harlow... e como eu estava com saudade de ver a minha estrela, resolvi assistir à este. ^^ O filme conta a história de dois amigos que crescem numa cidade pobre dos Estados Unidos. Desde pequenos, frequentam salões de bilhar e fazem pequenos furtos. Estes furtos são vendidos para um receptador de terceira categoria chamado Putty Nose. Quando os dois meninos se tornam jovens rapazes, de dia trabalham com entregas, mas à noite, planejam roubos com Putty Nose. O receptor dá revólveres e dicas aos jovens, para o primeiro grande golpe de suas vidas. Mas algo não ocorre do modo planejado e um cúmplice da pequena máfia é morto. Putty Nose, que jurou protegê-los, deixa a cidade. Então, em 1920, eles fazem amizade com um veterano da área, interprtado por Robert O'Connor; ele diz que a implantação da Lei Seca (o que realmente ocorreu na época), trará à eles muita grana com o comercio ilegal de bebidas. Em pouco tempo Tom e Matt enriquecem e passam a viver de luxo, com ternos e carros de elite da época...mas não termina bem dessa forma. Acho o filme genial porque mostra muito mais que uma grande produção de época. Retrata um fato que realmente fez diferença na história de uma forma belíssima. Pra mim, Hollywood dos anos 30, por incrível que pareça, conseguia ter um pouco de candura. Seus filmes romantizavam mas serviam de espelho, e não de indiretas, como é há bons anos. O Inimigo Público é um ótimo exemplo disso. Nessa época, os Estados Unidos estavam passando por uma crise preocupante e pra acabar com os problemas sociais que os impediam de crescer, decidiram proibir as bebidas alcoólicas. Mas por que justo as bebidas alcoólicas?rs..Provavelmente pelo fato dos EUA terem influência protestante, que inclui a idéia do "Destino Manifesto". Como se os americanos fossem um povo eleito por Deus para guiar o resto do mundo. Então, para sustentar o bom caminho e o correto, a sobriedade deveria ser constituída para a sociedade.


Bom, essa emenda se tornou um verdadeiro fracasso legislativo. O que foi feito pra acabar com os problemas sociais (que eram todos atrelados ao álcool), acabou trazendo muitos outros. A criminalidade explodiu, a máfia enriquecia a cada dia mais e o contrabando se alastrava. Milhares de americanos ignoraram essa Lei seca...quem queria beber mesmo, dava um jeitinho!


Eu estava lendo numa revista de história, da editora Abril, que algumas pessoas de diferentes partes do país, iam para o Canadá e voltavam com caminhonetes e lanchas cheias de bebida. Outras faziam uísque no própiro quintal, e alguns se passavam por padres para obter litros de vinho sacramental. Essa galera se organizou e todo uma demana era atendida de forma organizada, pelos gângsters.


Um dos mais populares foi Alphonse Capone. Quando seu sócio se “aposentou”, deixou Chicago inteira para ele, expandindo o império ilegal para cidades como Saint Louis e Detroit. Embora muitos crimes e assassinatos foram atribuídos a “Al Capone”, ele foi preso por a sonegação de impostos. Este clima da época (máfia, bebidas, luxo fora da lei) foi descrito em diversos livros e filmes com muito glamour. Mas é importante que nós pensemos que muitas dessas obras tendem a romancear para pincelar uma crítica. Transformamos Al Capone em um grande personagem de época,, mas ele era tão perigosos e violento quanto os traficantes de drogas de hoje em dia. Mas enfim, o filme vale a pena pra quem quiser entender um pouco mais sobre o clima do comecinho de 1930...com um toque hollywoodiano super tradicional (que eu amo)!