13 de maio de 2009

Abaixo o uso de Pele Animal

O uso da pele animal é um luxo mortal e tolo. Inúmeros animais são mortos sem necessidade alguma a um preço altíssimo. Para manter-nos aquecidos, por exemplo, os materiais sintéticos são mais eficazes e muito mais baratos. Então, pra quê matar?

A indústria tem uma campanha fortíssima e uma relação centenária com a moda, lucrando sempre e tendo poder suficiente para elaborar uma imagem duradoura de que aquilo é belo. É por isso que o desejo da compra é tão automático. Porém, sem fundamento. Pessoas chegam a investir U$10.000 em casacos, colares de pele e acessórios, de uma forma frívola, sem procurar a coerência, já com um conceito de luxo em suas mentes; o intuito é vestir um preço e esbanjá-lo.
Os animais não têm como se defender ao modo com que são tratados. A maioria deles é esticada em moinhos ou são mantidos em grande número, dentro de gaiolas minúsculas individuais. Presos nas gaiolas, os animais selvagens não podem agir de acordo com seus comportamentos naturais básicos e, após uma vida de confinamento, os fazendeiros geralmente quebram suas gargantas ou introduzem uma haste electrificada em seu ânus ou vagina, fritando literalmente seu interior.

Segundo a organização FURKILLS, Milhões de chacais, rapozas, linces e outras espécies, são presas em armadilhas com mola e dentes de metal que quebram os ossos e esmagam os músculos. A dor excruciante ainda pode se extender por dias, onde não se dá alimento ou água
antes de serem levados às armadilhas de tortura. Aproximadamente um quarto dos
animais prendidos escapam mastigando seus próprios membros fora.

Até mesmo gatos e cães são mortos da mesma maneira para o uso de pele. É estimado o número de dois milhões a cada ano na China. Investigações recentes à respeito da indústria chinesa, documentam que cães e gatos têm suas peles retiradas quando vivos e, após isso, são deixados de lado ainda respirando - seus olhos ainda piscam e a pulsação do coração permanece, porém é visivelmente abaixo da condição normal. Os consumidores não têm nenhuma maneira de saber se estão comprando a pele do cão ou do gato porque estes produtos - casacos, luvas, chapéus - quase sempre não possuem etiquetas ou são mal etiquetados. Os animais pagam o verdadeiro preço da pele com as suas vidas.

Mais informações: http://www.furkills.org/

1 de maio de 2009

Ilha das Flores, de Jorge Furtado - 1989


O dia do trabalho é propício para uma resenha sobre o curta-metragem que retrata a problemática social do consumo pela comercialização. Em um pouco mais de 10 minutos. Através de recursos, o vídeo estampa a desigualdade humana em nossas mentes, de forma impactante. A linguagem é básica, lógica, mas eficaz.

Um único fruto é o ponto inicial: o tomate. Algo que deveria ser um simples alimento para que todos pudessem desfrutar, irá se tornar o objeto para a compreensão do ciclo social e capital no qual vivemos. A idéia é desvendar todo o procedimento que há através da comercialização junto à sociedade, trazendo com isso, o processo de geração de riquezas, mas conseqüentemente, de desigualdade humana. Através de uma linguagem rápida e simples se torna possível compreender que o capitalismo acumula bens provenientes do lucro, partindo de um ponto que parece, a princípio, muito banal.

Jorge Furtado soube utilizar recursos simples, como técnicas básicas de som e imagens já prontas, ou seja, que não precisaram ser filmadas. O importante aqui é a idéia, não os efeitos que se tem. A obra consegue ser completa sem todos aqueles truques (até porque na época eles não existiam e a verba não permitia). Em muitos casos, se tem muita produção e pouco fundamento. Se ainda não assistiu, assista; vai ser simples enxergar tudo o que a humanidade "consome".

O mais interessante do curta é o momento final. Durante todo o filme, escuta-se efeitos sonoros enquanto está se descrevendo o ciclo capital. No instante em que a verdade “sêca” aparece e que podemos ver todo uma causa que nos torna mesquinhos, a trilha sonora é interrompida; então, o que está sendo dito causa impacto, tem maior ênfase e nos choca.

É importante que a obra chame atenção, afinal, seu intuito é alertar. Alertar com relação aos acontecimentos vindos do sistema capitalista, de forma simples; e fazer-nos refletir sobre esse processo estabelecido, que é tão comum no dia-a-dia. Diante de todo esse ciclo, o filme tem o intuito de mostrar que o humanismo é necessário sobre esta grande mecânica da sociedade. E que acabamos por aceitar, pois ela mesma nos consome.