20 de agosto de 2009

Finalizando meu conceito sobre igualdade.

Ou seria ética?

E vejam só que ironia! Depois de tanto se discutir sobre a ética humana, de se falar tanto em liberdade e depois jogarmo-nos um balde frio de ditaduras, chegamos ao ponto de controlarmos nossas paixões. Não que isso seja errado, mas é o "preço" que acabamos por pagar.

Aristóteles foi ponderado. Para ele, é exatamente para tanto que a lei serve, sem que os governantes percam sua autoridade. A forma com que os conceitos da Ética de Aristóteles surgem, do contrário do que muitos pensam, não está diretamente contra o julgamento platônico, mas sim, alterada da forma como o mundo contemporâneo e democrático passara a enxergar. Afinal, ele também impede os impulsos mais primitivos do homem, seus apetites e paixões.

O princípio ético é muito forte e explica a tentativa que temos em promover o bem, que já pode partir do princípio em que o ser humano se faz capaz de conciliar interesse individual com o comunitário. O princípio de uma evolução então seria essa moderação de alguns de nossos anseios, sem que seja necessária a total privação dos mesmos em uma seguinte geração. Talvez seja realmente uma utopia essa nossa sociedade perfeita, mas também não haja a necessidade de uma coibição tão grande, em formato de leis - como percebemos no parecer de Platão. Chega a se assemelhar até mesmo á uma forma de castigo. Penso que se houver a possibilidade de uma sociedade perfeita, poderá levar milênios (e claro, se o planeta Terra não for destruído antes).

Vamos levando as coisas... e mudando outras. O que é necessário é a valorização de onde vivemos e da inteligência humana que é magnífica, mas parece que a maioria de nós não está ciente disso. Aristóteles pode ter sido a resposta ao que Sócrates negou-se a responder e que Platão filosofou, para que não possamos pensar num futuro muito distante, mas no bem estar de nosso presente, sem que se prejudique o próximo. Assim, para o bom convívio de nossa geração, o real deve moldar-se a Lei para que seu cumprimento seja possível a todos. Controlando nossas paixões, pois delas derivam-se tanto virtudes quanto vícios.

10 de agosto de 2009

Em busca da Sociedade perfeita.

...E eu continuo imaginando um mundo perfeito, rs. Pra tentar encontrar algum caminho, perguntei à Sócrates; e cheguei à Platão.

Platão segue o caminho oposto de Sócrates. Sua estrutura básica de como seria uma nação perfeita vem de fora para dentro, da sociedade para o indivíduo e não de indivíduo para a sociedade. Platão simplesmente pensava que, para haver igualdade, era necessário entender o que é ser ético para a maioria das pessoas e assim estabelecer um padrão de forma “democrática”, digamos assim.

Através da organização, Platão mostra a necessidade de se formar um sentido de Ética para haver respeito à todos, conseguinte da Justiça. Afinal, o que é bom para mim, não necessariamente é bom para você. Mas... Se vermos do ponto de vista de Sócrates, o Bem é uma única coisa, a humanidade é que ainda não soube enxergar. É exatamente por este motivo que o esquema ético de Platão pode ser uma boa idéia enquanto não conseguimos descobrir.

Muitos se identificam com esta implicação, isto porque, nos tempos de Platão, Atena passava por uma grande evolução estrutural, levando as pessoas à orientar-se para uma sociedade estável, tendendo à perfeição. Creio que sofremos as influências destes pensamentos até os dias de hoje.

A base da reforma democrática sugerida por Platão para construir a sociedade perfeita, pulveriza uma "timocracia do espírito", como dizem os livros de filosofia, onde governantes são os melhores dentre todos os homens de seu tempo no que diz respeito à intelecto, conhecimento, sabedoria e até mesmo espiritualidade. Seres "elevados", digamos. Vejam que semelhança, embora não seja exatamente desta forma. Platão também defendia o fato de que as famílias não se formassem debaixo do mesmo teto, assegurando que seriam cuidadas pelo governo, para que nos tornássemos mais "irmãos". Além disso, mercadores e agricultores seriam apenas para servir os que fazem parte da sociedade, tendo o livre direito de exclusivamente produzir, sem o direito do poder político; ou seja, possuíam uma única função.

Na concepção de Platão é preciso, para as nações, uma grande reforma social, política e econômica; por um lado que desprende do material, sem luxo, mas por outro, com uma disciplina extremamente rígida, parecendo-me um baixo comunismo, pois classifica pessoas por grupos.

Tanta rigidez pode corroer a identidade de uma sociedade, porém, a idéia da existência de um princípio ético é fundamental para uma sociedade que não sabe o que é o bem.