20 de outubro de 2009

Origem do Halloween.



Cuidar das almas e celebrar a vida!


Enquanto no Norte, estamos no inverno, período de silêncio e morte, à espera do renascimento, aqui no Sul é o oposto: verão, ápice do Sol, momento de abundância, vida e auge do ciclo.


O Halloween celebra o final do Verão, por isso, na realidade, é comemorado aqui no hemisfério Sul em primeiro de maio, chegada do inverno. Entretanto, celebramos esta data em 31 de Outubro universalmente, por representar um momento mágico de passagem e de extrema importância espiritual para todos os seres humanos.

Seu nome real é Samhain que significa "Final do Verão". É um festival governado pela escuridão, por nossa Deusa e celebra a passagem, a morte do Deus, para um novo renascimento - por isso o famoso "dia dos mortos". Diferente do Beltane, o momento em que nos encontramos agora.


Nascimento, reprodução e vida. A união da Deusa ao Deus Sol representa o festival da fertilidade. Onde se planta para colher. Na Religião Antiga, a palavra "fertilidade" significa o desejo de produzir mais nas fazendas e nos campos e não a atividade erótica por si só. Beltane é o retorno do nosso Deus, nosso Sol e está astrologicamente no signo de Touro, que marca a "morte" do Inverno, o "nascimento" da Primavera, sendo o começo da estação do plantio. O festival é ascendente ao nascer da lua na véspera para iluminar o caminho para o Verão.
A luz do sol chega novamente, ilumina as árvores, seca o orvalho, reflete os rostos. Brilhante estrela de vida que gera o calor, a humanidade.





Beltane e Sahmain são opostos como Norte e Sul, Vida e Morte...mas andam sempre juntos. Deus está chegando agora à sua vitalidade, para procriar, envelhecer, morrer e assim, nascer novamente. Eternamente. Louve-mos aos Deuses que nos dão a vida a cada dia, neste ciclo eterno!

Feliz Beltane e Ótima Celebração de Halloween!


=)

5 de outubro de 2009

Quando a Tragédia vira Arte.

Baseado na obra de Mario Puzzo, os Corleone são uma família de mafiosos italianos que tomam conta da maioria dos negócios ilegais de Nova York.

O clima mafioso dos anos 30 e 40 em que os Estados Unidos vivia, volta. Entretanto, essa atmosfera por vez real, é moldada por Coppola e se transforma em arte. Temos agora uma obra prima composta por sagacidade, cinismo, fidelidade, romantismo e sangue. O Poderoso Chefão é um conjunto de presença e valores admiráveis, que formam uma tradição de poder e orgulho, em toda sua trilogia. E a Cavalleria Rusticana define esta personalidade, dando o toque final a obra.


Nem preciso dizer que é o tipo de filme que me atrai, não somente por ser um clássico, mas pela direção em si originar um todo tão atraente. Marlon Brando, o mais velho Corleone e chefe da Família, consegue transmitir todo o arquétipo italiano apenas com seu olhar cônsul e as mãos sob o queixo. Irretocável, muita gente acha que ele é o personagem principal do primeiro filme. Ele está preparando Sonny, interpretado por James Caan, para que possa ser seu sucessor. Al Pacino interpreta Michael Corleone, que parece ser justamente o oposto de sua família; um herói da Segunda Guerra Mundial, justo e digno. Mas é exatamente ele quem nos surpreende. O clássico possui laços que geram um resultado inesperado, grandioso e inesquecível.

Existem muitas cenas que impactam de forma a abrir o leque dramático que o filme propõe. O depoimento, a abertura do filme. O casamento tradicional italiano. O suspense da seqüência da mansão do produtor de cinema. Depois disso, o tiroteio em meio às frutas e a magnífica cena de Michael Corleone no restaurante – é ela que registra a metamorfose que o personagem sofre. A primeira metade do filme é um enigma e a segunda, a peça a completá-lo.

Nós podemos sentir a atmosfera da obra em diferentes formas. Historica, emocional, e tecnicamente falando. O Poderoso Chefão é algo a frente de seu tempo. A montagem, seus planos, as luzes, formam um clima sempre quente, um conjunto que não nos cansamos de ver. Essa composição molda facilmente a leitura do filme, resumindo seu sentido. O desígnio da guerra é retratado de uma forma bela e artística, afinal a luta e todo seu valor possui um significado sagrado para aqueles que do sangue sobrevivem: A paz em sua definição.


Fato: Tudo esboçado de forma soberana.