25 de dezembro de 2009

Roda do Ano.

Mais um ano chega ao fim para recomeçar em breve, com mais força e magia que antes. Estamos em Litha, Solstício de verão, o auge do poder. Veja o Deus Sol forte, brilhando em sua plenitude! É hora de pedirmos coragem, energia e saúde para prosseguirmos.

Nosso planeta abençoado possui Deuses e guardiães de extremo poder e nós, humanos, somos iluminados por sermos capazes de enxergar todos eles, juntamente com as suas maravilhas. Vivemos num universo de ciclos e é tudo perfeito à sua forma. No inverno não há quase sol, as noites são mais longas, nossa Deusa Escura aguarda a chegada dos raios solares no ventre da terra – para que assim, o Deus Sol nasça novamente. Então, vemos sua juventude em cada estação de primavera, crescendo junto com as flores. No verão, sua maturidade, no outono seu declínio e no inverno, sua morte, renascendo novamente no próximo ciclo.

Entretanto, enquanto aqui temos os dias mais compridos do ano, no norte temos a noite mais longa. Na nossa lei da natureza, Yule marca o renascimento do Sol, ainda jovem e fraco, como um bebê. Ele reaparece do ventre da escuridão, os dias começam a crescer e as horas de escuridão vão diminuindo aos poucos. Foi a partir daí que se originou o Natal cristão... Renascimento do Deus. Por isto, é tempo de reencontrarmos nossos sonhos e esperanças que agora ressurgem, pedindo para que as divindades nos dêem forças para um novo ciclo.

Esta é a roda mítica da vida, do nascimento, morte e renascimento e se repete em cada um de nós, todos os anos. Quero desejar a todos um novo calendário com muita energia, paz, amor e concretização de sonhos! E não se esqueçam! Dia 31 de Dezembro teremos um evento magnífico: Blue Moon. A lua vai estar totalmente cheia, em seu primeiro dia e super iluminada, deixando-a até com uma coloração azulada... Sua energia será super poderosa para a virada de um novo ano, rezemos para que o céu esteja bem estrelado!

E Feliz 2010!

21 de dezembro de 2009

Paganini...



...Não se escuta, se sente.


Niccolo Paganini. Violinista italiano, nascido de uma família humilde, desde pequeno quieto, observador. O garoto era aplicado, inteligentíssimo e fascinado pela música, já que era o que melhor substituía sua solidão. Seu pai, Antonio Paganini, era um trabalhador muito atarefado e também demasiado severo com relação ao dom musical do garoto. Aos oito anos de idade, Paganini compôs sua primeira sonata, escrevendo a partir de então, a linha do seu teatral destino. Na adolescência, o rapaz já viajava com seu pai por toda a Europa, deixando uma marca profunda a todos aqueles que assistiam a seus espetáculos.


Paganini nunca foi belo. Talvez por isso, via a beleza do amor diferente da maioria de nós. Castil-Blaze, no ano de 1831 o descrevia com um metro e sessenta e cinco de altura, construído em linhas longas, sinuosas, uma face pálida longa com linhas fortes, um nariz pontiagudo, e olho de águia, cabelo ondulado fluindo aos seus ombros e escondendo um pescoço extremamente magro. Seu rosto longo e pálido, lábios finos e um sorriso sarcástico, moldavam sua expressão penetrante. Seus olhos eram escuros como a noite, mas profundos e indecifráveis como altas labaredas. Através da descrição supersticiosa de sua aparência que o gênio transformava seus espetáculos. Niccolo usou disto, para moldar suas apresentações, aquilo que ele poderia interpretar para o mundo.


Apresentando-se com vestes negras, em um cenário lúgubre e sempre com pouca luz, ele criava a atmosfera adequada, despertando o medo que temos do que não é belo - pois afinal, levamos sempre em consideração a aparência. Medo? Mas as canções eram feitas de amor... Seria esse medo, o medo de amar? Olhamos desta maneira, da mesma forma como olhamos para o amor?





Entretanto, Paganini se apresentava daquela maneira, também pelo fato de que não queria que a beleza de seu espetáculo fosse vista, mas sim, sentida. Era justamente a profundidade da arte que ele trazia ao palco.



E assim, toda sua técnica e talento, arrancavam sons mágicos do violino e sua aura etérea prende nossa atenção até hoje, pelo seu modo teatral de nos forçar a interpretar a profundidade da vida, do amor. Seu rosto esquálido contorcia-se, seus cabelos longos e negros agitavam-se e o arco de seu violino fazia movimentos inalcançáveis. Há quem diga que teria feito um pacto com o demônio para poder tocar daquela maneira ou para ter a vida eterna... que as cordas de seu violino foram feitas com os próprios fios de cabelos do diabo.




E acredito que, assim como magos fazem magia com seus átames, alguns artistas fazem mágica com seus instrumentos, máquinas, pincéis. E através de todo este conjunto de talento, arte e magia, ele se tornou eterno.


Paganini representava como vemos o amor.



Texto dedicado à minha falecida tia Cecília Cortês, grande violinista,
que sempre me deixa saudades.

4 de dezembro de 2009

Você acredita em espíritos?

Acho um tanto bizarro falar desta maneira, pois somos feitos disso. As pessoas falam de espírito como se não fizesse parte delas mesmas, como se desconhecessem de si próprias. Se você não acredita em espírito, renega sua própria natureza, possui uma visão extremamente limitada e não acredita em você mesmo.

Não vamos falar de espírito de uma forma bizarra, relacionando-o à morte e ao fantástico, como em contos paranormais. Mas como nossa essência, o que nos move; como é pra ser. Tudo neste universo surge, vive por energia. As estrelas nascem quando partículas gasosas se queimam, em sua própria gravidade. A luz se acende pelo atrito dos elétrons entre si. E nossos corpos? Se movimentam através de nossas almas.

Nossas almas nada mais são do que energia, estão dentro de nós. Energia inteligente que nos movimenta, que nos traz dons, que busca evolução. Como uma matéria mais sutil, o espírito faz parte da lei do universo, mas grande parte da humanidade sente uma dificuldade em assimilar isto. Isto deve ocorrer pelo fato de a Terra ser um planeta denso, estando diretamente ligada ao material. Por ser um planeta de provações, temos a tendência de separamos o espírito da carne, vendo ambos como coisas distintas. Em verdade, estamos ligados, um fazendo parte do outro.

Muitos são ignorantes a ponto de não crerem no que não vêem. Os gases, por exemplo, são muitas vezes invisíveis, mas sem eles, balões coloridos não flutuariam. A eletricidade é matéria... Menos densa que nossos corpos, mas que faz usinas inteiras funcionarem.
O Espírito é tão real como nossos corpos. Como não acreditar em almas sendo que somos uma, aprisionada em um invólucro?

De certo, nossa maioria terrestre não é evoluída para esta compreensão, mas todos de nós um dia estaremos. O mal pode se tornar bem; tudo se transforma. Os anjos e Deuses não reencarnam mais. Olham por nós... provável estarem em outros planetas, outras galáxias...

Mas um dia eu chego lá.