20 de dezembro de 2010

Amor...

A primeira razão de ser do espírito é o que chamamos de amor. O amor é um tanto diferente daquilo que a maior parte de nossa espécie conhece. Uma força única, eterna, responsável pela união das espécies de todo o universo, independente de sua forma ou composição. Como a eternidade não existe sem a união, posso dizer que o amor é quem a constrói. O amor verdadeiro anda lado a lado com o tempo. É uma das forças celestiais responsáveis pelo andamento do cosmos, por isto também é infinito.

O poder do amor está além de nossas existências. Somos criados por ele, vivemos graças a ele e daremos sequência a eternidade, por conta dele. A fusão de nossos universos vai além de nossos corpos, por isto, a paixão e o desejo carnal podem caminhar junto ou não com esta reação. Podemos nos fundir a consciência de outro alguém e gerar novos caminhos além desta vida. Podemos combinar existências fora da Terra e materializá-las em outros mundos, em outras dimensões.

Se uma existência está no mesmo patamar de consciência que outra, é possível a união perfeita entre espírito, energia e intelecto. Tudo porque há o reconhecimento de energias e esta evolução ocorre consciente. Como somos a própria mente, quando esta fusão ocorre, nos transportamos para outras dimensões, de acordo com o resultado da mescla. O estado de espírito é um dos princípios base que irá nos dizer para qual dimensão será possível parar.

O amor desperta a alma, pois é com ele que acordamos para o infinito. Quando se depara com ele, é o mesmo que se deparar com a beleza da eterna existência. Compreendemos desde os princípios de simplesmente ser até a gama da responsabilidade de se caminhar pelo espaço. Somos responsáveis por esta união divina, pois é nosso dever existir no universo. Eu existo graças a ele e sem minha existência, o universo não existirá da mesma forma.

25 de novembro de 2010

A Alquimia Moderna a favor da Verdade Universal


Entramos em tempos de transformação definitiva. Observando o caminho construído pelos seres terrestres, durante seu tempo de existência, fica fácil decifrar qual é o rumo a seguir.


Até aqui, vejo que é possível classificar as variações humanas em três principais fases: a Espiritualista Celta, a Alquímica Evolutiva e a Científica não Humana. Cada uma delas corresponde a um estágio de elevação de nossa espécie, dentro da história terrestre.

Na era conhecida como “Idade das Trevas”, a natureza estava ao lado do homem primitivo. Companheira, fornecia tudo o que era necessário para nossa raça viver em harmonia (alimento, abrigo e outros subsídios). Por este motivo, os povos coroavam os elementos naturais como divindade sagrada e agradeciam todas as energias pelas bênçãos dadas. Louvavam o sol pelo calor, as árvores pelos frutos, a mata pelo resguardo.

Através desta forte relação entre criador e criação, os laços espirituais estavam mais fortes, por conta da proximidade com a essência mãe. A denominação ‘Espiritualista Celta’ foi assim designada justamente por conta deste reconhecimento mítico criado pela forma de vida humana da época. Numa era onde o contato com o mundo invisível era predominante, fazendo com que as coisas do cotidiano fossem vistas com mais profundidade, o homem, em harmonia com a natureza, entrava em sintonia com seus processos biológicos, psíquicos e espirituais, assim expandindo sua consciência. Entrando em contato com seu “eu maior”, de onde ele veio, reconhecia seu criador, seu deus. Conhecendo a si próprio, passava a entender o motivo de sua existência.

Assim passa a existir a era Alquímica Evolutiva, uma nova etapa humana. No momento em que o homem já estava ciente de sua realidade, passou a se perguntar sobre como certos processos vitais aconteciam. Começamos a buscar respostas além do universo conhecido, questionar mais, ter o desejo de pesquisar sobre as essências criadoras e ir além da função de mero observador. Assim, foi possível descobrir que as forças naturais funcionavam como verdadeiros portais para outras dimensões, até então desconhecidas.

Esta busca passou a ser conhecida como Alquimia, uma ciência que mesclava a magia da terra com a tecnologia da época, para que fosse possível atingir estados de elevação espirituais e intelectuais superiores. Através da junção do intelecto humano com as energias sagradas da natureza, desejava-se obter equilíbrio pleno entre matéria e mundo "divino".

Os alquimistas se tornaram grandes gênios. Através do estudo e da canalização das energias, almejavam fundir espírito e mente para alcançarem a eternidade. O desejo de transmutar chumbo em ouro retratava justamente esta vontade de transformação de um ser imperfeito para um ser iluminado, divino. Era esta a verdadeira “Pedra Filosofal”.

Entretanto, muitas pessoas que ainda não estavam preparadas para conhecer novos horizontes, passaram a se infiltrar na ciência alquímica. Faziam-no não com o intuito de buscar evolução ou aprender sobre as leis universais, mas por simples interesses mundanos. Por conta disto, o fundamento da Alquimia foi deixado de lado gradativamente, restando apenas a vontade de criar. Assim, os novos alquimistas se tornaram os químicos e metalúrgicos da atualidade e trouxeram consigo invenções como a pólvora, as tintas, os cosméticos, entre tantas outras.

Neste instante, a humanidade passou a crescer rapidamente. Ao observarmos fatos históricos, fica clara a evolução tecnológica que a geração pós-inquisição sofria. Entretanto, como o princípio espiritual foi abandonado, evolui-se somente um lado da psique. Entremos aqui, na geração Científica não Humana, que provocou mudanças profundas no modo viver de nossa espécie.

O modelo de sobrevivência agrário deu lugar ao industrial e houve a definição dos sistemas sociais, que incluíram o capitalismo contemporâneo. Todas estas modificações, obviamente, criaram novos modelos mentais. Moldados de acordo com a forma de vida estabelecida, o homem passou a viver unicamente para o trabalho, para a conquista de bens materiais e para as obrigações governamentais. Chamo-a de geração Científica não Humana pelo simples fato do distanciamento das essências e dedicação exclusiva às invenções.

Contudo, parece-me que esta etapa foi “necessária” para que a humanidade começasse a acordar. Classificando determinadas fases, vejo que o homem enquanto indivíduo estava seguindo para um caminho coerente, mas um desequilíbrio ocorreu no momento em que houve uma pretensão originada pelo ego alimentado pela ânsia da descoberta. Tentaram “pular” uma das etapas de evolução e, sem conhecer seu próprio eu, o homem começou a fazer demasiadamente, não se importando mais em ser. Hoje, começamos a enxergar todos estes fatos com certa clareza e, enfim, tudo começa a se encaixar.

A cultura celta e os estudos alquímicos estão sendo levados para o campo da ciência moderna. Finalmente, estes temas estão sendo avaliados com mais profundidade e tendo certa relevância nos tempos atuais. Isto porque, ao passo em que estudos são feitos, certas mensagens são reveladas, fazendo com que seja possível refletir no que seria realmente “evolução”. No momento em que julgávamos filósofos como bruxos, estávamos evoluindo?

Olhando para trás, sinto que agora estamos próximos de uma nova era. Agora estamos buscando unir a nossa evolução às reflexões de nossos antepassados. Se com o tempo fabricamos carmas negativos, hoje procuramos corrigir o feito através de ações ambientais, de estudos espiritualistas, do apoio às diversidades universais... Creio que tudo o que estamos colocando à tona funciona como um conjunto de provas que nos mostram que existe uma infinidade além daqui.

Se seguirmos o caminho da verdadeira alquimia, só teremos a ganhar. Alcançando o equilíbrio entre corpo e espírito, desvendaremos novos horizontes e dimensões. Com as vibrações canalizadas, o ser humano estará definitivamente em harmonia, o que facilitará o entendimento de coisas extremamente complexas. A Alquimia Moderna, como processo de fusão, é primordial para esta nova etapa, pois, exercitando ambos os lados da energia vital, iremos avistar novas possibilidades além desta experiência terrena e estaremos preparados para enxergar outros mundos. Esta nova ciência funcionará como um preparo para que toda a humanidade esteja informada sobre o que o infinito reserva à ela.


Esta é a hora. Não devemos nos esquivar e nem ter medo. Devemos nos unir a próxima dimensão para que sejamos aceitos por ela.


“Conheça-te a ti mesmo” – Sócrates.

16 de outubro de 2010

ONDE ESTÁ A SOCIEDADE HUMANITÁRIA?

Quando os brasileiros falam de política, falam de políticos. Algumas vezes, em planos de governo, mas ainda sim, isso deveria ir além. A política necessita ser humana. Falar sobre sistemas, sociedade, sobre modo de viver, sobre gerações e sobre a história do nosso mundo, não somente do país. Isto porque, a política é quem estabelece o modo com que vamos viver, sem nos darmos conta disso.

Nascemos dentro de um mundo criado e por esta razão, ele nos parece certo. A humanidade adoeceu, quando o dinheiro passou contaminar. Na maior parte da vezes, culpamos os políticos por sua ganância e alienação, mas não paramos pra pensar que eles também são frutos do sistema criado por nós mesmos – afinal, se votamos em um, para não votar em outro, estamos concordando com aquele que demos nosso apoio.

Me surpreende como as pessoas, principalmente de um senso cultural mais elevado, ainda pensam em votar se não estão de acordo com o circuito de planejamento governamental. Dá pra ver nitidamente que o capitalismo não funciona na sociedade humana. Fatos históricos já comprovaram isto. Desde a idade média, onde a busca pelo ouro e riqueza matou inúmeros pagãos inocentes, devido ao totalitarismo da igreja católica, que nada mais era que um capitalismo religioso. E dentro da história do nosso país, quando os jesuítas adestraram nossos irmãos índios para que obedecessem fielmente às suas ordens, dominando suas riquezas naturais e tomando posse do “poder”. Poder... Que poder tem o homem perante Deus? Poderia ter algum se, por um acaso, se unisse à Ele. Há ainda a ditadura de Médici, que engordava os fundos presidenciais enquanto aumentava uma dívida externa desnecessária. E o Brasil, para os mais ignorantes, estava crescendo, estava avante, pátria indomável e líder mundial.

Hoje a história se repete. E nós estamos sendo prova disto. A irmã de uma amiga, com síndrome de down, foi retirar um remédio da Farmácia DIR III, pela qual o governo fornece medicamentos de grande custo gratuitamente. Mas onde estava o remédio? A secretária do local pediu desculpas e disse que isto nunca havia ocorrido. Desculpas não vão dar continuidade ao tratamento da inocente criança. E aonde está o dinheiro? Campanhas eleitorais geram um custo absurdo e quem paga por isto é o povo. Com tanta grana, fica fácil manipular todas as mídias possíveis e existentes em um país. Uma página no MSN Hoje custa barato para o orçamento que se levantou. Uma assessoria de imprensa bem paga dá conta do recado para os principais jornais de cada estado do país. Notícias falsas por todo o lado, o IBOPE mentiroso que manipula a mente dos eleitores com seus dados “incrivelmente reais” – um verdadeiro marketing viral! Viral porque nós acreditamos e espalhamos a notícia, caindo totalmente na brincadeira e abraçando a idéia.

Comunidades do Orkut, YouTube, Twitter, Facebook. Todos acabam se tornando uma ferramenta com um único objetivo: promover a imagem do excelentíssimo candidato e fixar a sua marca, ou atacar seu rival. Os usuários dessas redes, disseminam os conteúdos pelos quais foram afetados e acabam se tornando o próprio veículo que transmite a mensagem hipócrita de que tanto falam. A política é a publicidade que mais funciona nas mentes fracas.

Eu voto nulo. E não é porque o Serra já deixou nossa saúde pública um caos, quando ministro. Não é também porque a Dilma disse que o meio ambiente é uma ameaça ao desenvolvimento. Também não é pelo motivo de que o PSDB privatizou o ensino do nosso país, só para deixar o povo mais burro e fácil de ser manipulado. E muito menos porque o PT quebrou sigilo bancário para poder “saldar” a dívida externa, fazendo com que o Brasil ficasse devendo mais ainda para os bancos estrangeiros. É porque eu tenho amor à humanidade e ao mundo em que eu vivo. Por causa que, como eu já disse há pouco, está claro que o capitalismo não funciona para o homem. Nem o comunismo, nem o socialismo contemporâneo (que envolve dinheiro e economia), nem a anarquia que, como já dizia Karl Marx, é pura burrice. Sou contra sistemas, porque acho que sistema é diferente de sociedade. Nós já temos tudo o que precisamos, faltou o homem ter ciência disso.

Pensar emburrece.

10 de setembro de 2010

MACONHA: PRECONCEITO NÃO!

Porque as pessoas se sentem tão incomodadas quando falamos sobre maconha? Será que a lei tem um poder tão grande sobre a mente das pessoas? Será que é ela a mãe e o pai do homem contemporâneo? Quando olho pra todos os lados vejo que as pessoas sabem o que é “certo” e o que é “errado” através do que a lei diz à elas, faltando capacidade de discernimento em relação as verdades do mundo. A história está do avesso quando se torna errado defender a paz e certo pré-julgar o seu irmão por causa de um preconceito sem sentido. Essa é a cegueira que não deixa a verdade vir à tona.

Uma vez estava no metrô com uma amiga e uma moça puxou assunto com a gente. Começamos a conversar de tudo um pouco: barzinhos, faculdade, namorados, trabalho, stress e náuseas. Isso é um problema comum pra quem come muito rápido ou quem nunca tem um horário certo pra se alimentar. Minha amiga disse que a maconha era ótima pra isso e de repente a moça “fechou a cara”. Estávamos conversando cerca de 15 minutos ou mais, mas subitamente a garota se retirou. Engraçado? Eu não acho... Aquela moça provavelmente não tinha conhecimento nenhum sobre as propriedades medicinais da erva, então porque ficou tão ofendida? Passou a nos olhar de forma diferente depois do comentário feito, mesmo não tendo idéia do que estávamos falando. Você deve estar pensando: “É lógico, não é normal falar sobre isso!” E Vai continuar não sendo, enquanto não pararmos pra discutir à respeito.

O problema que envolve a maconha é além tráfico. É cultural. A erva é utilizada em vários países em terapias, inclusive legalizada na Holanda através de pesquisas psíquicas, onde comprovou-se ser anti-stress, aguçar a percepção sensorial e até ser benéfica contra náuseas. Sem causar dependência física. Diferente do cigarro, a maconha não forma dependentes químicos, justamente por ser natural; ela não passa por processos industriais e não contém substâncias tóxicas, como aquele que é legalizado.

Fisicamente falando, por que ter preconceito com as pessoas que fumam a erva se quem é adepto da mesma, normalmente é contra químicas, optando por uma alternativa natural? Psicologicamente falando, porque este pré-julgamento se a maconha tranqüiliza e, na maioria das vezes, quem é à seu favor é contra o tráfico, contra a violência? Qual o motivo exato para se julgar? É o julgamento que afasta as pessoas deste tema, dificultando a luta contra a violência. É ele que acaba trazendo os malefícios à nossa sociedade. De uma forma mais resumida, estamos sendo mais prejudicados evitando a legalização.

Para que fique mais claro, vamos fazer uma análise do estado atual do nosso país. Como sabemos, o cigarro causa males irreversíveis ao corpo, como cânceres de boca, pulmão, garganta, além de gangrenas e até mesmo a perda de membros. Através de tantas doenças, o cigarro teoricamente traria muito mais prejuízos ao governo que a maconha, pois além de tornar as filas dos hospitais imensas, transformando o atendimento médico brasileiro num dos piores do mundo, gasta-se uma quantidade absurda em tratamentos e remédios. Além do prejuízo na área da saúde, o cigarro ainda afunda nossa economia em relação ao tão discutido tráfico. Como os brasileiros fumam mais cigarro do que maconha, (não apenas por ser legalizado, mas por deixar o indivíduo quimicamente dependente), o contrabando é bem maior do que o da própria maconha. Impossível? De forma nenhuma. Se pararmos pra pensar, isto é um ciclo sem fim. Quanto mais cigarros são vendidos, mais aumenta-se o tráfico e a dependência química e, consequentemente, filas dos hospitais e prejuízos financeiros. Sem contar a a qualidade de vida da população de nosso país, que decai absurdamente.

Mas porque então continua-se insistindo em algo tão controverso? Porque aqueles que mais dão lucro "por fora" perderiam: a própria indústria tabagista, o crime organizado, etc, etc... É difícil trair quem tanto é aliado. No fim de tudo, quem sustenta o tráfico não é o usuário, acaba sendo a própria proibição - e com algum sentido.

O que penso é que a legalização da maconha não acabará com o tráfico, mas poderá diminuir em muito o contrabando, inclusive dos cigarros. Creio que se a erva for legalizada, poderá ser vendida em farmácias e prescrita por médicos, podendo até mesmo servir de tratamento contra a ansiedade e combatendo outros vícios (como o próprio cigarro). Volto a dizer que ela é homeopática e não irá curar um vício com outro, pois seu uso não causa dependência física ou química.

Creio que esta seria uma excelente alternativa inicial para a liberação da erva, já que nosso país ainda é subdesenvolvido em relação à cultura e à educação. Além disto, seu uso moderado, fará com que aos poucos a sociedade possa se adaptar à idéia de tê-la como amiga, não vilã. As pessoas terão ciência dos benefícios que a erva traz, livrando-se do preconceitos relacionados à ela. Se for legalizada desta maneira, quem sabe seja possível pensar em outras opções de uso futuramente? Esse é meu ponto de vista.

http://www.youtube.com/watch?v=3PKYlbqRHbU

18 de agosto de 2010

A verdadeira face de V

Ele era eu, era você, era todos nós...

Por quais motivos você defende um ideal? Quando os princípios morais passam a ficar em segundo plano, pelo simples fato de dar-se mais crédito ao que se vê, as questões humanas passam despercebidas ou tornam-se utópicas para aqueles que as notam.

Se o homem já foi livre em uma época remota, houve uma momento em que era sacrificado e torturado simplesmente por defender uma verdade, chegando ao ponto de perder a vida ao tentar lutar em prol de um bem único. V de vingança é um conto baseado num homem chamado Guy Fawkes, soldado católico que viveu a era da camuflagem.

Como todos sabemos, a Idade das Trevas era pior que a ditadura de Médici, por isto, até hoje vemos vestígios culturais deixados por ela. Críticos, fanáticos religiosos ou simplesmente cidadãos conservadores censuram o filme dirigido por James McTeigue (história já publicada por Allan Moore), alegando possuir mensagens de ‘má influência’, estimular a violência, ou pior, incentivar o culto à satã. Mas esta falta de visão não ocorre somente por parte dos que estão do lado da crítica, como também pelos seus próprios fãs. Muitos idolatram o herói V por ter explodido o parlamento, por ser contra a religião e blá, blá, blá, venerando unicamente a anarquia e a violência, sendo que, o que deveria ser realmente levado em conta é a intenção da luta, que acaba ficando em segundo plano, ou esquecida.

Ele não era simplesmente um anarquista. Guy Fawkes, o verdadeiro V, se rebelou contra a Igreja Protestante, pois a mesma tentava reformar a nova Inglaterra contra direitos iguais entre religiões, raças e classes sociais. No filme, o protestanismo é interpretado como o poder político atual, que tenta dominar uma nação, bem como tais religioso o faziam no século XVI.
Os protestantes defendiam um único padrão espiritualista e racional, sendo, inclusive, contra a separação entre a igreja e o governo. A força foi aí necessária devido ao forte poder repressor, mas poderia ser um ato evitado, se houvesse coerência.

Infelizmente houve a necessidade da força pelo desejo de igualdade, que deveria partir dos lideres, de maneira natural. Entretanto, o real motivo de sua intenção não deve ser lembrado por pura banalidade, mas, justamente para que atos assim não ocorram.
Não se mede um ato de heroísmo pelo barulho que ele faz, mas por qual motivo foi feito.


“Por trás desta máscara existe uma idéia. E idéias são a prova de balas”.

Quem cria monstros é o sistema e não a sociedade. Os bons inventam mentiras pra dizer a verdade, os maus, inventam mentiras pra camuflá-la.

30 de julho de 2010

A democracia na Réplica do Mundo Real

Há tempos remotos o homem caminha pela Terra, nutrindo gostos, interesses e crenças diferentes de acordo com seus costumes. São estes modos que delimitam as características de uma tribo ou, atualmente, sociedade. Entretanto, com a chegada da tecnologia, os meios eletrônicos e digitais interferem inevitavelmente na forma de viver da humanidade e apenas o modo de educar não são mais suficientes para que consigamos nos organizar de maneira adequada. Antes, nossos hábitos educavam nossas crianças, hoje, elas buscam aonde tomar inspiração.

Na internet, a informação é muito mais acessível e há um problema muito grande em relação à isso. Primeiro, a falta de capacidade em discernir as informações que são recebidas, fazendo com que muitos apenas aceitem as normas impostas pela mídia, sem poder de percepção – tem-se uma postura totalmente passiva em relação as informações que vêm “de cima” – segundo que, de forma assombrosa, destrói-se o tempo certo que cada ser humano possui, já que certas conhecimentos chegam bruscamente, sem bater à porta, interferindo no crescimento individual das idéias.

Se a televisão já influenciava diretamente neste contexto, a internet é o próprio molde a ser vivido. Não somos simplesmente influenciados, mas vivenciamos o protótipo sugerido. Sendo assim, devemos nos atentar ao máximo em relação ao que somos expostos e olhar por nossas crianças, para que tomem o mesmo cuidado num futuro. A web é uma réplica do mundo real, onde nos comunicamos, participamos de círculos sociais e partilhamos interesses diversos; ora, se seus pais não te deixam ir a um lugar perigoso, também devem olhar quais sites acessas. A dificuldade é que na internet tudo é mais rápido e fácil. Enquanto em nosso mundo precisamos comprar um bilhete para ir à França, podemos fazer isso com um click em sites como o Google. Por isto, ao passo que as coisas online são bem mais rápidas, devemos ter o dobro de cuidado em relação aonde um menor de idade navega. O Supervisor de Conteúdo é uma boa forma de controle para que seja possível controlar certas informações até que o indivíduo esteja pronto pra recebê-la. Uma ferramenta feita para controlar os conteúdos que o computador pode acessar funciona como as Classificações Etárias que vemos na TV, até mais eficaz.

Se houver negligência de nossa parte para com as crianças, colocaremos em risco nossa liberdade de expressão. Todos temos direitos, mas tudo tem seu tempo certo. Certas lições existem na vida para que nós não deixemos de fazer o que temos vontade, mas respeitando o espaço, o desenvolvimento intelectual do outro. Para que não deixemos de tomar nossas decisões e atitudes, devemos fazer com que elas não interfiram no aprendizado dos pequenos. Assim, haverá espaços adequados para o tempo certo de cada um, sem que precisemos entrar em uma ditadura moral. Nós devemos nos responsabilizar que cada coisa tem seu lugar, afinal, um adulto sabe o que é sarcasmo, humor ou novela, já uma criança não consegue diferenciar tais práticas.

4 de julho de 2010

XII - Espiritualidade e Energia Cósmica

Somos movidos por energias inteligentes, a qual denominamos alma. É ela quem nos
faz respirar, agir e pensar. Do latim animus, a palavra se distingue em nosso
gênero por anima – afinal, é o espírito quem nos anima através do sopro da vida.
Podemos dizer que anima é o Princípio Vital, ou seja, nosso verdadeiro eu. Além
de ser responsável pelo lado dinâmico de nossas existências corpóreas, designa
nossas características psíquicas individuais, nosso modo de pensar e maneiras de
agir, sendo nossa própria personalidade. Se a alma é a nossa psiqué, é nossa
própria existência. Nós somos aquilo que está dentro de nosso corpo e o que
vemos é apenas uma carcaça temporária da qual a alma se habita para uma das
etapas de evolução.

Alma é sinônimo de espírito e mente, sendo assim,
existem diversas personalidades flutuando pelo universo. Como os espíritos
possuem diferentes graus de evolução, o espaço é composto por sábias
hierarquias, que não precisam de leis para serem respeitadas. Por isto, cada
planeta possui seu reino e seres específicos, que os habitam segundo seus
objetivos e necessidades – de acordo com seu grau evolutivo.

Nós, por
exemplo, vivemos num planeta rochoso e gravitacional, estando grudados na terra
feito ímãs. Não flutuamos como em alguns mundos, sangramos quando somos
cortados, sentimos dores, temos restrições físicas para nos comunicarmos... Por
isto, somos seres materiais. Nosso mundo chama-se Terra por ser um planeta denso
e tangível, desta maneira, os seres que nele habitam têm suas mesmas
características. A terra é o próprio chão, o tato e representa o palpável, a
limitação. Mas nós estamos aqui, justamente porque precisamos passar por
determinadas barreiras para que assim possamos evoluir nosso intelecto, chegando
à estágios mais elevados do cosmo universal. É na Terra que acontecem as
provações e que surgem os obstáculos para que possamos vencê-los, provando que
estamos prontos ou não para uma nova etapa. Todos precisamos buscar evolução
para passar para mundos mais tênues e menos dolorosos e é para isso que estamos
aqui.

Planetas menos densos, abrigam seres quase sem limitações. Super
evoluídos intelectualmente, possuem o poder da mente à seu favor. Não precisam
da matéria para se locomover, podendo partir desta galáxia para outra em frações
de segundos, nem muito menos de artefatos para se comunicar, pois enquanto nossa
voz chega até uma determinada distância, o pensamento não tem fronteira à
alcançar. Além disto, não existe a necessidade de conhecer idiomas, pois fala-se
a língua universal, a linguagem da alma pela qual o intelecto e o coração
compreendem. Para os seres evoluídos não importa a distância, pois não existe
cansaço, não importa a dificuldade, pois não há barreira. Por isto, possuem
maneiras superiores de se organizar, tendo o controle de seu próprio cosmo
através do longo caminho de aprendizado vivido. Em realidade, a matéria é um
obstáculo a ser vencido, por isto é tão difícil de ser abandonada, para a
maioria dos seres humanos. Não sentir dor, ter o controle do espaço e viver em
harmonia no mundo em que se habita parece um sonho, mas justamente para aqueles
que ainda não conseguem pensar além do material.

Mas, mesmo vivendo no
Planeta Terra, podemos sofrer grandes influências dos outros corpos celestes que
orbitam o universo, afinal, somos energias dividindo o mesmo espaço. Desta
forma, cada planeta nos influencia com suas características de alguma forma,
interferindo indiretamente em nossas personalidades e/ou em nosso humor. Entro
aqui, na ciência da astrologia, que possui um fundamento maravilhoso, tendo como
embasamento, o estudo do céu. Ela nos mostra que somos parte da natureza e que
estamos no mesmo patamar, trocando energias através de um ciclo sem fim. Um
exemplo disto são as plantas que crescem por influência da energia lunar, nos
mostrando que nós também podemos crescer por influências planetárias – e
estelares. Por isto que, dependendo da posição planetária em que um indivíduo
nasce, através do ano e mês, notamos mais ou menos influências de determinados
planetas e à isto a astrologia denomina signos solares.

Essa troca de
energia acontece todos os dias, ao amanhecer e ao anoitecer, certas vezes com
mais intensidade, outras com menos. Mas além destas influências indiretas da
qual falamos, sofremos também as influências diretas, tais como a energia do
Sol, da Lua e de certos elementos universais. Conhecemos os ventos, a água e a
terra que são elementos gerados por outras estrelas e que resultam em uma série
de efeitos, segundo suas combinações. De acordo com o planeta, obtêm-se mais ou
menos destas substâncias, formando a característica daquele mundo e a dos seres
que nele habitam.

Os planetas representam parcelas de energia para as
almas que habitam outros lugares do universo e, mesmo que para a maioria dos
homens ainda seja difícil de imaginar a proporção do ciclo cósmico, parte dessas
descobertas significa que podemos possuir uma psique elevada, não comprovada
cientificamente falando. Afinal, os antigos gregos descreverem com grande
precisão o Sistema Solar através do que chamavam de Olímpio, que na verdade, são
a mesma coisa. Hoje atribuímos esta elevada psique ao tão conhecido Q.I. . É
claro que a humanidade não conhece e nem conhecerá todas as leis e elementos do
universo, mas temos uma grande capacidade e força, justamente por estarmos
vivendo no tempo e espaço que estamos.

É por estarmos ligados à esta
fase material, que a Terra nos proporciona algo maravilhoso: nossa atmosfera
limpa e mágica que não é encontrada em qualquer planeta vizinho. Através dela,
conseguimos ver a imensidão do universo, corpos celestiais brilhando
incessantemente e o nosso Criador, o Sol, enviando seus milagrosos raios de vida
a cada dia que acordamos. Esta ampla janela para o infinito nos é proporcionada
justamente para que possamos abrir os olhos para a realidade universal e vermos
que existe algo além daqui. Conseguimos ter ciência do sentido da vida, somente
olhando para o céu e isto faz com que não percamos a esperança. É por este
motivo que sentimos uma paz tão grande quando olhamos para as estrelas, pois
ficamos mais perto dos Deuses. Vemos de onde eles nos observam e nossa alma se
funde com nossas verdadeiras essências, pois é daquilo que fazemos parte. É
assim que nos transformamos em uma única energia e crescemos espiritualmente.

Você costuma olhar para o céu? Nós temos o universo à nosso favor, basta
aproveitarmos as energias que nos são dadas.

Mais no livro Os Deuses e o Universo por Roberta Cortez

31 de maio de 2010

Apelo

Antes de ir para o último artigo sobre as Energias e os Deuses do Universo, preciso desabafar algo. Iniciei este ano com o propósito de encontrar pessoas com a mesma opinião que a minha, em relação ao combustível ecológico. Encontrei uma única pessoa que soube discutir de forma aprofundada sobre o fator. A maioria diz que é a favor, mas não entende o grau de importância e do problema disso. Problemas como a Petrobrás e importâncias como a situação econômica do país, fazem com que o assunto se torne complexo, fazendo com que quase todos aqueles que defendiam esta idéia, não sigam em frente para partir para um próximo passo.

Por isso aqui, faço o apelo de que, qualquer que seja a pessoa que ler este texto, se interessar pelo assunto, por favor me escreva pra que assim possamos desenvolver uma proposta coerente e com fundamentos para o nosso país. Abaixo, uma mensagem que escrevi para aqueles que possuem o mesmo objetivo: cuidar da nossa morada.

Postando minha indignação com as autoridades da Terra. Os superiores sabem do caos previsto para 2012 e não fazem nada para tentar reverter o quadro. Isso inclui o governo, mídia e todo o tipo de liderança. Nenhum deles usa o poder que possuem, só sabem ganhar às custas de uma catástrofe eminente.

O filme que fala sobre a desgraça vem do país mais poderoso do mundo e que, coincidentemente, vai contra as leis à favor do combustível à gás. A película foi campeã de bilheteria... Mas teve alguma ação à favor das propostas ecológicas? A televisão veicula sempre matérias e entrevistas com videntes “prevendo” algo que já se tornou um fato consumado – em 2012 ou não, mas num futuro próximo – fazendo com que os canais vendam audiência como água... Mas e depois disso, há alguma preocupação por meio da própria mídia em tomar-se uma atitude para tentar reverter o quadro? Uma carta ao presidente ou qualquer coisa do tipo? De nada vale a preocupação quando não se cria através dela uma oportunidade de mudar. Sem isso, o feito se torna apenas mais um negócio de interesse pessoal.

Nós podemos sim fazer nossa parte, mas a coisa está tomando uma proporção que já foge do controle do simples cidadão, somente se houver uma grande união. Sozinhos não podemos implantar uma lei ou alertar a ONU à uma atitude emergente, mas já que as autoridades (não somente governamentais, mas de todos aqueles que trabalham pela sociedade) não tiram proveito de seu poder – por única falta de interesse – devemos nos unir com um propósito forte, se realmente nos preocupamos com o planeta onde vivemos.

Aqueles que têm dinheiro não se preocupam, pois poderão comprar as terras mais altas para se abrigarem, pensando estar protegidos. Eles não estão muito preocupados com o problema, pois enquanto estão ganhando com isto, seu espaço já está garantido. É justo que apenas pessoas assim sobrevivam? Se muitos que estão acima de nós não pensam (ou fingem que não), vamos obrigá-los a pensarem. Somos maioria e, se a maioria for pensante, iremos propor caminhos certos a serem traçados. Nós, como habitantes da Terra, devemos tomar as decisões que são melhores para o nosso planeta. Todos moramos na mesma casa e a decisão deve ser comunitária. Não se deixe cegar por falsos protestos, seja consciente, procure os melhores caminhos e tome a atitude de propor. O planeta precisa de soluções, não de falsos conscientes. A idéia não possui nenhuma importância se não orienta à uma atitude.

29 de maio de 2010

XI - Hades, o Governante do Submundo

Tudo no universo possui uma parte oculta, inclusive nós mesmos. Oculta, não no sentido de má, cruel, mas relacionada ao desconhecido, às descobertas que ainda não fizemos à respeito de nosso próprio ser. Tanto o ocultismo como a morte estão relacionados entre si, pois para se fazer uma nova descoberta, precisamos matar certos medos e acabar com as inseguranças que temos do próprio desconhecido. O fim de uma coisa, sempre nos revela algo por vir e é por isto que somos eternos.

Hades é o deus que governa o mundo oculto. Na Grécia antiga revelou-se através de um senhor de longas barbas, segurando uma foice, nos indicando o fim de uma era para a proximidade de um novo tempo. Além disso, a sabedoria e a coragem são outras das características descritas, por sua idade avançada – é ela nos indica melhor as tomadas de decisões. O corpo celeste de Hades foi sabidamente batizado de Plutão, o planetóide mais longe do sol.

Frio e distante, Plutão é composto por rocha e gelo, tendo uma temperatura de quase 130 graus inferiores ao pólo sul da Terra. Sua máxima é de -218 ºC. Possui tênues energias, já que leva séculos terrestres para completar um percurso em torno do sol e, como essas energias são extremamente delicadas, é preciso muita sensibilidade para senti-las. Plutão sempre irá guardar mistérios em seu interior, já que sua atmosfera é totalmente congelada na maior parte do tempo, não permitindo a entrada de sondas e telescópios.

Sim, confirmamos a existência de Pluto no céu, mas atualmente ele já não é mais considerado um planeta. Hoje, literalmente, Plutão é um submundo, da forma como sempre foi. Por seu tamanho, que chega a ser menor do que a nossa própria lua, ele é identificado como planetóide ou mini-planeta, porém, continua fazendo parte da família planetária, já que orbita em torno do nosso Sol. Afinal, todo o corpo que orbita em torno de sua estrela é considerado um planeta e todo o corpo que orbita em torno de seu planeta é considerado uma lua. O deus é, de fato, o guardião do invisível, pois governa um mundo invisível.

Desta forma, Plutão governa os corpos celestes sub-repticiamente. No mapa do céu, ele nos mostra onde é o fim de uma fronteira, mas também, aonde pode ter início mais uma outra. O deus do submundo revela que nosso sistema solar é somente mais uma dimensão e que podemos desvendar outras novas, após o término desta. Basta ter sensibilidade suficiente para ultrapassar nossas limitações e enxergar além. Da mesma maneira, Hades revela-nos a morte para nos indicar renascimento através da transformação – e, consequentemente, fazendo-nos evoluir.

A morte existe para isto, renovar e revelar novos universos. Hades tem o objetivo de nos fazer enxergar nossos erros para curar as feridas, enfrentando nossos medos. Graças à ele, fazemos opções conscientes, pois nos tornamos grandes investigadores de nós mesmos. Tamanho este controle adquirido, que podemos sentir estarmos prontos para quaisquer outras situações que vivermos após esta morte, indo além das meras aparências, impostas em nossa Terra. Tendo sensibilidade suficiente, conseguiremos enxergar o que ainda não vemos, por simplesmente acreditarmos, diferente dos ignorantes que querem primeiro ver para depois crer. O desconhecido se torna mero detalhe quando se tem segurança de que existe algo além e esta segurança é a prova de que não se duvida do poder de Deus.

XII - Espiritualidade e Energia Cósmica

17 de maio de 2010

X - Netuno, Um Oceano de Revolução


Quando Netuno foi avistado, deparou-se com um corpo azul e cristalino, com grandes nuvens brancas e brilhantes. Um planeta dinâmico coberto por ‘manchas’ escuras em toda sua superfície, que na realidade, são enormes tempestades e furacões em atividade. De fato, o deus dos mares e das revoluções o governa - não foi à toa que o astro foi batizado com seu nome: Netuno.

Em nossa Terra, Netuno é representado como o Oceano. Dono de uma profundidade inspiradora, o mar nos redireciona e traz transformações, além de purificar. Sua fúria é avassaladora e sua forma, bela. Mas, e se analisarmos melhor? O Oceano possui as mesmas características que a Revolução.


A revolução é essencial para a transformação de uma sociedade. Como os mares, ela destrói para renovar, possui significados e ideais profundos, além de representar grande parte de nosso planeta. Em uma revolução sempre há mudanças relevantes, pois não há evolução sem um objetivo que inspire aquele que a direciona.

Vemos então que Poseidon, o Oceano e a Revolução são, na realidade, uma única energia. Esta energia se apresenta para nós em diferentes faces, mas sempre com o mesmo poder e as mesmas características. A representação humana de Netuno (Poseidon) descreve a força, a valentia e os ideais, além de influenciar diretamente as mudanças na Terra. Isto, fatos históricos podem comprovar.

Na época em que o planeta nos foi revelado, ocorreram mudanças de importância ímpar para a evolução de nossa raça, que iam desde revoluções religiosas à enorme sede pela busca de novos conhecimentos fora das crenças até então impostas. O universo, o espaço, começou a deixar de ser ficção e a filosofia já não mais era vista como ciência.

Hoje, Netuno continua nos surpreendendo. Conforme estudos são realizados e observações detalhadas são feitas pela sonda Voyager, magníficas probabilidades são imaginadas. Porquê seu eixo possui uma inclinação tão grande? O campo magnético de Netuno está deslocado em 47° comparados à sua rotação, não passando pelo centro do planeta, sendo assim, seus pólos magnéticos não coincidem com seus pólos geográficos. Alguns astrônomos já supuseram que possam existir oceanos de diamantes em seu centro, já que o astro possui boa quantidade de carbono, elemento base do mineral brilhante. Como a pedra funciona como um íma, um oceano de diamante desviaria o ângulo de seu campo magnético.

Descobertas fazem parte da evolução e Netuno faz parte de grandes descobertas. Se olharmos bem para a essência de Poseidon, poderemos mergulhar até o fundo das nossas almas e encontrar aquilo que buscamos. Redescobrir universos através da nossa própria percepção, traçar metas, alcançar objetivos. E continuar evoluindo eternamente.


XI - Hades, Governante do Submundo

2 de maio de 2010

IX - Urano, O indesvendável Céu

A inspiração é um dom divino que é concedido à todas as almas inteligentes do universo e seu limite depende do grau de evolução espiritual de cada um. Uns vão muito longe, outros não conseguem chegar nem à sua essência, ficando apenas na fronteira de seu próprio corpo.

O Céu é como a inspiração, onde o modo com que o compreendemos, varia de acordo com nossa capacidade de enxergar a vida. Algumas pessoas o enxergam com mais profundidade, olhando além da atmosfera, vendo algo infinito e intocável, um espaço que envolve todos os corpos celestes do universo. Outras, em contrapartida, vêem apenas um firmamento com nuvens, algo fixo, como o teto de uma casa.

Ser inspirado é ter uma capacidade de compreensão além-corpo, uma espécie de inteligência espiritual. Muito diferente da inteligência material, o Q.I. que conhecemos, que predispõe o conhecimento lógico, a capacidade de raciocínio de um ser humano. A inspiração é o que chamamos de intelecto – ao passo que a inteligência vem do cérebro, o intelecto vem do espírito. Para entender sua abrangência, basta olhar para o céu.

A compreensão de certos mistérios da natureza ajuda nossa alma no processo de evolução. Quanto mais temos conhecimento do espaço, mais compreendemos nosso tamanho em relação ao universo. Por exemplo, os antigos gregos descreviam o Céu através de Urano, Deus que une inspiração, individualidade e intelecto. Os astrônomos, ao descobrirem um corpo celeste azul esbranquiçado, de atmosfera calma e tranqüila, mas de movimento oposto aos outros planetas, batizaram-no com o nome deste Deus. Além de terem dado continuidade à tradição de seus antepassados, conseguiram assimilar as mesmas características da divindade ao astro.

Urano possui sua rotação diferente de todos os outros planetas de nosso espaço, girando no sentido anti-horário. Desta maneira, vemos que sua comparação foi extremamente bem feita, de modo que cada um de nós possui um Céu, um limite diferente. Representando a particularidade, da mesma forma com que o planeta gira ao contrário, cada um de nós temos nosso Céu particular. Este Céu Particular é o intelecto do qual falávamos antes. É impossível defini-lo em sua essência, pois cada um de nós o vê de forma diferente, de acordo com a nossa capacidade de compreensão. De uma forma mais simples, o Céu Particular é o cérebro espiritual, mais ou menos amplo, de acordo com o indivíduo.

Assim como o céu conduz seus corpos, a inspiração conduz nossas idéias. E é exatamente isso o que Urano faz conosco. Se soubermos a dimensão de nosso Céu (intelecto), podemos dar passos cada vez mais altos.

Quando, depois de muitos anos, conseguimos ter a capacidade de decifrar as linhas do universo através da inspiração que foi dada pelos nossos ancestrais, vemos que realmente somos movidos por esta força superior. Além disso, vemos que se trata de uma missão maior pois, tanto os antigos gregos, como os cientistas da atualidade, têm objetivos semelhantes e são movidos pela mesma corrente de energia. Uma espécie de família espiritual.

O que certos astrônomos fazem são missões de descobertas que os inspiram, cada vez mais, a novos horizontes. Mas isso cada um de nós pode fazer olhando para os céus, só depende do que há em seu coração. Se existe uma fagulha que anseia, não somente colecionar nomes de estrelas, mas compreender o porquê da sua existência, já é o suficiente para ter a certeza que o que buscas é autoconhecimento. Saber onde estamos, de onde viemos e compreender – seja por inspiração ou por experiência – é um passo para um novo horizonte espiritual.


Próximo Capítulo: Netuno, um Oceano de Revolução

25 de abril de 2010

VIII - Saturno, O Deus do Tempo


O espaço é parte do tempo, por isto, cada espaço possui seu tempo específico, como um grande Daruma, que guarda seus elementos de maneira totalmente harmoniosa, uns dentro dos outros. Em nosso universo, é Chronos quem controla à todos os tempos. Sua forma é Saturno, devido à sua enorme capacidade de controle.


Antes dos seres humanos descobrirem os últimos três planetas de nosso Sistema Solar, o principal motivo para associarmos Saturno à Chronos, era o fato de que o planeta era o que mais demorava para completar uma volta em torno do Sol. As antigas civilizações, o viam perambulando pelo Universo, andando entre as estrelas, levando em média 30 anos para completar seu percurso, sendo o mais lento de todos os corpos celestes e possuindo o domínio do tempo em suas mãos. Vigiando todos os outros Deuses do Olimpo.



Hoje, sabemos da existência de planetas com movimentos de translação mais lentos que Saturno, mas mesmo assim, fica claro que é Ele a personificação de Chronos, em nosso universo. É só fazermos uma simples observação: Urano, Netuno e Plutão só demoram mais para completar uma volta ao Sol, por conta da grande distância que possuem do mesmo. Saturno possui uma diferença de apenas 54 anos terrestres em relação à Urano, em período de translação, sendo que estão há 2 milhões de anos luz de distância. Ou seja, se Saturno estivesse no lugar de Urano, demoraria ainda mais para fazê-lo. Isto se dá à uma série de fatores, como espaço, distância, volume, etc. Por isto, posso dizer que Ele está totalmente adaptado ao tempo do nosso Universo.


Pelo fato de Saturno possuir um controle maior de seu próprio tempo, Chronos o rege e, assim, sua energia influencia todos os outros planetas vizinhos. Quem diria que um Dia pudesse ser maior que um Ano? Um exemplo disto é Vênus, onde seu movimento de rotação é mais lento que sua translação. Já em Mercúrio, faríamos 1 ano a cada 2 dias. A Grande Mancha Vermelha de Júpiter é uma tempestade constante, que existe para nós, há mais de três séculos. Mas lá, a tempestade acontece há apenas 30 anos. Tudo é tão relativo quando percebemos que um único ano que vivemos aqui na terra, poderiam ter durado 180 anos em qualquer outro planeta...



Vemos, a partir deste ponto, que os outros Deuses do Universo não são capazes de administrar seu próprio tempo, pois é Chronos que os direciona. Basta observarmos para nossa Terra, que não consegue mover de forma distinta, cada um de seus pólos. Digo isto, apenas como base para mostrar nossa inabilidade para lidar com o Tempo, da qual Saturno se livra, existindo passado e futuro ao mesmo tempo, em seus pólos. Saturno controla sua própria relatividade, quando varia sua própria rotação. Sua atmosfera gira de forma inconstante, nunca sendo igual em cada uma de suas latitudes. Nele, observamos claramente o âmbito da relatividade do universo, onde embora cada espaço tenha seu tempo específico, o notável é capaz de controlar essa variação.


No quadro “Saturno Devorando seus Filhos”, de Francisco de Goya, vemos Chronos engolindo seu próprio filho. É o que ocorre com Saturno, ao conseguir tomar controle de seu próprio tempo. Ele garante seu equilíbrio independente do espaço em que se encontra dentro de nosso Universo. Mas se o Tempo é infinito, cria e destrói todas as coisas, Saturno nunca se acabará? Pois a resposta é sim. Seu corpo (seu espaço, o planeta em si) será destruído, mas nunca sua razão de ser, sua alma. Chronos permanecerá vivo, afinal, o mundo é somente a ilusão que o Tempo domina.



O Guardião Saturno representa o controle do tempo, mas na realidade, o Tempo o controla.



Próximo Capítulo: Urano, O indesvendável Céu

...tempo?




Imaginemos o universo composto pelas Cordas de Einstein. Cada fluxo de energia segue uma linha e, cada corpo celeste sofre suas respectivas influências energéticas, de acordo com a posição em que se encontra no espaço. Por exemplo, como a Terra se encontra no meio da “corda” da gravidade, obviamente possui densidade gravitacional; já a Lua, por não estar no mesmo local, não compartilha da mesma experiência. Desta forma, por estar fora deste campo, tudo nela flutua.

As “cordas”, nada mais são que grandes correntes energéticas, compostas por suas respectivas dimensões de espaço (comprimento, largura e altura), elementos (eletromagnetismo, massa, gravidade, etc) e Tempo. O tempo é o que rege cada uma destas cordas – e qualquer espaço formado – assim como o espaço rege seus elementos. Sendo assim, o espaço rege os elementos e o Tempo rege o espaço. Ele é a composição que monitora um universo e todas as suas ações.

O Tempo é relativo. Cada espaço possui uma série de elementos que o torna característico, desta maneira, outras dimensões, com suas determinadas composições, possuem tempos diferentes. Ele é o Guardião do espaço em que se vive.

Cada universo possui uma característica. Com isto, creio que seja possível conhecer inúmeros tempos diferentes. Vamos supor que algum corpo celeste sofra uma gigantesca explosão, através de reações cósmicas, num determinado ponto de qualquer uma das cordas mencionadas. Um Big-Bang extremamente poderoso, com seu poder, poderá rasgar o “véu”, rompendo tal campo de força e nos levando à uma outra dimensão. E neste outro espaço, o tempo com certeza não será o mesmo. É aí que será possível ver outras de suas faces - ir para um futuro ou voltar à algum passado. Tudo irá depender do lugar que se irá parar.

Cada universo, possui um tempo; e é ele quem guarda e rege o seu espaço.

11 de abril de 2010

VII - Júpiter, O Grande Ancião


O Olimpo é a montanha mais alta da Grécia, considerada a morada dos deuses, bem como o universo é a morada de todas as energias que nos regem. Os gregos denominaram as várias classes de deuses que se manifestavam, conforme as características específicas que revelavam em cada uma de suas aparições. Desta forma, os deuses foram separados em grupos, bem como nosso sistema solar está dividido em gasoso e telúrico. A classe dos planetas telúricos ou rochosos é governada por Apolo (Sol), e a dos planetas gasosos ou jupiterianos é governada por Zeus (Júpiter).

Jupiter é o maior planeta do sistema solar, logo, se manifestou em forma de Zeus, o pai de todos os deuses. Jupiter só não é uma estrela, pois não tem massa suficiente para elevar sua pressão e causar uma reação nuclear, desta forma, representa o aspecto escuro: o ancião, a sabedoria. Instruindo-nos ao crescimento e à expansão de horizontes, ele nos traz poder, magnetismo e nos ensina, através de seu aspecto, que a maturidade nos faz ter o domínio de nosso poder.

Fonte de grande energia universal, Júpiter é composto em sua maioria por hidrogênio, principal elemento que constitui uma estrela. O grande Deus libera para o espaço, três vezes mais a energia que recebe do Sol. Seus furacões e tempestades são símbolos de força e bravura. Um exemplo disto é a Grande Mancha Vermelha, uma tempestade constante, que ocorre há mais de três séculos terrestres.

Júpiter possui o mais poderoso campo magnético do nosso universo, se estendendo para além de Saturno. É por isto que se manifestou na Terra segurando raios em suas mãos, entre nuvens e tempestades, indicando sua grande força. Hoje podemos ver tudo isto com nossos próprios olhos. Contudo, não apenas olhemos, compreendamos. Quando observar a eletricidade dos relâmpagos aqui da Terra, pense que isto é apenas uma pequena amostra das descargas que ocorrem no interior de Júpiter. Assim, ficará mais fácil ter noção do poder de Zeus que um dia nossas almas serão capazes de produzir.


Sim, nós podemos... na mesma proporção ou quiçá maior. A sabedoria e o poder são questões de aprendizado.


Próximo Capítulo: Saturno, o Deus do Tempo

29 de março de 2010

VI – Marte, o mal necessário.

Seu nome em grego é Ares. É ele quem, junto com Afrodite, sempre equilibrou os pólos energéticos entre bem e mal em nossa Terra. Um representa o amor, o outro, a guerra.

Se, para que haja paz, muitas vezes tenha que existir a guerra e, para amar deva existir sofrimento, bem e mal se tornam apenas questões
de etapas para que seja possível chegar a um objetivo. Alguém já ouviu falar que o amor e o ódio andam juntos? Pois Ares e Afrodite são eternos amantes.

Hoje, conhecemos essas duas forças como “planetas” e os chamamos de
Marte e Vênus, denominação de origem romana. São essas forças que regem o princípio básico de nossa raça terrestre, sendo os dois pólos fundamentais de nossa existência.

Nosso corpo celeste (o qual chamamos de Terra) está bem no meio destes dois pólos, recebendo e reciclando as influências que nos são
enviadas. Este processo de equilíbrio se dá através das órbitas destas energias. Marte e Vênus se inclinam exatamente sobre o mesmo plano da órbita terrestre, tendo uma trajetória diferente das de outros planetas – enquanto as outras energias se movem de forma elíptica, Marte e Vênus acompanham a Terra em uma órbita circular, ou seja, nos “seguindo” e sendo nossas maiores influências energéticas.

Enquanto Vênus é o aspecto feminino, Marte é o aspecto masculino. Sua face vermelha remete a guerra, a luta. Hoje silencioso, o mundo parece um campo de combate abandonado, onde nada mais sobrou após tantos
confrontos.

Ares é a forma que representa Marte para nós, de tempos em tempos, aqui na Terra. Expressa a imagem da batalha que todos devemos participar quando necessário. O resultado dela – se bom ou ruim – será
conseqüência do objetivo que foi traçado por cada um de nós, ao idealizá-la.

Para que haja paz, deve haver luta.

Próximo Capítulo: Júpiter, o Grande Ancião

7 de março de 2010

V - Athenaiê, Mãe Terra

Quando falamos a palavra terra, podem vir diferentes interpretações à nossa mente. A terra em que pisamos, o planeta em que vivemos ou a nação de um povo - a “terra natal”. Entretanto, tudo designa as características do criador e da criação, a matéria principal que gera e que, inconscientemente chamamos de “mãe”, lar... A palavra “terra” normalmente se encontra junto com a palavra “céu”, prova mais tangível para o conhecimento de nosso próprio cosmo. Juntas, elas indicam os dois principais pólos existentes: a matéria e o espiritual. O palpável e o invisível, a limitação e a liberdade. A terra por si só é a mais pura matéria, com todas as suas características sólidas, toda a poeira, o solo. E é dela que viemos.

A Terra é um planeta rochoso. Um mundo denso, de provações, onde estamos diretamente ligados ao material, e buscamos evolução, lutando com nossos próprios erros. Passando para um estágio mais elevado, iremos do denso ao espiritual, podendo chegar à outras galáxias, planetas mais gasosos, mais tênues... menos grosseiros e dolorosos. Entretanto, embora a Terra seja maciça com toda a sua força gravitacional, nossa mãe é justa. E Athena nada mais é que a junção de todas essas características.

Deusa da guerra, os gregos a descreviam como a luta, a mãe e a justiça; na verdade, estavam descrevendo a própria terra em que pisamos, nossa própria mãe. Athena está aqui entre nós. Ela é a própria Terra. A palavra Ath- é muito semelhante com o indo-europeu “attã”, que quer dizer "mãe". À uma Grande Mãe, os gregos o qualificavam de “awaiã”. Unindo ambos, temos algo semelhante à Athenaíe. Se contarmos que estamos aqui sobrevivendo, lutando contra nós mesmos e expandindo a cada dia mais as nossas mentes para buscar algo melhor, fica clara a sua proteção e intervenção. Vemos sua bondade nos campos floridos, nos alimentos frescos, em tudo o que ela nos dá... E quando precisarmos entrar em contato com o mundo superior, basta olhar pra atmosfera limpa que Ela possui, diferente de todas as do sistema solar. Uma linda janela para o universo e nosso meio de contato entre espírito e matéria.

Embora a Terra seja o mais massivo dos quatro planetas rochosos do sistema solar e o corpo celeste mais denso do mesmo, ela também é o maior e o mais seguro. Nossa mãe é justa. Sim, estamos presos aos pensamentos terrenos, mas se ainda estamos grudados como um ímã ao chão é porque ainda precisamos evoluir. E para que isto aconteça, nosso planeta é protejido, sendo um espaço sagrado e abençoado - veja pela camada de ozônio em conjunto com o campo magnético, que funcionam como um escudo protetor da Deusa, absorvendo todas as ondas “nocivas” do universo (como raios gama e boa parte da radiação ultravioleta), gerando, preservando e permitindo a vida.

Mãe criadora, terra que gera, Atena é quem nos deu origem e nos protege; mas acima de tudo, nos ensina a evoluir.

Próximo Capítulo: Marte, o Mal Necessário

17 de fevereiro de 2010

IV – Vênus, A doçura da Beleza e a voracidade do Amor

Recebemos energias divinas dos astros todos os dias. Nascemos, crescemos, nos movemos, graças a elas; somos feitos disto, vivemos por isto. Uma das energias mais poderosas que rege nossa raça humana, com certeza é a de Venus, o amor. Venus é o próprio amor. Ele está ali, orbitando ao nosso lado, emanando todo o seu poder, frutificando a alegria, confundindo as cabeças, energizando os corações... Como um ímã do qual o ferro não pode escapar.

Afrodite é a personificação desta grande força que nos rege. Se fez aos nossos olhos mulher, para representar a graça e formosura do sentimento, em contraste com a profundidade de seu poder. A Deusa da Beleza e do Amor é delicada, graciosa; em seus olhos vemos brilhar a alegria e sentimos uma sensualidade incrivelmente ingênua através do movimento suave de seus cabelos longos e dourados. Mas, em contrapartida, seu poder é brasa, fúria insana que arde nas profundezas de nossas almas.

Vênus possui uma aparência magnífica. Reluzente, formoso, sua beleza é incontestável, sendo um dos astros mais brilhantes do céu. Conseguimos vê-lo a olho nu e, muitas vezes, o confundimos com uma estrela através de nossa visão terrestre; afinal, seu brilho é inegavelmente semelhante. Entretanto, seu interior é colérico. Como um vulcão gigantesco, Vênus é puro fogo, lava... O planeta mais quente de todo o sistema solar.

Toda a atmosfera que foi expulsa de Mercúrio pelo Sol, se acumula em Vênus, fazendo com que haja um super aquecimento em seu interior, provocando um enorme efeito estufa. Nem mesmo o fato dele demorar mais para girar em torno de si mesmo, do que completar uma órbita inteira ao redor do Sol, o faz esfriar seu lado noturno. Aparentemente belo, profundamente perigoso.

O amor é isso. Enquanto sentimento sutil e nobre, provoca as sensações mais vorazes, bruscas e arrebatadoras. Ternura, graça e beleza que levam, inexplicavelmente, à paixão, ao ardor e à brasa. O amor... Isso que sentimos é apenas uma pequena parte da essência de Vênus, uma pequena e microscópica parte de seu espírito.

Próximo Capítulo: Athenaiê, Mãe Terra

9 de fevereiro de 2010

III – Mercúrio, O Mensageiro de Deus


Os espíritos sagrados estão presentes e influenciam com sua energia toda a nossa atmosfera a milhões de anos. Mas foi por volta do século V, onde tivemos um grande crescimento intelectual, espiritual e filosófico, que se passou a compreender cada uma de suas mensagens e características de uma forma mais clara. Não falemos de mitologia, pois tudo o que vem da mitologia, vem de mitos e lendas, mas sim, de aproximação divina. Os gregos e romanos descreveram cada astro de nosso universo perfeitamente, através da descrição destes espíritos. O sistema solar é o Olimpio, e o Olimpio nada mais é que o Sistema Solar.

Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol; seu nome grego é Hermes, a divindade mais próxima de Deus. Hermes pode ser visto a olho nu de nosso planeta, ao amanhecer, ao entardecer, mas sempre ao lado do nosso Criador. Com um percurso livre, percorre os lugares mais longínquos do Olimpio, levando e trazendo nossas orações, enviando nossos desejos, pensamentos e aspirações até nosso Deus Sol. Sem órbita exata, se afasta e se aproxima, inverte totalmente seu curso, de acordo com sua necessidade, sendo assim, o Mensageiro de Deus.

É por isto que, com tal poder incontestável e toda energia divina que o banha, sua influência rege a todos os viajantes aqui da Terra. Guardião dos peregrinos, Hermes engana todos que perseguem seus protegidos com falsas pistas, elaboradas de forma astuta, através de sua órbita confusa.


Jovem e forte como seu núcleo de ferro, Hermes não se cansa nunca, pois é realmente iluminado e, por mais que esteja tão próximo do calor da luz divina, não se queima. Mercúrio tem um escudo, de fato... Ele não chega a ser tão quente quanto sua irmã Vênus, que está mais longe dos raios brilhosos de Apolo; isto acontece, pois os ventos solares expulsam toda a sua atmosfera, evitando seu super-aquecimento.

Resistente, rápido e perspicaz, sua missão é olhar por todos os que habitam nosso universo e levar nossos mais profundos desejos e sonhos até o Sol. O guardião mais próximo de Deus, sempre voará com suas asas nos pés protegendo e representando a humanidade.

Próximo Capítulo: Vênus, A doçura da Beleza e a insanidade do Amor

27 de janeiro de 2010

II - Apolo, O Deus Sol


Eis que nossos antepassados viam o poder que nossos Deuses possuem, através do intelecto espiritual e do contato com as divindades. A humanidade, mais próxima da natureza e, conseqëntemente, de Deus, recebia a mensagem através da sua imagem semelhante, onde os espíritos divinos tomavam a forma humana para se comunicar.


Os Espíritos têm enorme flexibilidade por não serem densos, por isto, amoldam-se à sua vontade. O modo com que se comunicam deve ser reconhecido para quem o perceber, por isto, tomam formas familiares para nossos olhos. Entretanto, a forma humana é apenas a forma para nós seres humanos.

Desta maneira, Apolo é uma das personificações divinas feitas para o reconhecimento dos Deuses na humanidade. Essa aparência deve ser sentida, compreendida e acima de tudo, respeitada. Ele é o Sol, aquele que vê a tudo antes de todos nós, homens, luas e planetas do sistema solar, pois é ele quem produz os raios da vida – as grandes flechas do futuro de Apolo.

O Sol é o Deus que faz viver nosso sistema, é aquele que organiza e determina nosso futuro, exatamente como Apolo, situado no centro do Olimpo, esplêndido, forte, jovem e profético. Os antigos Gregos viram Apolo, filho de Zeus. Embora pai e filho, possuem magnitudes semelhantes, assim como Sol e Júpiter em nosso universo. Ambos são muito parecidos e possuem as mesmas composições de hidrogênio e hélio; a diferença é o brilho. Zeus não brilha pois não possui a mesma vivacidade (massa) que Apolo e, por isto, sua temperatura e pressão não produzem uma reação nuclear.


Assim, o brilho e a capacitade de profetização, fica mais evidente em Apolo. O Filho de Zeus herdou suas características e se aprimorou, gerando as mais diversificadas vidas deste universo e dividindo sua própria energia com todos nós. Quando Apolo atira do infinito as suas setas, é o Sol que envia de longe seus raios. Apolo é profeta, pois o Sol ilumina à nossa frente. Conduz a música e a beleza, pois é o Sol quem guarda as harmonias da natureza.


O Sol é o mais belo e brilhoso corpo do nosso sistema. O mais belo Deus do Olimpo. É ele quem vence as trevas, por isso o veremos com formas vigorosas ao invés de elegantes. Mas sempre com o brilho da esperança de um guerreiro.


Próximo Capítulo: Mercúrio, O Mensageiro de Deus

12 de janeiro de 2010

Os Deuses e o Universo

A energia e influência dos astros para a humanidade




I - Todos Somos Luz

As estrelas... Compostas por hidrogênio e hélio, são fontes de uma enorme e inimaginável, liberação de energia. Estrelas não são habitáveis, mas somente graças a elas a vida pode surgir em algum planeta, que gira a seu redor. Ou seja, elas são as criadoras, os deuses de cada sistema deste universo. Como um grande espírito, a estrela possui luz própria e sua radiação eletromagnética é sinônimo de poder e criação. Todos nós temos um pouco desta luz, pois é daí que viemos. Todos somos luz. Cada um de nós possui a mesma energia destes deuses e somos parte dela.

O brilho de uma estrela é indescritível, possuindo radiação e calor em quantidades extraordinárias. É delas que vem o calor que gera a vida – independente de qual seja sua forma. Em todo o universo existem também os semi deuses quem olham por seus filhos, por sua criação. Chamamos eles de planetas, também filhos dos sóis, pois tiveram sua origem direta dos astros brilhosos.

Este artigo que passo a escrever tenta mostrar a grandeza do universo e a proximidade que possuímos com os deuses, a qual deixamos de perceber através do tempo, por conta da necessidade de industrializar as sociedades. Através deste processo, negamos automaticamente a natureza, e assim, os próprios deuses e guardiães.

É por isto que de fato, se pararmos pra analisar se realmente evoluímos, a resposta pode ser muito relativa. Em que quesito? Materialmente, podemos ter evoluído, mas espiritualmente, posso imaginar que houve uma estagnação de algumas centenas de anos. Ver mais é diferente de ver com mais profundidade. Filósofos e observadores gregos e romanos tinham uma visão extremamente sábia do céu, do porque dos ciclos terrestres e dos deuses que olhavam por estes. Sem grandes artefatos materiais, à séculos atrás. O espaço é relativo quando se tem noção do porque se está ali.

Tudo está interligado em nosso universo. Através de uma explosão, nasce a luz, que origina terrenos apropriados na criação de vida orgânica e de todo um ecossistema. Porém, a faculdade de observar este feito que se baseia em energia e magia (espírito) se afasta a cada passo artificial que damos. Com isto, as futuras gerações temem a cada dia algum tipo de assunto relacionado, até mesmo interpretando mal, por conta de sua falta de conhecimento - conhecimento não no sentido de obtenção de intelecto, mas de familiaridade. A cada vez que nós e nossos ancestrais nos afastamos, mais difícil fica a compreensão do verdadeiro significado da existência. Quanto mais nos aproximamos da natureza, mais próximo de deus estamos.

As comparações de nosso universo foram feitas por pessoas de espírito nobre e grandioso, de acordo com a mensagem dos deuses, relacionadas aos seus aspectos. Descreverei a seguir, cada divindade associada às suas energias, que influenciam a cada um de nós, criação e parte destes.


Próximo Capítulo: Apolo, O Deus Sol

7 de janeiro de 2010

A Rainha do Crime.

Agatha Christie, a Rainha do crime e da máfia, a Duquesa da Morte. Todo mundo sabe que sou fã desta romanticista dramática, que mergulha no suspense e se perde em seus mundos. Nada mais justo do que escrever um pouquinho sobre ela.

Pra quem não conhece ainda a magnitude de sua mente, seus livros são os mais traduzidos até hoje. Superam a bíblia e as obras de um cara que também sou fã: Shakespeare. Mas o que mais me surpreende em Agatha é o modo com que ela se envolve em seus contos e a vida própria que seus personagens possuem.

Agatha Christie trabalhou em um hospital durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. Há quem diga que a escritora passava por transes e, durante este período, suas obras foram diretamente influenciadas por conta de sua função como enfermeira. Muitos dos assassinatos e mortes descritas em seus livros foram cometidos com o uso de veneno ou medicamentos, os quais eram de uso mortal. E quem já não ouviu falar em Mary Westmacott e Hercule Poirot? Personagens que “conversavam” com Agatha, segundo a mídia da época, dizendo quando e como gostariam de morrer.

Em sua obra "Cai o Pano", a autora resolve narrar a última aventura de Hercule Poirot, alegando que deveria matar o seu personagem predileto para evitar publicações que ela não aprovaria, quando morresse - Logo após a "morte" de Poirot, Agatha Christie falece. Num outro caso semelhante, quando a autora fora encontrada após um misterioso desaparecimento em 1926 – a causa teria sido conflitos com seu marido - resolve publicar mais uma obra, intitulada “O Retrato”. Agatha dizia que conversara muito com uma determinada personagem durante este período... E, coincidentemente, conseguimos encontrar certas semelhanças com a personagem de nome Celia (que pensa em suicídio após ser abandonada pelo marido).


Embora “O Assassinato de Roger Ackroyd” seja um clássico, minha obra preferida de Christie é “A casa do Penhasco”, um romance policial intrigante protagonizado pelo personagem preferido de Agatha – logo, meu favorito também – o já citado Hercule. A história fala sobre dois amigos que vão passar uma temporada em um hotel na Costa da Cornualha. Lá, os amigos conhecem uma bela mulher que sempre está com sua vida – misteriosamente – em risco. Esta jovem mora numa casa próxima dali, em um penhasco. Poirot, impressionado com sua beleza, decide ajudá-la a evitar sua morte, mas será supreendido ao decorrer de suas tentativas, até o final do enredo. Sem sombra de dúvidas, magnífico.

Mas além de toda essa “paranóia literária”, o que vale ressaltar em Agatha é a forma enigmática como escrevia. Experimente ler qualquer uma de suas obras e verá que é impossível descobrir quem é o assassino, o vilão, tornando o final do conto sempre impressionante e extremamente inesperado.



Definitivamente, uma Rainha!