27 de janeiro de 2010

II - Apolo, O Deus Sol


Eis que nossos antepassados viam o poder que nossos Deuses possuem, através do intelecto espiritual e do contato com as divindades. A humanidade, mais próxima da natureza e, conseqëntemente, de Deus, recebia a mensagem através da sua imagem semelhante, onde os espíritos divinos tomavam a forma humana para se comunicar.


Os Espíritos têm enorme flexibilidade por não serem densos, por isto, amoldam-se à sua vontade. O modo com que se comunicam deve ser reconhecido para quem o perceber, por isto, tomam formas familiares para nossos olhos. Entretanto, a forma humana é apenas a forma para nós seres humanos.

Desta maneira, Apolo é uma das personificações divinas feitas para o reconhecimento dos Deuses na humanidade. Essa aparência deve ser sentida, compreendida e acima de tudo, respeitada. Ele é o Sol, aquele que vê a tudo antes de todos nós, homens, luas e planetas do sistema solar, pois é ele quem produz os raios da vida – as grandes flechas do futuro de Apolo.

O Sol é o Deus que faz viver nosso sistema, é aquele que organiza e determina nosso futuro, exatamente como Apolo, situado no centro do Olimpo, esplêndido, forte, jovem e profético. Os antigos Gregos viram Apolo, filho de Zeus. Embora pai e filho, possuem magnitudes semelhantes, assim como Sol e Júpiter em nosso universo. Ambos são muito parecidos e possuem as mesmas composições de hidrogênio e hélio; a diferença é o brilho. Zeus não brilha pois não possui a mesma vivacidade (massa) que Apolo e, por isto, sua temperatura e pressão não produzem uma reação nuclear.


Assim, o brilho e a capacitade de profetização, fica mais evidente em Apolo. O Filho de Zeus herdou suas características e se aprimorou, gerando as mais diversificadas vidas deste universo e dividindo sua própria energia com todos nós. Quando Apolo atira do infinito as suas setas, é o Sol que envia de longe seus raios. Apolo é profeta, pois o Sol ilumina à nossa frente. Conduz a música e a beleza, pois é o Sol quem guarda as harmonias da natureza.


O Sol é o mais belo e brilhoso corpo do nosso sistema. O mais belo Deus do Olimpo. É ele quem vence as trevas, por isso o veremos com formas vigorosas ao invés de elegantes. Mas sempre com o brilho da esperança de um guerreiro.


Próximo Capítulo: Mercúrio, O Mensageiro de Deus

12 de janeiro de 2010

Os Deuses e o Universo

A energia e influência dos astros para a humanidade




I - Todos Somos Luz

As estrelas... Compostas por hidrogênio e hélio, são fontes de uma enorme e inimaginável, liberação de energia. Estrelas não são habitáveis, mas somente graças a elas a vida pode surgir em algum planeta, que gira a seu redor. Ou seja, elas são as criadoras, os deuses de cada sistema deste universo. Como um grande espírito, a estrela possui luz própria e sua radiação eletromagnética é sinônimo de poder e criação. Todos nós temos um pouco desta luz, pois é daí que viemos. Todos somos luz. Cada um de nós possui a mesma energia destes deuses e somos parte dela.

O brilho de uma estrela é indescritível, possuindo radiação e calor em quantidades extraordinárias. É delas que vem o calor que gera a vida – independente de qual seja sua forma. Em todo o universo existem também os semi deuses quem olham por seus filhos, por sua criação. Chamamos eles de planetas, também filhos dos sóis, pois tiveram sua origem direta dos astros brilhosos.

Este artigo que passo a escrever tenta mostrar a grandeza do universo e a proximidade que possuímos com os deuses, a qual deixamos de perceber através do tempo, por conta da necessidade de industrializar as sociedades. Através deste processo, negamos automaticamente a natureza, e assim, os próprios deuses e guardiães.

É por isto que de fato, se pararmos pra analisar se realmente evoluímos, a resposta pode ser muito relativa. Em que quesito? Materialmente, podemos ter evoluído, mas espiritualmente, posso imaginar que houve uma estagnação de algumas centenas de anos. Ver mais é diferente de ver com mais profundidade. Filósofos e observadores gregos e romanos tinham uma visão extremamente sábia do céu, do porque dos ciclos terrestres e dos deuses que olhavam por estes. Sem grandes artefatos materiais, à séculos atrás. O espaço é relativo quando se tem noção do porque se está ali.

Tudo está interligado em nosso universo. Através de uma explosão, nasce a luz, que origina terrenos apropriados na criação de vida orgânica e de todo um ecossistema. Porém, a faculdade de observar este feito que se baseia em energia e magia (espírito) se afasta a cada passo artificial que damos. Com isto, as futuras gerações temem a cada dia algum tipo de assunto relacionado, até mesmo interpretando mal, por conta de sua falta de conhecimento - conhecimento não no sentido de obtenção de intelecto, mas de familiaridade. A cada vez que nós e nossos ancestrais nos afastamos, mais difícil fica a compreensão do verdadeiro significado da existência. Quanto mais nos aproximamos da natureza, mais próximo de deus estamos.

As comparações de nosso universo foram feitas por pessoas de espírito nobre e grandioso, de acordo com a mensagem dos deuses, relacionadas aos seus aspectos. Descreverei a seguir, cada divindade associada às suas energias, que influenciam a cada um de nós, criação e parte destes.


Próximo Capítulo: Apolo, O Deus Sol

7 de janeiro de 2010

A Rainha do Crime.

Agatha Christie, a Rainha do crime e da máfia, a Duquesa da Morte. Todo mundo sabe que sou fã desta romanticista dramática, que mergulha no suspense e se perde em seus mundos. Nada mais justo do que escrever um pouquinho sobre ela.

Pra quem não conhece ainda a magnitude de sua mente, seus livros são os mais traduzidos até hoje. Superam a bíblia e as obras de um cara que também sou fã: Shakespeare. Mas o que mais me surpreende em Agatha é o modo com que ela se envolve em seus contos e a vida própria que seus personagens possuem.

Agatha Christie trabalhou em um hospital durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. Há quem diga que a escritora passava por transes e, durante este período, suas obras foram diretamente influenciadas por conta de sua função como enfermeira. Muitos dos assassinatos e mortes descritas em seus livros foram cometidos com o uso de veneno ou medicamentos, os quais eram de uso mortal. E quem já não ouviu falar em Mary Westmacott e Hercule Poirot? Personagens que “conversavam” com Agatha, segundo a mídia da época, dizendo quando e como gostariam de morrer.

Em sua obra "Cai o Pano", a autora resolve narrar a última aventura de Hercule Poirot, alegando que deveria matar o seu personagem predileto para evitar publicações que ela não aprovaria, quando morresse - Logo após a "morte" de Poirot, Agatha Christie falece. Num outro caso semelhante, quando a autora fora encontrada após um misterioso desaparecimento em 1926 – a causa teria sido conflitos com seu marido - resolve publicar mais uma obra, intitulada “O Retrato”. Agatha dizia que conversara muito com uma determinada personagem durante este período... E, coincidentemente, conseguimos encontrar certas semelhanças com a personagem de nome Celia (que pensa em suicídio após ser abandonada pelo marido).


Embora “O Assassinato de Roger Ackroyd” seja um clássico, minha obra preferida de Christie é “A casa do Penhasco”, um romance policial intrigante protagonizado pelo personagem preferido de Agatha – logo, meu favorito também – o já citado Hercule. A história fala sobre dois amigos que vão passar uma temporada em um hotel na Costa da Cornualha. Lá, os amigos conhecem uma bela mulher que sempre está com sua vida – misteriosamente – em risco. Esta jovem mora numa casa próxima dali, em um penhasco. Poirot, impressionado com sua beleza, decide ajudá-la a evitar sua morte, mas será supreendido ao decorrer de suas tentativas, até o final do enredo. Sem sombra de dúvidas, magnífico.

Mas além de toda essa “paranóia literária”, o que vale ressaltar em Agatha é a forma enigmática como escrevia. Experimente ler qualquer uma de suas obras e verá que é impossível descobrir quem é o assassino, o vilão, tornando o final do conto sempre impressionante e extremamente inesperado.



Definitivamente, uma Rainha!