25 de abril de 2010

VIII - Saturno, O Deus do Tempo


O espaço é parte do tempo, por isto, cada espaço possui seu tempo específico, como um grande Daruma, que guarda seus elementos de maneira totalmente harmoniosa, uns dentro dos outros. Em nosso universo, é Chronos quem controla à todos os tempos. Sua forma é Saturno, devido à sua enorme capacidade de controle.


Antes dos seres humanos descobrirem os últimos três planetas de nosso Sistema Solar, o principal motivo para associarmos Saturno à Chronos, era o fato de que o planeta era o que mais demorava para completar uma volta em torno do Sol. As antigas civilizações, o viam perambulando pelo Universo, andando entre as estrelas, levando em média 30 anos para completar seu percurso, sendo o mais lento de todos os corpos celestes e possuindo o domínio do tempo em suas mãos. Vigiando todos os outros Deuses do Olimpo.



Hoje, sabemos da existência de planetas com movimentos de translação mais lentos que Saturno, mas mesmo assim, fica claro que é Ele a personificação de Chronos, em nosso universo. É só fazermos uma simples observação: Urano, Netuno e Plutão só demoram mais para completar uma volta ao Sol, por conta da grande distância que possuem do mesmo. Saturno possui uma diferença de apenas 54 anos terrestres em relação à Urano, em período de translação, sendo que estão há 2 milhões de anos luz de distância. Ou seja, se Saturno estivesse no lugar de Urano, demoraria ainda mais para fazê-lo. Isto se dá à uma série de fatores, como espaço, distância, volume, etc. Por isto, posso dizer que Ele está totalmente adaptado ao tempo do nosso Universo.


Pelo fato de Saturno possuir um controle maior de seu próprio tempo, Chronos o rege e, assim, sua energia influencia todos os outros planetas vizinhos. Quem diria que um Dia pudesse ser maior que um Ano? Um exemplo disto é Vênus, onde seu movimento de rotação é mais lento que sua translação. Já em Mercúrio, faríamos 1 ano a cada 2 dias. A Grande Mancha Vermelha de Júpiter é uma tempestade constante, que existe para nós, há mais de três séculos. Mas lá, a tempestade acontece há apenas 30 anos. Tudo é tão relativo quando percebemos que um único ano que vivemos aqui na terra, poderiam ter durado 180 anos em qualquer outro planeta...



Vemos, a partir deste ponto, que os outros Deuses do Universo não são capazes de administrar seu próprio tempo, pois é Chronos que os direciona. Basta observarmos para nossa Terra, que não consegue mover de forma distinta, cada um de seus pólos. Digo isto, apenas como base para mostrar nossa inabilidade para lidar com o Tempo, da qual Saturno se livra, existindo passado e futuro ao mesmo tempo, em seus pólos. Saturno controla sua própria relatividade, quando varia sua própria rotação. Sua atmosfera gira de forma inconstante, nunca sendo igual em cada uma de suas latitudes. Nele, observamos claramente o âmbito da relatividade do universo, onde embora cada espaço tenha seu tempo específico, o notável é capaz de controlar essa variação.


No quadro “Saturno Devorando seus Filhos”, de Francisco de Goya, vemos Chronos engolindo seu próprio filho. É o que ocorre com Saturno, ao conseguir tomar controle de seu próprio tempo. Ele garante seu equilíbrio independente do espaço em que se encontra dentro de nosso Universo. Mas se o Tempo é infinito, cria e destrói todas as coisas, Saturno nunca se acabará? Pois a resposta é sim. Seu corpo (seu espaço, o planeta em si) será destruído, mas nunca sua razão de ser, sua alma. Chronos permanecerá vivo, afinal, o mundo é somente a ilusão que o Tempo domina.



O Guardião Saturno representa o controle do tempo, mas na realidade, o Tempo o controla.



Próximo Capítulo: Urano, O indesvendável Céu

...tempo?




Imaginemos o universo composto pelas Cordas de Einstein. Cada fluxo de energia segue uma linha e, cada corpo celeste sofre suas respectivas influências energéticas, de acordo com a posição em que se encontra no espaço. Por exemplo, como a Terra se encontra no meio da “corda” da gravidade, obviamente possui densidade gravitacional; já a Lua, por não estar no mesmo local, não compartilha da mesma experiência. Desta forma, por estar fora deste campo, tudo nela flutua.

As “cordas”, nada mais são que grandes correntes energéticas, compostas por suas respectivas dimensões de espaço (comprimento, largura e altura), elementos (eletromagnetismo, massa, gravidade, etc) e Tempo. O tempo é o que rege cada uma destas cordas – e qualquer espaço formado – assim como o espaço rege seus elementos. Sendo assim, o espaço rege os elementos e o Tempo rege o espaço. Ele é a composição que monitora um universo e todas as suas ações.

O Tempo é relativo. Cada espaço possui uma série de elementos que o torna característico, desta maneira, outras dimensões, com suas determinadas composições, possuem tempos diferentes. Ele é o Guardião do espaço em que se vive.

Cada universo possui uma característica. Com isto, creio que seja possível conhecer inúmeros tempos diferentes. Vamos supor que algum corpo celeste sofra uma gigantesca explosão, através de reações cósmicas, num determinado ponto de qualquer uma das cordas mencionadas. Um Big-Bang extremamente poderoso, com seu poder, poderá rasgar o “véu”, rompendo tal campo de força e nos levando à uma outra dimensão. E neste outro espaço, o tempo com certeza não será o mesmo. É aí que será possível ver outras de suas faces - ir para um futuro ou voltar à algum passado. Tudo irá depender do lugar que se irá parar.

Cada universo, possui um tempo; e é ele quem guarda e rege o seu espaço.

11 de abril de 2010

VII - Júpiter, O Grande Ancião


O Olimpo é a montanha mais alta da Grécia, considerada a morada dos deuses, bem como o universo é a morada de todas as energias que nos regem. Os gregos denominaram as várias classes de deuses que se manifestavam, conforme as características específicas que revelavam em cada uma de suas aparições. Desta forma, os deuses foram separados em grupos, bem como nosso sistema solar está dividido em gasoso e telúrico. A classe dos planetas telúricos ou rochosos é governada por Apolo (Sol), e a dos planetas gasosos ou jupiterianos é governada por Zeus (Júpiter).

Jupiter é o maior planeta do sistema solar, logo, se manifestou em forma de Zeus, o pai de todos os deuses. Jupiter só não é uma estrela, pois não tem massa suficiente para elevar sua pressão e causar uma reação nuclear, desta forma, representa o aspecto escuro: o ancião, a sabedoria. Instruindo-nos ao crescimento e à expansão de horizontes, ele nos traz poder, magnetismo e nos ensina, através de seu aspecto, que a maturidade nos faz ter o domínio de nosso poder.

Fonte de grande energia universal, Júpiter é composto em sua maioria por hidrogênio, principal elemento que constitui uma estrela. O grande Deus libera para o espaço, três vezes mais a energia que recebe do Sol. Seus furacões e tempestades são símbolos de força e bravura. Um exemplo disto é a Grande Mancha Vermelha, uma tempestade constante, que ocorre há mais de três séculos terrestres.

Júpiter possui o mais poderoso campo magnético do nosso universo, se estendendo para além de Saturno. É por isto que se manifestou na Terra segurando raios em suas mãos, entre nuvens e tempestades, indicando sua grande força. Hoje podemos ver tudo isto com nossos próprios olhos. Contudo, não apenas olhemos, compreendamos. Quando observar a eletricidade dos relâmpagos aqui da Terra, pense que isto é apenas uma pequena amostra das descargas que ocorrem no interior de Júpiter. Assim, ficará mais fácil ter noção do poder de Zeus que um dia nossas almas serão capazes de produzir.


Sim, nós podemos... na mesma proporção ou quiçá maior. A sabedoria e o poder são questões de aprendizado.


Próximo Capítulo: Saturno, o Deus do Tempo