31 de maio de 2010

Apelo

Antes de ir para o último artigo sobre as Energias e os Deuses do Universo, preciso desabafar algo. Iniciei este ano com o propósito de encontrar pessoas com a mesma opinião que a minha, em relação ao combustível ecológico. Encontrei uma única pessoa que soube discutir de forma aprofundada sobre o fator. A maioria diz que é a favor, mas não entende o grau de importância e do problema disso. Problemas como a Petrobrás e importâncias como a situação econômica do país, fazem com que o assunto se torne complexo, fazendo com que quase todos aqueles que defendiam esta idéia, não sigam em frente para partir para um próximo passo.

Por isso aqui, faço o apelo de que, qualquer que seja a pessoa que ler este texto, se interessar pelo assunto, por favor me escreva pra que assim possamos desenvolver uma proposta coerente e com fundamentos para o nosso país. Abaixo, uma mensagem que escrevi para aqueles que possuem o mesmo objetivo: cuidar da nossa morada.

Postando minha indignação com as autoridades da Terra. Os superiores sabem do caos previsto para 2012 e não fazem nada para tentar reverter o quadro. Isso inclui o governo, mídia e todo o tipo de liderança. Nenhum deles usa o poder que possuem, só sabem ganhar às custas de uma catástrofe eminente.

O filme que fala sobre a desgraça vem do país mais poderoso do mundo e que, coincidentemente, vai contra as leis à favor do combustível à gás. A película foi campeã de bilheteria... Mas teve alguma ação à favor das propostas ecológicas? A televisão veicula sempre matérias e entrevistas com videntes “prevendo” algo que já se tornou um fato consumado – em 2012 ou não, mas num futuro próximo – fazendo com que os canais vendam audiência como água... Mas e depois disso, há alguma preocupação por meio da própria mídia em tomar-se uma atitude para tentar reverter o quadro? Uma carta ao presidente ou qualquer coisa do tipo? De nada vale a preocupação quando não se cria através dela uma oportunidade de mudar. Sem isso, o feito se torna apenas mais um negócio de interesse pessoal.

Nós podemos sim fazer nossa parte, mas a coisa está tomando uma proporção que já foge do controle do simples cidadão, somente se houver uma grande união. Sozinhos não podemos implantar uma lei ou alertar a ONU à uma atitude emergente, mas já que as autoridades (não somente governamentais, mas de todos aqueles que trabalham pela sociedade) não tiram proveito de seu poder – por única falta de interesse – devemos nos unir com um propósito forte, se realmente nos preocupamos com o planeta onde vivemos.

Aqueles que têm dinheiro não se preocupam, pois poderão comprar as terras mais altas para se abrigarem, pensando estar protegidos. Eles não estão muito preocupados com o problema, pois enquanto estão ganhando com isto, seu espaço já está garantido. É justo que apenas pessoas assim sobrevivam? Se muitos que estão acima de nós não pensam (ou fingem que não), vamos obrigá-los a pensarem. Somos maioria e, se a maioria for pensante, iremos propor caminhos certos a serem traçados. Nós, como habitantes da Terra, devemos tomar as decisões que são melhores para o nosso planeta. Todos moramos na mesma casa e a decisão deve ser comunitária. Não se deixe cegar por falsos protestos, seja consciente, procure os melhores caminhos e tome a atitude de propor. O planeta precisa de soluções, não de falsos conscientes. A idéia não possui nenhuma importância se não orienta à uma atitude.

29 de maio de 2010

XI - Hades, o Governante do Submundo

Tudo no universo possui uma parte oculta, inclusive nós mesmos. Oculta, não no sentido de má, cruel, mas relacionada ao desconhecido, às descobertas que ainda não fizemos à respeito de nosso próprio ser. Tanto o ocultismo como a morte estão relacionados entre si, pois para se fazer uma nova descoberta, precisamos matar certos medos e acabar com as inseguranças que temos do próprio desconhecido. O fim de uma coisa, sempre nos revela algo por vir e é por isto que somos eternos.

Hades é o deus que governa o mundo oculto. Na Grécia antiga revelou-se através de um senhor de longas barbas, segurando uma foice, nos indicando o fim de uma era para a proximidade de um novo tempo. Além disso, a sabedoria e a coragem são outras das características descritas, por sua idade avançada – é ela nos indica melhor as tomadas de decisões. O corpo celeste de Hades foi sabidamente batizado de Plutão, o planetóide mais longe do sol.

Frio e distante, Plutão é composto por rocha e gelo, tendo uma temperatura de quase 130 graus inferiores ao pólo sul da Terra. Sua máxima é de -218 ºC. Possui tênues energias, já que leva séculos terrestres para completar um percurso em torno do sol e, como essas energias são extremamente delicadas, é preciso muita sensibilidade para senti-las. Plutão sempre irá guardar mistérios em seu interior, já que sua atmosfera é totalmente congelada na maior parte do tempo, não permitindo a entrada de sondas e telescópios.

Sim, confirmamos a existência de Pluto no céu, mas atualmente ele já não é mais considerado um planeta. Hoje, literalmente, Plutão é um submundo, da forma como sempre foi. Por seu tamanho, que chega a ser menor do que a nossa própria lua, ele é identificado como planetóide ou mini-planeta, porém, continua fazendo parte da família planetária, já que orbita em torno do nosso Sol. Afinal, todo o corpo que orbita em torno de sua estrela é considerado um planeta e todo o corpo que orbita em torno de seu planeta é considerado uma lua. O deus é, de fato, o guardião do invisível, pois governa um mundo invisível.

Desta forma, Plutão governa os corpos celestes sub-repticiamente. No mapa do céu, ele nos mostra onde é o fim de uma fronteira, mas também, aonde pode ter início mais uma outra. O deus do submundo revela que nosso sistema solar é somente mais uma dimensão e que podemos desvendar outras novas, após o término desta. Basta ter sensibilidade suficiente para ultrapassar nossas limitações e enxergar além. Da mesma maneira, Hades revela-nos a morte para nos indicar renascimento através da transformação – e, consequentemente, fazendo-nos evoluir.

A morte existe para isto, renovar e revelar novos universos. Hades tem o objetivo de nos fazer enxergar nossos erros para curar as feridas, enfrentando nossos medos. Graças à ele, fazemos opções conscientes, pois nos tornamos grandes investigadores de nós mesmos. Tamanho este controle adquirido, que podemos sentir estarmos prontos para quaisquer outras situações que vivermos após esta morte, indo além das meras aparências, impostas em nossa Terra. Tendo sensibilidade suficiente, conseguiremos enxergar o que ainda não vemos, por simplesmente acreditarmos, diferente dos ignorantes que querem primeiro ver para depois crer. O desconhecido se torna mero detalhe quando se tem segurança de que existe algo além e esta segurança é a prova de que não se duvida do poder de Deus.

XII - Espiritualidade e Energia Cósmica

17 de maio de 2010

X - Netuno, Um Oceano de Revolução


Quando Netuno foi avistado, deparou-se com um corpo azul e cristalino, com grandes nuvens brancas e brilhantes. Um planeta dinâmico coberto por ‘manchas’ escuras em toda sua superfície, que na realidade, são enormes tempestades e furacões em atividade. De fato, o deus dos mares e das revoluções o governa - não foi à toa que o astro foi batizado com seu nome: Netuno.

Em nossa Terra, Netuno é representado como o Oceano. Dono de uma profundidade inspiradora, o mar nos redireciona e traz transformações, além de purificar. Sua fúria é avassaladora e sua forma, bela. Mas, e se analisarmos melhor? O Oceano possui as mesmas características que a Revolução.


A revolução é essencial para a transformação de uma sociedade. Como os mares, ela destrói para renovar, possui significados e ideais profundos, além de representar grande parte de nosso planeta. Em uma revolução sempre há mudanças relevantes, pois não há evolução sem um objetivo que inspire aquele que a direciona.

Vemos então que Poseidon, o Oceano e a Revolução são, na realidade, uma única energia. Esta energia se apresenta para nós em diferentes faces, mas sempre com o mesmo poder e as mesmas características. A representação humana de Netuno (Poseidon) descreve a força, a valentia e os ideais, além de influenciar diretamente as mudanças na Terra. Isto, fatos históricos podem comprovar.

Na época em que o planeta nos foi revelado, ocorreram mudanças de importância ímpar para a evolução de nossa raça, que iam desde revoluções religiosas à enorme sede pela busca de novos conhecimentos fora das crenças até então impostas. O universo, o espaço, começou a deixar de ser ficção e a filosofia já não mais era vista como ciência.

Hoje, Netuno continua nos surpreendendo. Conforme estudos são realizados e observações detalhadas são feitas pela sonda Voyager, magníficas probabilidades são imaginadas. Porquê seu eixo possui uma inclinação tão grande? O campo magnético de Netuno está deslocado em 47° comparados à sua rotação, não passando pelo centro do planeta, sendo assim, seus pólos magnéticos não coincidem com seus pólos geográficos. Alguns astrônomos já supuseram que possam existir oceanos de diamantes em seu centro, já que o astro possui boa quantidade de carbono, elemento base do mineral brilhante. Como a pedra funciona como um íma, um oceano de diamante desviaria o ângulo de seu campo magnético.

Descobertas fazem parte da evolução e Netuno faz parte de grandes descobertas. Se olharmos bem para a essência de Poseidon, poderemos mergulhar até o fundo das nossas almas e encontrar aquilo que buscamos. Redescobrir universos através da nossa própria percepção, traçar metas, alcançar objetivos. E continuar evoluindo eternamente.


XI - Hades, Governante do Submundo

2 de maio de 2010

IX - Urano, O indesvendável Céu

A inspiração é um dom divino que é concedido à todas as almas inteligentes do universo e seu limite depende do grau de evolução espiritual de cada um. Uns vão muito longe, outros não conseguem chegar nem à sua essência, ficando apenas na fronteira de seu próprio corpo.

O Céu é como a inspiração, onde o modo com que o compreendemos, varia de acordo com nossa capacidade de enxergar a vida. Algumas pessoas o enxergam com mais profundidade, olhando além da atmosfera, vendo algo infinito e intocável, um espaço que envolve todos os corpos celestes do universo. Outras, em contrapartida, vêem apenas um firmamento com nuvens, algo fixo, como o teto de uma casa.

Ser inspirado é ter uma capacidade de compreensão além-corpo, uma espécie de inteligência espiritual. Muito diferente da inteligência material, o Q.I. que conhecemos, que predispõe o conhecimento lógico, a capacidade de raciocínio de um ser humano. A inspiração é o que chamamos de intelecto – ao passo que a inteligência vem do cérebro, o intelecto vem do espírito. Para entender sua abrangência, basta olhar para o céu.

A compreensão de certos mistérios da natureza ajuda nossa alma no processo de evolução. Quanto mais temos conhecimento do espaço, mais compreendemos nosso tamanho em relação ao universo. Por exemplo, os antigos gregos descreviam o Céu através de Urano, Deus que une inspiração, individualidade e intelecto. Os astrônomos, ao descobrirem um corpo celeste azul esbranquiçado, de atmosfera calma e tranqüila, mas de movimento oposto aos outros planetas, batizaram-no com o nome deste Deus. Além de terem dado continuidade à tradição de seus antepassados, conseguiram assimilar as mesmas características da divindade ao astro.

Urano possui sua rotação diferente de todos os outros planetas de nosso espaço, girando no sentido anti-horário. Desta maneira, vemos que sua comparação foi extremamente bem feita, de modo que cada um de nós possui um Céu, um limite diferente. Representando a particularidade, da mesma forma com que o planeta gira ao contrário, cada um de nós temos nosso Céu particular. Este Céu Particular é o intelecto do qual falávamos antes. É impossível defini-lo em sua essência, pois cada um de nós o vê de forma diferente, de acordo com a nossa capacidade de compreensão. De uma forma mais simples, o Céu Particular é o cérebro espiritual, mais ou menos amplo, de acordo com o indivíduo.

Assim como o céu conduz seus corpos, a inspiração conduz nossas idéias. E é exatamente isso o que Urano faz conosco. Se soubermos a dimensão de nosso Céu (intelecto), podemos dar passos cada vez mais altos.

Quando, depois de muitos anos, conseguimos ter a capacidade de decifrar as linhas do universo através da inspiração que foi dada pelos nossos ancestrais, vemos que realmente somos movidos por esta força superior. Além disso, vemos que se trata de uma missão maior pois, tanto os antigos gregos, como os cientistas da atualidade, têm objetivos semelhantes e são movidos pela mesma corrente de energia. Uma espécie de família espiritual.

O que certos astrônomos fazem são missões de descobertas que os inspiram, cada vez mais, a novos horizontes. Mas isso cada um de nós pode fazer olhando para os céus, só depende do que há em seu coração. Se existe uma fagulha que anseia, não somente colecionar nomes de estrelas, mas compreender o porquê da sua existência, já é o suficiente para ter a certeza que o que buscas é autoconhecimento. Saber onde estamos, de onde viemos e compreender – seja por inspiração ou por experiência – é um passo para um novo horizonte espiritual.


Próximo Capítulo: Netuno, um Oceano de Revolução