25 de novembro de 2010

A Alquimia Moderna a favor da Verdade Universal


Entramos em tempos de transformação definitiva. Observando o caminho construído pelos seres terrestres, durante seu tempo de existência, fica fácil decifrar qual é o rumo a seguir.


Até aqui, vejo que é possível classificar as variações humanas em três principais fases: a Espiritualista Celta, a Alquímica Evolutiva e a Científica não Humana. Cada uma delas corresponde a um estágio de elevação de nossa espécie, dentro da história terrestre.

Na era conhecida como “Idade das Trevas”, a natureza estava ao lado do homem primitivo. Companheira, fornecia tudo o que era necessário para nossa raça viver em harmonia (alimento, abrigo e outros subsídios). Por este motivo, os povos coroavam os elementos naturais como divindade sagrada e agradeciam todas as energias pelas bênçãos dadas. Louvavam o sol pelo calor, as árvores pelos frutos, a mata pelo resguardo.

Através desta forte relação entre criador e criação, os laços espirituais estavam mais fortes, por conta da proximidade com a essência mãe. A denominação ‘Espiritualista Celta’ foi assim designada justamente por conta deste reconhecimento mítico criado pela forma de vida humana da época. Numa era onde o contato com o mundo invisível era predominante, fazendo com que as coisas do cotidiano fossem vistas com mais profundidade, o homem, em harmonia com a natureza, entrava em sintonia com seus processos biológicos, psíquicos e espirituais, assim expandindo sua consciência. Entrando em contato com seu “eu maior”, de onde ele veio, reconhecia seu criador, seu deus. Conhecendo a si próprio, passava a entender o motivo de sua existência.

Assim passa a existir a era Alquímica Evolutiva, uma nova etapa humana. No momento em que o homem já estava ciente de sua realidade, passou a se perguntar sobre como certos processos vitais aconteciam. Começamos a buscar respostas além do universo conhecido, questionar mais, ter o desejo de pesquisar sobre as essências criadoras e ir além da função de mero observador. Assim, foi possível descobrir que as forças naturais funcionavam como verdadeiros portais para outras dimensões, até então desconhecidas.

Esta busca passou a ser conhecida como Alquimia, uma ciência que mesclava a magia da terra com a tecnologia da época, para que fosse possível atingir estados de elevação espirituais e intelectuais superiores. Através da junção do intelecto humano com as energias sagradas da natureza, desejava-se obter equilíbrio pleno entre matéria e mundo "divino".

Os alquimistas se tornaram grandes gênios. Através do estudo e da canalização das energias, almejavam fundir espírito e mente para alcançarem a eternidade. O desejo de transmutar chumbo em ouro retratava justamente esta vontade de transformação de um ser imperfeito para um ser iluminado, divino. Era esta a verdadeira “Pedra Filosofal”.

Entretanto, muitas pessoas que ainda não estavam preparadas para conhecer novos horizontes, passaram a se infiltrar na ciência alquímica. Faziam-no não com o intuito de buscar evolução ou aprender sobre as leis universais, mas por simples interesses mundanos. Por conta disto, o fundamento da Alquimia foi deixado de lado gradativamente, restando apenas a vontade de criar. Assim, os novos alquimistas se tornaram os químicos e metalúrgicos da atualidade e trouxeram consigo invenções como a pólvora, as tintas, os cosméticos, entre tantas outras.

Neste instante, a humanidade passou a crescer rapidamente. Ao observarmos fatos históricos, fica clara a evolução tecnológica que a geração pós-inquisição sofria. Entretanto, como o princípio espiritual foi abandonado, evolui-se somente um lado da psique. Entremos aqui, na geração Científica não Humana, que provocou mudanças profundas no modo viver de nossa espécie.

O modelo de sobrevivência agrário deu lugar ao industrial e houve a definição dos sistemas sociais, que incluíram o capitalismo contemporâneo. Todas estas modificações, obviamente, criaram novos modelos mentais. Moldados de acordo com a forma de vida estabelecida, o homem passou a viver unicamente para o trabalho, para a conquista de bens materiais e para as obrigações governamentais. Chamo-a de geração Científica não Humana pelo simples fato do distanciamento das essências e dedicação exclusiva às invenções.

Contudo, parece-me que esta etapa foi “necessária” para que a humanidade começasse a acordar. Classificando determinadas fases, vejo que o homem enquanto indivíduo estava seguindo para um caminho coerente, mas um desequilíbrio ocorreu no momento em que houve uma pretensão originada pelo ego alimentado pela ânsia da descoberta. Tentaram “pular” uma das etapas de evolução e, sem conhecer seu próprio eu, o homem começou a fazer demasiadamente, não se importando mais em ser. Hoje, começamos a enxergar todos estes fatos com certa clareza e, enfim, tudo começa a se encaixar.

A cultura celta e os estudos alquímicos estão sendo levados para o campo da ciência moderna. Finalmente, estes temas estão sendo avaliados com mais profundidade e tendo certa relevância nos tempos atuais. Isto porque, ao passo em que estudos são feitos, certas mensagens são reveladas, fazendo com que seja possível refletir no que seria realmente “evolução”. No momento em que julgávamos filósofos como bruxos, estávamos evoluindo?

Olhando para trás, sinto que agora estamos próximos de uma nova era. Agora estamos buscando unir a nossa evolução às reflexões de nossos antepassados. Se com o tempo fabricamos carmas negativos, hoje procuramos corrigir o feito através de ações ambientais, de estudos espiritualistas, do apoio às diversidades universais... Creio que tudo o que estamos colocando à tona funciona como um conjunto de provas que nos mostram que existe uma infinidade além daqui.

Se seguirmos o caminho da verdadeira alquimia, só teremos a ganhar. Alcançando o equilíbrio entre corpo e espírito, desvendaremos novos horizontes e dimensões. Com as vibrações canalizadas, o ser humano estará definitivamente em harmonia, o que facilitará o entendimento de coisas extremamente complexas. A Alquimia Moderna, como processo de fusão, é primordial para esta nova etapa, pois, exercitando ambos os lados da energia vital, iremos avistar novas possibilidades além desta experiência terrena e estaremos preparados para enxergar outros mundos. Esta nova ciência funcionará como um preparo para que toda a humanidade esteja informada sobre o que o infinito reserva à ela.


Esta é a hora. Não devemos nos esquivar e nem ter medo. Devemos nos unir a próxima dimensão para que sejamos aceitos por ela.


“Conheça-te a ti mesmo” – Sócrates.