22 de dezembro de 2011

Livre Arbítrio

Não tenho religião nenhuma. Nem ateu eu sou.
Não tenho preferência em uma cor... Acho que todas juntas ficam mais bonitas.
Hetero? Bi? Lésbica? Ser humano. Porque AMOR não tem corpo, quem ama, ama a ALMA.
Pra quê tanta individualização?
Roqueiro? "Do reggae"? Ninguém precisa de um estilo pra ter personalidade.
Você pode ser livre, mesmo tendo um gosto específico.
Já não basta o sistema te rotular pobre, rico ou classe média.
Quanto mais você se rotula, mais se individualiza; logo, mais preconceito sofrerá.
Podemos até ter necessidades diferentes, mas o que deve prevalecer é que somos seres humanos iguais.

21 de dezembro de 2011

Transcendência

A maioria dos homens não enxerga as coisas como elas são. E isso não acontece por mal, mas por sua natureza. Os sentimentos criados por nosso ego (como o orgulho e o apego) e as ferramentas criadas por nós, a fim de nos comunicarmos (como nosso próprio vocabulário), tendem a “manchar” ou deixar turvo o modo com que as coisas realmente são. Ocorre que a verdade sempre deve ser processada primeiro pelo cérebro para depois ser dita – a informação chega limpa na alma, mas é “filtrada” pelo órgão humano antes de ser exposta. Além do motivo de o ser humano ser dependente de uma linguagem para traduzir o que está pensando. Nosso vocabulário não possui termos suficientes para descrever determinadas coisas que nos vêm a mente. Logo, se tentarmos descrever algo que está além daquele círculo de informações, não teremos sucesso, graças a falta de termos.

Transcender é enxergar a existência acima do corpo, sem influências materiais, terrenas, ou seja, em sua forma pura e plena, sem nenhuma barreira ou filtro. Compreender sem precisar de termos ou palavras, aquilo que está além de nossa capacidade de compreensão. A palavra transcender quer dizer “ultrapassar; ser superior a [...]”. Alguns dicionários a descrevem como “Ir além do ordinário, chegar a um alto grau de superioridade” e a filosofia noz diz que transcender é ir além (dos limites do conhecimento). De uma forma mais resumida: ir além do plano corporal. Toda essa definição prova que quando transcendemos, quebramos os limites da nossa existência atual e passamos para um outro nível de ver as coisas – mais claro e limpo, livre de conceitos e sentimentos que dificultam a compreensão dos fatos.

Transcender nos faz enxergar a realidade como ela é, sem ser deturpada, já que a informação não precisar ser processada por determinados meios. No momento da transcendência, nossa mente (inteligência éter ou espírito), recebe a informação diretamente e a visualiza de forma plena, reconhecendo-a como um todo, já que o corpo fora abandonado. A mente a capta em sua totalidade, sendo desnecessários os ouvidos, as palavras ou qualquer outro tipo de ferramenta para sua compreensão. Por este motivo, quando voltamos para nosso estado ordinário, não conseguimos explicar pelo que passamos.

Algumas pessoas nos ajudam a transcender, pois estimulam nossos pensamentos além das meras conversas cotidianas e nos inspiram, fazendo-nos pensar a frente de tudo o que conhecemos. A inspiração é um conjunto de informações de outros espaços que, muitas vezes, nem conhecemos. Quando a buscamos, estamos transcendendo para um mundo além deste, procurando influências surpreendentes para o embelezamento de algo ou para nosso crescimento mental/espiritual. Estamos expandindo nossa mente, fazendo crescer e evoluir nosso espírito, através da descoberta de conhecimentos Além-Terra. Quanto mais alguém estimula nossa imaginação ou ideais, mais está nos ajudando a transcender. Por este motivo, pessoas com pensamentos semelhantes se ajudam muito neste aspecto, já que contribuem para a abertura de um novo portal nas mentes uma da outra, através de possibilidades citadas.



Ps.: Meu muito obrigado às pessoas que me ajudaram (e ajudam) a transcender.

28 de novembro de 2011

Cultura de Massa (Capital-Industrial)

As mudanças dos hábitos culturais propícios de um povo se deram com a chegada da industrialização, mas acima disto, com o surgimento do capital. A cultura original de uma massa compromete-se conforme a história do comércio se movimenta e evolui, já que as ferramentas de influência de tornam cada vez mais fortes, potentes e eficazes e o estilo de vida, mais enraizado, onde os filhos já nascem dentro do sistema que os pais aprenderam a viver, encarando aquilo como realidade absoluta; os tipos mais comuns de meios de comunicação em massa, hoje, são: televisão, internet, rádio, jornal, etc.

A cultura contemporânea de grande massa é produto da influência capital-midiática (onde a mídia se torna o meio de indução capitalista). Ainda nos tempos atuais, o meio de comunicação que mais pode nos influenciar é a televisão, através de novelas, propagandas, programas, realy shows, nos passa um comando daquilo que um determinado grupo faz, do que esta “na moda” ou que “o que os ‘melhores’ ou mais famosos fazem” ou “qual programa que todos assistem”, e a partir disso, somos influenciados conscientemente ou inconscientemente a comprar determinado produto, agir de uma determinada maneira, comer aquilo que “eles” querem, e até mesmo se divertir de uma maneira específica. A internet pode ser considerada o segundo meio mais influente, pois dissemina os modos impostos pela TV, através do próprio usuário influenciado (como uma espécie de marketing viral).

A necessidade de estar em um grupo fica cada vez mais evidente conforme a Cultura da massa é moldada, já que a influência da indústria capital individualiza os seres (pagodeiros ou roqueiros, pobres ou ricos, bonitos e feios, etc). O indivíduo precisa se reafirmar de alguma maneira perante as pessoas, caso contrário, não é reconhecido de nenhuma maneira. A alienação é quando essa necessidade passa a fazer parte do modo de vida da pessoa, sem que ela se dê conta disso. Ela passa a fazer parte daquele universo e perde o senso crítico, aceitando a tudo o que lhe é oferecido.

27 de novembro de 2011

Sistema Solar Binário

Duas estrelas no nosso Sistema Solar?


Grande parte dos Sistemas Solares do espaço possuem dois sóis, chamados de “estrelas irmãs”; mas esta não é uma regra absoluta. Obviamente, existem sistemas formados através de apenas uma estrela, como é o caso do sistema que abriga o nosso planeta Terra, gerado apenas pelo Sol que vemos.

Entretanto, há um tempo atrás, fiquei sabendo que um pesquisador chamado Richard Muller afirmou que teríamos sim uma outra estrela em nossa família planetária. Esta estrela se chamaria Nêmesis, uma anã vermelha, já na fase final de vida. Não foi preciso muito pra que eu questionasse essa afirmação. Não sendo pretenciosa, até porque não sou astrônoma nem cientista, mas observo muito os fenômenos do céu desde pequena e acredito que todos os que fazem o mesmo pensariam no mesmo que eu pensei: o Sistema Solar no qual nos encontramos foi originado através do Sol que conhecemos e, dentro deste sistema, não existe mais nenhuma estrela.

Mesmo que ocorram influências gravitacionais de uma estrela próxima (no caso, Nêmesis), ela não estaria dentro do nosso Sistema Solar. Pode ser que o Sol seja filho desta suposta estrela, por isso sofre tais influências, mas vocês devem concordar comigo que se o filho deu origem a um sistema independente, é a única estrela de seu sistema.

Contudo, mesmo o Sistema Solar ainda não tendo outra estrela, a não ser o Sol, quero que fique claro que acredito sim na possibilidade de, futuramente, ele poder ser um Sistema Binário. Isto porque, devemos levar em consideração que outra estrela pode estar se desenvolvendo aqui, neste instante. E se a companheira do Sol fosse Júpiter?

Na minha concepção, nosso Sistema Solar pode ser binário sim, mas futuramente. Como sabemos, os fragmentos que uma estrela expele depois de sua explosão originam os planetas e, alguns desses corpos podem dar origem a uma nova estrela, num mesmo sistema planetário. E Júpiter tem tudo pra ser o candidato. A atmosfera do planeta é composta em grande parte de hidrogênio e hélio (elementos químicos básicos que compõem uma estrela), incluindo também a amônia. Além disso, a proporção dos elementos é bastante similar à de uma nebulosa solar primordial. Penso que Júpiter apenas não se tornou uma estrela, porque sua massa ainda não é suficiente para elevar a pressão e a temperatura dos gases e gerar uma reação nuclear (ou explosão).

De uma forma resumida: Nêmesis pode ter gerado o Sol, por isso o influencia gravitacionalmente, mas, de fato, não faz parte deste Sistema Solar. Nossa estrela criou um sistema planetário exclusivo só pra ela e nesse sistema ainda não há outra estrela, fora ela mesma. Por isto, este Sistema Solar NÃO é Binário... mas poderá ser! Na minha concepção, quando Júpiter criar massa suficiente para poder reagir e brilhar.

7 de novembro de 2011

NATUREZA & QUÍMICA

Certamente você já deve ter ouvido alguém separar a palavra “química” da palavra “natureza” ao tentar defender plantas alucinógenas dos argumentos relacionados à drogas de laboratório. Eu, inclusive, sou uma delas. Entretanto, tudo na natureza causa reações químicas em nosso organismo, até mesmo um copo d’água, uma fruta ou ainda o oxigênio que respiramos.

Na verdade, quando separo química de natureza, faço com o único objetivo de simplificar o entendimento daqueles que são mais leigos, em relação à diferença que uma prática milenar pode ter se comparada a uma criação recente e ainda pouco aperfeiçoada pelo homem. Isso facilita o modo de pensar, ressaltando que de um lado, temos um estimulante mais preciso e verdadeiro e, de outro, algo que pode causar mais reações transversais que efeitos plenamente válidos para as experiências ligadas à psique.

Se eu disser à uma pessoa que não tem conhecimento algum sobre drogas que tanto a maconha quanto o cigarro industrial causam reações químicas, certamente ela irá confundir as coisas, sem conseguir ver a diferença dos efeitos de ambos; e o pior: ainda poderá justificar o uso da droga legalizada por ser tão “natural e inofensiva” quanto as criações da terra. Que a maconha não causa dependência física e nem psíquica, nós sabemos (e que o cigarro industrial é disto o oposto, também). E para ilustrar o quão mais potentes podem ser os efeitos colaterais de uma droga manipulada, estes termos podem ser apropriadamente aproveitados para diferenciar tais grupos.

A individualização dos termos "químico" e “natural” ajuda a caracterizar com facilidade os efeitos colaterais de uma criação recente e imperfeita, que, obviamente, causa no corpo humano, reações muito mais adversas, desde alergias, dependências, tonturas, diarreias e tantos outros efeitos fisio-químicos que nossa medicina conhece. Você pode fazer uma comparação entre benefícios e malefícios e verá que precisará utilizar com muito mais cautela uma droga manipulada, quando o assunto é reação adversa física. Obviamente, estas drogas também são necessárias em muitos casos em nossas vidas, mas deve ser advertida neste aspecto. Já quando tratamos o lado psíquico, as plantas podem ter um efeito alucinógeno muito maior que as outras drogas, mas neste caso, o efeito passa para a questão mental do indivíduo. A erva ou raiz poderia nos dizer se ele estaria preparado ou não para aquele tipo de tratamento, mas não traria muitos danos ao seu corpo.

A individualização dos termos ainda deixa claro o grau de poder que ambos os tratamentos teriam sobre o homem. De um lado, temos uma sabedoria ancestral, presente na Terra bem antes da raça humana pensar em existir. Do outro, temos experiências recém criadas, drogas novas, elaboradas por nós, aprendizes da racionalização, recém chegados neste mundo. As plantas e fungos estão no planeta há mais de 2 bilhões de anos antes do homem e, por esta razão, conhecem este solo muito melhor que nós. Logicamente que de uma forma diferente, mas vivem e compartilham desta energia muito antes de pensarmos em ser uma espécie.

No princípio, tudo na terra era rocha derretida que, depois de um tempo, foi solidificada pelos ventos e chuvas, causadas pelas nuvens formadas pelo calor das erupções vulcânicas. As primeiras formas de vida do planeta foram as bactérias, vidas unicelares que continham DNA, molécula fundamental da vida. Em meio aos primeiros oceanos, se desenvolveram as primeiras formas de plantas, os musgos e algas. Somente cerca de um milhão de anos depois, com algumas variações do nível da água, que as plantas tiveram a possibilidade de se desenvolver nos solos e as primeiras espécies de peixe puderam se adaptar ao meio terrestre, dando origem aos primeiros anfíbios. Mas ainda sim o ser humano não iria surgir. Nosso planeta ainda sofreu extinções e secas. Anfíbios se tornaram répteis que surgiram e desapareceram através das eras. Somente depois de milhões de anos após o desaparecimento dos dinossauros o homo sapiens se desenvolve como espécie.

Nossa raça se desenvolveu e estudou toda a historia da Terra, incluindo a ascensão e declínio de todas os seus períodos e civilizações. Esta é uma prova concreta de que chegamos bem depois, mas justamente para estudar o processo de simbiose natural pelo qual as demais espécies passam. Vivemos nesta era para observar e nos instruir. Por este motivo mencionei acima que somos aprendizes e que nossas criações são imperfeitas perto dos efeitos perfeitos já existentes criados pela natureza; a tecnologia de deus. Então, fica fácil perceber que o termo NATUREZA versus QUÍMICA é empregado para comparar o poder de criação do homem em relação ao de deus.

17 de outubro de 2011

RELATO: EXPERIÊNCIA COM LSD (ILHA DOS GATOS, BOIÇUCANGA)


22/12/2010 - SOLSTÍCIO DE VERÃO

Em uma pequena ilhota deserta, estavam apenas duas pessoas. Estas pessoas eram eu e um amigo e irmão espiritual responsável pela condução e orientação da abertura de um portal em minha vida. Em meio a rochas, árvores, areia e cercados por água, escutávamos apenas o que a natureza queria nos dizer. Conforme o dia e a noite foram se equilibrando alguns sinais começaram a surgir. Como estávamos no solstício de verão, o dia em que o Sol está mais perto da Terra, o astro estava no ápice do seu poder. Começou a ser possível enxergar cada prisma de luz dos raios, a medida que a estrela ficava maior, mais próxima de nós. O Sol crescia e mostrava cada detalhe de sua exuberante luz, ao mesmo tempo em que tingia todas as árvores e montanhas de dourado. Tudo brilhava, até que uma parte do céu começou a ficar escura. Sutilmente a Lua começou a aparecer e, quando virei para o horizonte, consegui ver o céu em totalidade. Enorme, sem fim. O chão aonde eu estava ficou minúsculo, e eu, ainda mais. Naquele pequeno pedaço de terra, não via NADA, a não ser os deuses. Sol e Lua agora dividiam o mesmo céu. Parecia um quadro com vida, onde eu estava dentro. A divisão era perfeita: parte era dourada, parte azul escuro. Um era grande e cheio de calor, a outra, brilhante, branca e delicada. Aquela visão foi se dissolvendo e eu fui percebendo a chegada silenciosa da escura mãe. Neste momento, consegui ver o último raio solar, como se estivesse em câmera lenta; foi no instante em que o Sol se pôs completamente, como se estivesse entrado no oceano. Quando, inesperadamente, escutei uma voz sussurrar no âmbito da minha existência a seguinte frase: “Brisa da Noite...”. Era um sussurro mesmo, mas escutei aquilo muito “alto”. Não escutei com os ouvidos, mas com a alma. E exatamente nesta hora, o manto da noite cobriu toda a Terra. Sentia a presenta da escuridão e, impressionantemente, a brisa. Ela bateu nos meus cabelos e em meu rosto, como se realmente um lençol fosse jogado sobre a atmosfera.

Maravilhada, comecei a caminhar pela ilha deserta. Não havia luz alguma, mas eu enxergava tudo plenamente. As luzes das estrelas e da lua faz com que seja possível enxergar a totalidade, diferente das pequenas lâmpadas das cidades, que nos fazem enxergar só a proximidade e deixando-nos cegos pro resto do mundo. A paz predominava. O barulho das ondas batendo nas pedras e encostas me faziam refletir a cada segundo sobre a existência. Meus olhos presenciavam estrelas, a deusa Lua da noite, o mar escuro, gigantesco e profundamente negro, misterioso, refletindo a prata lunar; a areia da praia era tão branca que chegava a brilhar com a luz da noite, além das árvores altas, em verde escuro, que contrastavam com o azul profundo da atmosfera. Foi então que comecei a perguntar pra mim mesma: EXISTIR? O que é tudo isso?! Quanta beleza! Que criação perfeita, meu Deus! Sou capaz de estudar e desvendar como respiro, como o mar se move, os astros orbitam... mas não sou capaz NUNCA de explicar a beleza da existência!! O que é EXISTIR?? Neste momento, me deitei no meio da ilha, fechei os olhos e senti meu coração se tomar com uma sensação de amor puro. Entrei em um estado de êxtase, onde tudo o que conheci nessa vida se apagou, todos os sentimentos terrestres desapareceram para dar lugar a m sentimento purificado que acredito ser a essência mesma de nosso “ser imaterial”, do nosso espírito. Neste momento, deixei de existir. Presenciei um infinito, sem tempo, sem limite de espaço, sem corpo. Eu era TUDO. Flutuava pelo universo, sem corpo; olhava a tudo sem olhos. Não tinha nada de mim, mas existia tudo. Porque as infinitas coisas do espaço sempre terão uma parte de mim.

Então, você me pergunta: Mas, como você consegue contar isso se deixou de existir? Aí é que está a prova mais concreta da existência da alma, da inteligência além de tudo. Se eu, a Roberta não existia (e qualquer outro corpo, outro ser humano), quem presenciou a existência universal? A consciência, a essência espírita. Nada do que você imagina. Simplesmente tudo. Lembro-me de ter presenciado, sentido e visualizado o espaço como um cérebro sem dimensões definidas, onda tudo funcionava através de fios dourados. Eu ESTAVA lá. Talvez seja por isto que a clarividência seja um atributo da alma, pois é uma característica independente de todas as partes do corpo humano. Ela traz a possibilidade de vermos por toda a parte, não apenas onde os olhos focariam, mas num todo, independente da distância, até onde seja possível para a alma de um determinado ser chegar. Não vemos as coisas como uma câmera que foca, mas algo muito maior, como uma mistura de sentidos. Isto porque me senti presente em todo o lugar que possa existir no espaço. Isto se torna ainda mais óbvio já que meu corpo parecia privado de todas os sentimentos e sensações, até o momento que meu corpo reviveu. Passados alguns meses desta experiência, fiquei abismada ao ler no “Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec que, no estado do êxtase espiritual, o aniquilamento do corpo é quase completo, não havendo mais que a vida orgânica, quando a existência inteligente se vai. É possível sentir que a alma não se prende ao corpo, senão por um fio tênue que, um pequeno esforço a mais o faria romper pra sempre.

Só sei que eu vi a eternidade. O tempo não passava, mas depois percebi que tudo o que vi não demorou mais que um segundo, no mundo terreno. Me foi revelado o que eu estava perguntando a Deus e hoje sei, definitivamente, em essência, o que é o espírito. Talvez minha capacidade enquanto encarnada não seja suficiente para descrever (e não é) – mas posso transpassar ao me próximo o sentimento que mais aproxima de sua definição. Tudo porque a alma é éter e avançada. Não precisa de tantos instrumentos arcaicos para se comunicar. O espírito não tem necessidade de que a informação que ele quer transmitir seja articulada, como fazemos ao falar e ao escrever. A mensagem vem pura e direta, pois a consciência sente e a advinha, decifrando-a através do pensamento. Por isso, acredito que a melhor maneira de passar o que senti a vocês é através do meu sentimento. De algo mais puro em essência, que vocês não consigam pegar.

Como voltei? Repentinamente, a dimensão na qual me encontrava se afunilou e eu me senti sendo sugada para dentro do meu corpo. Senti o foco de vida ser retomado quando meu coração disparou uma única vez, bem forte. Fez um “TUM!” e voltei a respirar. Percebi que nós só existimos verdadeiramente num todo, pois na realidade, trabalhamos para a harmonia deste todo. Obviamente não somos Deus, mas somos sua criação. Como os neurônios de um cérebro, que trabalham para o andamento perfeito de todo o cosmos. Isto é EXISTIR. É muito além daqui! É em TODO O LUGAR QUE VOCÊ PODE CHEGAR.

Vejo que experiências como o êxtase, o sonambulismo e as “visões de segundo grau” são fenômenos que estão integrados na natureza e que sempre existiram. O sono é um mecanismo natural que nos faz “morrer” todos os dias. Fecha-se os olhos do corpo para abrir os olhos da alma. O subconsciente armazena informações e reproduz lugares que não conhecemos nesta vida; nossa consciência simplesmente os visualiza. E, como não conseguimos “pegar” a consciência, ela se torna o cérebro da alma. O corpo, a matéria palpável, descansa, enquanto o espírito, a matéria sutil, entra em atividade. Contudo, existem ferramentas para desenvolver a inteligência espiritual, como a ayahuasca e os cogumelos que contêm psilocibina. Isto porque, estas criações da natureza, estimulam a chamada “Glândula Pineal” do cérebro, mesma glândula responsável por liberar o hormônio do sonho. Ou seja: é como se estimulássemos nosso cérebro para “sonharmos acordados”. Neste caso, os olhos do corpo e da alma ficam abertos ao mesmo tempo, sendo possível ter experiências extra-corporais de maneira consciente.

A história nos mostra que os fenômenos do subconsciente foram reconhecidos e até mesmo explorados desde os tempos mais remotos, como o caso da sintetização do esporão de centeio (fungo/cogumelo encontrado em algumas espécies de trigo), que deu origem ao LSD em questão. A questão é que nos fenômenos do subconsciente encontram-se a explicação de uma série de fatos que até então são considerados “místicos”. Os preconceitos religiosos, políticos e sociais impedem deles serem pesquisados e os fazem cair na classe “sobrenatural”.

“[...] No êxtase, ela penetra em um mundo desconhecido, naquele dos espíritos etéreos, com os quais ela entra em comunicação sem poder ultrapassar certos limites que não poderia transpor sem romper totalmente os laços que a ligam ao corpo. Um estado resplandecente, todo novo, a circunda; harmonias desconhecidas sobre a terra a arrebatam, um bem estar indefinido a penetra: ela usufrui por antecipação da beatitude celeste e pode-se dizer que põe um pé sobre o limiar da eternidade.” – Pág. 163, O Livro dos Espíritos, Allan Kardec.

13 de outubro de 2011

"Esta é uma das minhas formas, que esconde várias expressões, todas perdidas em alguma situação no espaço-tempo. O que mais me tranquiliza é que não sou definitiva. Nunca terei uma forma única e no âmbito desta metamorfose, alcançarei o ápice da paz de espírito." - Roberta Cortês

17 de agosto de 2011

Natureza Humana

O homem é um ser especial na ordem da criação. É a transição do mundo animal para o mundo mental. O momento em que a alma passa a ter consciência de si mesmo. Nele, encontram-se dois elementos: a brutalidade da matéria e a sutileza da alma. Alcançando um estado de mente mais consciente, Deus concebeu a alma um maior livre arbítrio, habilidades mais amplas de raciocínio, além da oportunidade de ter o conhecimento da existência superior. Entretanto, com todos estes dons, veio também um maior “peso” perante as ações e escolhas da mente. Justamente para que houvesse mais reflexão, mais ponderação e, consequentemente, um aperfeiçoamento das idéias. Tudo para que seja possível a alma, seguir a caminho de uma nova fase, mais livre das experiências grosseiras e animalescas dos mundos anteriores.

O homem é a transição de uma etapa à outra. Ele está entre a matéria e o espírito, pois possui o corpo do animal e a inteligência do espírito. Tudo se desencadeia na natureza. De um simples átomo, à um mineral, às plantas, até mesmo a seres que jamais poderíamos conhecer em nosso estado atual de espírito. A mente evolui. Em cada vida, este nosso princípio inteligente se torna mais consciente de si. E quanto mais consciente, mais é responsável por suas ações, ou seja, mais possui o livre arbítrio à seu favor. Os animais não poderiam agir sobre si com a mesma liberdade que o homem, assim como uma criança não arca com as mesmas conseqüências que um adulto, para a sociedade.

O ser humano é a espécie que está apta para entender os fluxos da natureza, pois foi feita para observar as criações de Deus, compreendê-las e contemplá-las. Se a nossa percepção agora é humana, é porque começamos a ter a capacidade de entender o significado das coisas. Nesta fase de transição o mais importante é equilibrar ambas as habilidades para atingir um novo estado de consciência; por isto, a união do espírito ao corpo. Devemos estudar as leis físicas, pelo domínio da ciência e compreender, da mesma maneira, o espiritual, através das leis morais.

É importante controlar e se livrar, aos poucos, dos apegos terrenos, tais como a vaidade, o egoísmo, a ira e tantos outros, para saber lidar com o lado material. Ter o controle de sua mente, do seu espírito. Mas o que acontece, para a maioria dos humanos, é o oposto. Prova disso, é o desequilíbrio social que vemos em nosso dia a dia. A maioria dos homens alimenta somente o ego, procurando provar sua superioridade ou buscando suprir carências através de coisas supérfluas e passageiras. Consequentemente, quando tais coisas acabam ou se vão, estas pessoas acabam sempre sentindo um enorme vazio. Isto porque, a outra parte, que é a que está precisando de atenção, não é alimentada. É esquecida por simples falta de reflexão e, assim, cada vez mais abandonada.

9 de agosto de 2011

Vida em Outros Mundos


Para se conhecer novas formas de vida, em outras partes do universo, precisamos ter consciência e respeito primeiro pelas espécies do nosso planeta, o que ainda não ocorre entre os homens. Se ele não respeita nem seu semelhante, como estaria preparado para enfrentar uma espécie 'desconhecida'? É uma questão de elevação intelectual completa (física e espiritual). Deus sabe o que faz. obviamente existem vidas mais primatas, menos evoluídas em outros mundos pelo espaço... Mas se assim ainda são, não estão preparadas para sair de seu planeta. Se seres conseguem nos visitar é sinal q têm um intelecto mais evoluído (em todos os sentidos, material e moralmente). Por estes motivos, acredito q não é o suficiente evoluir a tecnologia: é preciso também elevar a moral, a consciência, ou seja, o espírito. O espírito é a consciência, nossa mente. Tanto o é que, nosso estado mental é, consequentemente, nosso estado espiritual. A aceitação espiritual é a expansão da sua mente. Isto porque, todas as suas idéias serão aproveitadas neste plano por outros indivíduos ou em outros planos por sua própria consciência. Já ouvistes dizer que tudo é reaproveitado no espaço? As coisas não simplesmente acabam. É o ciclo natural da existência, basta observar. Do mesmo modo que nós estudamos as bactérias, outros seres podem nos estudar... E não há nada demais nisso, qd se tem uma consciência evoluída e se respeita o espaço do outro ser.


Roberta Cortês

21 de julho de 2011

Carne: Veneno

Discutir vegetarianismo já virou algo banalizado. Isto porque, quando se fala em sofrimento e direitos animais, muitos têm a resposta na ponta da língua: Mas e as plantas? Também não sofrem? Obviamente, as plantas possuem vida, mas não sentimentos, já que elas não choram, não reclamam, não gritam ou urram... Justamente por este motivo que digo que esta espécie é uma forma de vida criada especialmente para nos alimentar.

Independente disto, a natureza de nossa anatomia não é carnívora. Prova disto é nossa arcada dentária toda plana, idêntica a dos herbívoros – com exceção dos caninos que se adaptaram por conta da “idade da pedra”. No período paleolítico, houve escassez vegetal e fomos obrigados a nos alimentar de carne. Infelizmente, nos acostumamos com isso e, com o passar do tempo, houve esta pequena mutação. Para se ter uma idéia, nosso sistema digestivo digere o alimento em 24 horas, não em 5 minutos, como ocorre com os “verdadeiros carnívoros” (isto acontece para que a carne não apodreça em seu estômago). Obviamente, o resultado de quando ingerimos carne é a putrefação do alimento no organismo.

Mas vamos esquecer dos males do corpo por um instante e falemos do mal da alma. Energia vital, cósmica, que é o que realmente rege nosso universo. Muitos sabem que foi graças ao consumo da carne que o cérebro humano aumentou de tamanho rapidamente e, com isso, foi responsável por grandes mudanças no planeta, como novos patamares sociais e novas formas de viver a vida.

O que aconteceu quando nosso cérebro cresceu foi que evoluímos somente a parte racional e terrena de nosso ser, sobrepondo-a aos nossos reais valores morais. Ao invés da essência (espírito), doutrinar os pensamentos, ocorre o contrário: o cérebro que modifica os sentimentos de nosso coração. Posso perceber que junto com o cérebro, aumentou-se também a ganância, a ambição, o egoísmo e outros sentimentos similares, por conta de tantos inventos fúteis e materialistas criados. Ou seja: evolui-se apenas uma parte. Enquanto a ética foi estruturada, a moral foi esquecida.

A cabeça é a parte de nosso corpo que representa o raciocínio lógico e é aonde armazenamos as informações terrenas, de identificação e individualidade. Já a mente é a inteligência da alma e onde percebemos nossos verdadeiros sentimentos, em sua pura condição. Por isto que muitos dizem que é no “coração” que nossa essência está guardada. Quando nosso coração nos diz algo, muitas vezes o ignoramos e nossa “razão” fala mais alto. Podemos considerar que isso não é culpa do indivíduo, mas desse processo evolutivo do cérebro. A maior parte da humanidade ignora sentimentos nobres e valiosíssimos, pois a cabeça “evoluída” os ofusca – eles agora estão frágeis e esquecidos. O cérebro filtra os sentimentos do nosso coração de tal maneira que não conseguimos nem saber o que realmente é o amor puro, a justiça, a paz e, por isto, estamos em guerra.

O cérebro contamina o coração e, como conseqüência, ponderamos a matéria sobre o espírito, sobre os verdadeiros valores universais. A carne é um veneno para o espírito da humanidade, pois alimenta os sentimentos materiais e passageiros. A cobiça, a pretensão, o ódio, são frutos das regras que nós mesmos construímos por este cérebro transformado e cegam o verdadeiro sentido da vida.

Um exemplo em menor proporção, mas não menos importante, é quando o orgulho fala mais alto que o amor. O indivíduo dá mais atenção à vaidade, ao que foi imposto e toma atitudes por pura soberba. Não sabemos interpretar um sentimento tão simples e belo, pois estamos poluídos. Poluídos não só pela carne, mas pelos seus frutos, como a arrogância, a inveja e tantos outros que só existem graças a valorização da matéria. O ódio, a guerra e a presunção humana são resultados dos valores que nós mesmos fabricamos, mas que nem sequer percebemos, pois a causa parece “inofensiva” e ocorre há séculos, sem reprovação, passando de geração a geração.

Não ingerir carne deve ser um processo, assim como foi o ato de começar a comê-la. Como a atual geração humana descende de carnívoros, mesmo sendo vegetarianos, nosso cérebro possui pensamentos e características dos mesmos, mas ao diminuir seu consumo, poderemos voltar gradativamente à nossa essência. Desta maneira, geraremos filhos vegetarianos, com nossos genes e nossas características morais. Purificando gerações, a humanidade irá se tornar cada vez mais elevada espiritualmente e poderemos voltar à nossa essência. Poderemos ponderar entre uma coisa e outra e se tornará muito mais simples identificar o mal do bem.

Um cérebro “consciente” irá consistir em almas mais evoluídas e, com certeza, num mundo melhor. Isto porque, respeitando os outros seres, pensaremos mais no próximo e, assim, haverá menos egoísmo. O que acontece é que transformamos nosso planeta em um reino de inutilidades que se tornaram fundamentais e coisas fundamentais que simplesmente se tornaram inúteis (ou até mesmo esquecidas). Reverter esse quadro exigirá um grande esforço da parte dos que estão “contaminados”. Enquanto vivermos num mundo irreal, cheio de ilusões e paixões, a reflexão será muito mais difícil, pois a capacidade de enxergar nossos próprios atos estará ofuscada.

Podemos dizer, ao pé da letra, que à medida que derramamos sangue, sangue será derramado. Afinal, as guerras, os acidentes, a violência são resultado de uma troca vital de energia. Vamos alimentar nossa essência, afinal, se estamos indo contra nossa própria natureza corpórea, também vamos contra nossa natureza espírita. E sabemos que quando quebramos um ecossistema, causamos um novo problema em outra cadeia – e assim por diante – como um efeito dominó. Acredito que se deixarmos de alimentar a parte material da psique, iremos balancear as energias do corpo. Buscaremos nossa essência perdida, voltaremos aos poucos a escutar nosso coração. Assim, iremos conseguir unir evolução espiritual, com a consciência terrestre.

4 de julho de 2011

Eu sou TUDO.

A Terra é um organismo vivo, no qual todos os seus habitantes são componentes responsáveis por seu funcionamento. Não poderíamos individualizar nada que aqui vemos, pois cada elemento é, inevitavelmente, uma molécula do corpo terrestre. Tudo o que existe está interligado e, por esta razão, não há fragmentos; apenas unidade.

Em certas ocasiões, é até estranho dizer que somos “indivíduos”, por pertencermos a um único corpo. As consciências estão subdivididas, por serem elementos éteres, fora deste plano, mas a matéria não. E nunca estará, já que tudo no universo é reaproveitável. Cada ser está interligado entre si, pelos mais diversos meios (através da cadeia alimentar, do sistema vital, aeróbico ou não, etc). Acredito que enquanto estiver encarnada, a energia experimentará de tudo o que existe, passará por todos os processos e sempre entrará em mutação. Somente assim, estará apta a conhecer os elementos do universo, sem precisar penetrar neles – e cuidar deles, através de outras dimensões.

É preciso ter amor e carinho por tudo, se a intenção é zelar e vigiar a tudo; e a melhor forma de fazê-lo é transformar-se em tudo. Viver tudo e ser tudo. Quando percebemos que o planeta no qual vivemos é uma molécula, comparada ao firmamento e as imensas regiões do espaço, nos damos conta que somos os átomos que a compõe, cuja função é, exclusivamente, cuidar e zelar por seu correto funcionamento. Nossa função é parecida com a das hemácias, que transportam o oxigênio pelo nosso sangue. Imagine se elas falhassem?

A comparação de que o homem poderia ser o câncer do planeta pode estar bem adequada, já que castigar a Terra é castigar a nós mesmos. A espécie humana seria o conjunto de células rebeldes que tiraria a capacidade de fertilização do mundo. Sabemos que aqui tudo se dá. Tudo se planta e tudo se colhe. Se o planeta é um organismo vivo, quando selamos seu solo com piche, bloqueamos sua capacidade de gerar; quando cortamos suas árvores, tiramos sua capacidade de respirar. E prejudicamos a nós mesmos, já que interrompemos um único ecossistema, um conjuto.

Incrivelmente, muitos daqueles que nasceram em meio à industrialização não conseguem ter uma visão deste gênero, de forma aprofundada, justamente por viverem afastados do ceio de sua própria origem. Aquilo que costumo dizer: quanto mais distantes da natureza, mais distantes de nossa própria essência. Fica impossível reconhecer a verdade, em meio a tantas mentiras. Muito simples: quanto mais o homem se “separa” da Terra, mais acredita que não faz parte dela e, por isso, não consegue enxergar que está destruindo a si mesmo.

Você, que está comendo seu bolo na frente do computador agora, deve estar pensando: "Até aí, tudo bem... Mas eu não sou tudo. Não sou a mesma coisa que você!" Engana-se. Volto a dizer que neste plano, você é tudo. A massa do seu bolo é a mistura da farinha, que veio do trigo, gerado pelo solo. Ao ingerir a composição feita pela mistura de ingredientes, estou formando outra composição dentro de mim, que formaria outra massa, responsável por fecundar o solo da minha existência. Fundimos-nos a todos os elementos existentes, durante uma série de instantes de nossa existência.

Se eu respiro, eu sou o ar, pois tenho as moléculas de oxigênio dentro de mim. Se eu bebo água, eu sou a água, pois ela agora faz parte do meu ser. E você? Não está respirando o mesmo ar que eu agora? Tenho os seus vestígios, através de uma imensa simbiose. Eu sou você. Eu sou tudo. A mistura de tudo. De todos os componentes da Terra. Como todos os elementos serão a mistura de algo, por toda a eternidade.

Novamente o conceito de unidade se interliga à espiritualidade, de forma a transformar todas as consciências do universo para superar barreiras de todo e qualquer tipo. Só assim que poderão transcender, co-existir.



“Tudo evolui na natureza, desde o átomo até o Arcanjo que começou por ser átomo também.” – Allan Kardec.

10 de junho de 2011

Perda da Identidade, Depuração da Alma

A imagem que os outros têm a seu respeito é um esteriótipo que você mesmo molda à elas. O conjunto de características, gostos, preferências e gírias que cada um possui nada mais é que a identidade que se idealiza ter e que tentamos desenvolver com o passar dos dias de nossas vidas. O indivíduo escolhe as peças do quebra cabeça que mais lhe agrada, montando-o e criando a imagem desejada. Esta imagem é o conjunto, o produto final, ou seja, aquilo que as outras pessoas visualizam e aceitam. Para ser aceito pelas massas ou entendido pela maioria terrestre, o ser precisa de uma identidade, um personagem bem definido; por esta razão, aquele que procura se definir, nada mais quer do que ser aceito.

Quanto mais o ser se importa com o conceito que os outros terão sobre ele, mais ele precisa de uma imagem que o configure. Afinal, sem ela, ele não pode ser “compreendido” pela sociedade ou grupo em que vive. O indivíduo que está totalmente seguro dele mesmo não precisa que outras pessoas digam como ele é visto, logo, a imagem deixa de ser necessária. Quanto mais ele se conhece e está ciente de sua existência, menos precisa se reafirmar para o próximo e mais seguro se torna. “Seguro”, não no sentido de saber QUEM é, mas sim, PARA QUÊ existe.

A segurança através da imagem é muito confundida com a plena consciência de existir. A auto-estima não pode se basear na segurança da imagem, mas sim no conhecimento interior, como parte de tudo, porque um dia, a forma exterior também desaparecerá. E então, quem seria o ser sem uma imagem definida? Quanto mais a consciência evolui, mais o ser tem a certeza do porquê de sua existência. Por isto acredito que a perda da identidade faz parte do processo de depuração do espírito. Quanto mais estamos seguros de nossa existência, menos precisamos nos reafirmar para o outro.

Entretanto, não se importar com a identidade no mundo em que vivemos pode trazer uma série de contratempos, já que, afinal, ainda estamos encarnados (e é este o desafio, por ser um processo muito complexo no qual a consciência deve estar sempre aplicada). Como disse anteriormente, o ser humano compreende por imagens, já que é um ser visual e palpável. Entende conceitos formados, estilos e símbolos. Quando um indivíduo começa a se desprender destas coisas, tipicamente terrenas, passa a ser incompreendido, justamente por não ter mais uma representação fixa. Ele perde a linguagem que faria os outros "lerem" a seu respeito. É normal, então, que ele comece a se sentir solitário e “abandonado” em uma multidão de estranhos, já que os outros não vêem nele uma personificação fácil de se compreender.

Aqueles que se encontram em uma fase como esta, se sentem perdidos, já que os demais indivíduos estão habituados a outro tipo de linguagem. Neste momento, muitas destas pessoas começam a tentar se enquadrar novamente ao grupo do qual pertenciam, procurando agir da forma como agiam, definir um novo estilo, utilizar termos e frequentar lugares específicos, na esperança de serem aceitos novamente, de retomarem a identidade e serem reintegrados na sociedade. Entretanto, agir desta maneira estimularia um grande desconforto, pois o indivíduo estaria fazendo coisas somente por uma estranha obrigação de simplesmente estar envolvido, não por sua verdadeira vontade. Algo como uma necessidade de estar incluso, responsável por o pressionar. Partir para este caminho só lhe traria mais tristezas, pois a alma estaria pedindo coisas além do superficial, além das meras "gravuras", e o que se estaría dando seria o oposto.

Através disso, é possível concluir que o caminho da evolução é realmente longo e árduo. Somente aqueles que estão totalmente preparados, seguem em frente sem olhar para trás, sem retornar ao nivel inferior. Por esta razão, digo à todos aqueles que se sentem sozinhos ou que não se vêem enquadrados aos demais, mesmo tendo um grande amor à humanidade: isto é sinal que o seu patamar de evolução já não está mais se apatdando à existência na Terra e em breve, podereis experimentar outras formas de existência. Contudo, isto só será possível tendo plena certeza de que nunca estaremos sós (embora muitas vezes nos sentimos). É preciso seguir em frente com perseverança, apesar das dificuldades, tendo a ciência de que sempre teremos mentores nos guiando e, logicamente, a Deus. É a fé que irá mostrar se o espírito está pronto ou não para lidar com outras dimensões.

26 de maio de 2011

Todos os dias são especiais em essência. Todos os segundos. Não voltam nunca mais e não são iguais em nenhuma parte do universo. Não abandone a idéia de evolução hoje, pois a estará abandonando para sempre. O amanhã é agora.

Roberta Cortez

22 de fevereiro de 2011

Teoria do Caos

O infinito é composto por inúmeros universos e cada universo é formado por um conjunto de objetos que se inter-relacionam, denominado “sistema”. Como os espaços possuem variáveis e reações específicas, que determinam a aptidão que seus elementos têm para interagir com outros, os sistemas podem ser lineares e não-lineares, abertos ou fechados.

Quando um sistema é linear, o resultado do distúrbio ocasionado sempre será proporcional à sua intensidade. Quando um sistema é não-linear ou aberto, o resultado pode ser totalmente desproporcional à intensidade do distúrbio, pois seu funcionamento sofre influências de outros elementos que estariam, teoricamente, fora de sua estância.

Os sistemas abertos servem como objeto de estudo para a Teoria do Caos, por serem dinâmicos e aleatórios. Enquanto em um sistema linear ocorre uma resposta simples e equivalente, em um sistema aberto a resposta traz resultados caóticos e imprevisíveis, devido as diversas influências recebidas.

Para entender melhor isso, basta observar as irregularidades da natureza. A atmosfera terrestre permite a interação dos mais diversificados elementos, visíveis ou invisíveis; isto nos mostra que estamos dentro de um sistema aberto e dinâmico. A formação de uma tempestade pode ser desencadeada por centenas de fatores, desde o calor excessivo, aos ventos, evaporação das águas, a translação do planeta, entre tantos outros. Os resultados do funcionamento geral da Terra são causados pela interação de elementos, de maneira aleatória.

Com este exemplo, é possível observar que o comportamento dos sistemas não-lineares, mesmo súbitos e casuais, também são governados por leis, que predispõe resultados diferentes. Tudo está interligado, através de conexões específicas, que trocam informações essenciais para cada espaço. Pequenas alterações que aparentemente nada têm a ver com o evento futuro, podem alterar todo uma previsão física. Quem já não ouviu falar na famosa teoria “Efeito Borboleta”? Ela diz, em resumo, que uma pequena variação das condições em um ponto de um sistema aberto pode gerar consequências de proporções inimagináveis. "O bater de asas de uma borboleta em Tóquio pode provocar um furacão em Nova Iorque."

Este tipo de sistema ainda pode ser complexo para a capacidade de raciocínio humano, mas se move perfeitamente, através de vibrações energéticas universais. E porque o homem raciocina tudo isso? Nós não conseguimos controlar a matéria-física da natureza, mas com relação à energia éter, isso pode se tornar possível.

Enquanto as substâncias primárias da natureza simplesmente interagem com o curso da força punjante, o homem consegue canalizar parte delas, por vontade própria. O cérebro possui uma estrutura semelhante a uma rede, localizada próximo a glândula pineal, considerada o sensor espiritual do corpo humano. Esta espécie de filtro é responsável por selecionar os elementos sutis que irão interferir no sistema psíquico, nervoso e espiritual. Assim, o indivíduo consegue estimular o funcionamento de energias específicas em seu espaço. Transformar um ambiente hostil em um local calmo e tranquilo é um exemplo simples.

Entretanto, embora o homem consiga ter este controle, também pode funcionar como um “sistema aberto de energias tênues”, quando estimula a retirada deste “filtro” cerebral. Algumas substâncias que alteram a química do órgão da consciência, desintegram parte da estrutura-rede encontrada acima da epífase, como se uma venda tivesse sido retirada por alguns minutos. Neste instante, depara-se com tudo e quase nada se controla. Acredito, inclusive, que os fractais vistos na mente do receptor, podem ser os fluxos, ondas percorridas pelas mais diversas energias de outros sistemas abertos, mais complexos.

Para quem não conhece, os fractais são figuras complexas, muitas vezes consideradas abstratas, da geometria não-euclidiana. Podem ser considerados coordenadas de um determinado espaço, cujo sistema é composto por elementos extremamente variáveis, tais como pressão, temperatura, massa, posições e velocidades relativas, ainda não experimentadas pelo homem. Quanto mais complexo o fractal, mais a configuração se torna multidimensional, com suas coordenadas determinadas de acordo com o comportamento do espaço.

Muito embora o homem tenha este filtro natural em sua consciência, a natureza lhe proporciona ferramentas para que o mesmo seja dispensado em determinadas ocasiões. Desta forma, ele consegue enxergar inúmeras dimensões, juntamente com seu funcionamento. Ao meu ver, fica claro que existe aí uma função de reconhecimento dos parâmetros universais, enquanto ser terrestre. O exercício pode se tornar simples nesta existência experimental que vivemos, basta uní-lo ao equilíbrio, já que temos a capacidade de escolha.

O caos é necessário, pois gera um resultado. Para o homem, faz parte do aprendizado e da capacidade de raciocínio. Na visão simples da coisa é possível perceber isso. Vemos que, a partir de variações mínimas, ocorrem acelerações em determinadas direções que mudam completamente o resultado de uma experiência. Como um efeito dominó, os fatos podem ser alterados a partir das mais simples, porém inesperadas, reações.

O principal objetivo é que as condições iniciais alimentem os acontecimentos, interferindo em seus resultados finais até que, depois de um tempo, os pontos estejam totalmente separados e irreconhecíveis, para uma nova metamorfose. De fato, as influências que atingem os sistemas dinâmicos abertos podem ocasionar transformações admiráveis. Isto porque, este efeito apresenta grande sensibilidade a perturbações, gerando resultados imprevisíveis, já que está aberto a interferências das mais variáveis origens. Contudo, mesmo ocorrendo ao acaso, o estado determinante neste sistema não deixa de ser um ciclo, com suas devidas coordenadas.

A descrição da mecânica de funcionamento dos sistemas abertos se dá através de dados denominados “turbulentos”, pois a complexidade dos mesmos não nos dá outra escolha, a não ser abordá-los de forma “grotesca”. A maioria das atividades microscópicas acaba sendo tratada como “ruído”, sendo que estas são variáveis que apresentam valores extremamente sutis. Isto ocorre, pois o homem ainda não pôde analisá-las com uma lei de comportamento específica. Ainda falta comprovar que aquilo que as pessoas pensam ser acaso seja um fenômeno representado por ações ordenadas. Contudo, para mim, um mínimo de constância dentro de algum sistema já o torna “inteligente”, funcional, por si só.

Mais no Livro "Universo de Deuses" por Roberta Cortez.

21 de fevereiro de 2011

Etapas da Vivência Humana

“Você vai amar muito na vida ainda. E é isso que vai te ensinar. Você vai aprender a lidar com o amor através da descoberta de sua essência.”

Eu sabia sobre desapego de forma incompleta: bens materiais, orgulho próprio, vaidade... mas e com relação as pessoas? Creio que isso foi uma benção para entender que o apego gera egoísmo; também um merecimento meu (afinal, eu mesma pedi pra me livrar destes sentimentos, não?), para aprender na prática aquilo que tanto mencionei nas páginas que escrevi: "A carcaça vai embora, o sentimento fica. E amor, não é tristeza". Se quero ensinar, preciso realmente aprender. O AP-EGO em excesso estimula o EGO-ÍSMO.

Por isso, não só agradeço imensamente a ele, mas a você também. Também a mim mesma, ao meu anjo da guarda e, obviamente, a Deus. Todos aqueles que me auxiliam em algum ciclo importante da minha vida, merecem alguma palavra minha, ao menos, já que muitas vezes não posso agradecer com um abraço ou coisa parecida.

A morte absoluta do meu ego ainda não aconteceu, mas sinto que pode acontecer ainda nessa vida. Este é o desafio do homem, através de longas e dolorosas experiências. Se ele nasce com 97% de ego e 3% de essência, quando a essência consegue falar mais alto que as invenções sociais e materialistas, atinge-se um estágio avançado na consciência. Quando matamos o ego, a pequena parcela, a mais sutil, é percebida... O coração age no lugar do cérebro e, no momento em que você está livre de pensamentos destrutivos, consegue ponderar sobre os acontecimentos da vida de maneira clara, pura e cristalina.

A essência da alma não é comparada nem ao instinto animal, nem muito menos à inteligência humana. É um intelecto a ser desenvolvido para utilização de um bem maior, em prol da humanidade e de todo o universo. É a inteligência da alma.

8 de fevereiro de 2011

A Importância do Trabalho Humanitário para o Mundo


Trabalho: Sinônimo de Escravidão
O significado da palavra trabalho remonta à origem latina: tripalium (três paus) - instrumento utilizado como instrumento de tortura para subjugar os animais e forçar os escravos a aumentar a produção. Embora na França rural, até hoje, este instrumento ainda seja usado para tal finalidade, em todas as línguas o termo se enquadrou em um substantivo abstrato, significando "agonia, tortura e sofrimento".

O tripalium, o capital e o sistema são instrumentos criadores de grande parte das anomalias da humanidade, dentre elas, a ambição, o sofrimento, citado anteriormente, o egoísmo e tantos outros. Por este motivo, antes de serem criadas determinadas invenções, creio que sentimentos como estes não existiam em uma proporção doentia, como percebemos hoje. A dimensão destes males está tão disseminada que se torna normal e irreconhecível dentro dos aspectos nocivos, já que faz parte do cotidiano do homem.


Obrigação X Prazer
Em uma era onde a natureza estava ao lado do homem primitivo, as pessoas eram livres e, embora tivessem algumas normas, não se sentiam pressionadas por leis a serem desumanamente seguidas, pois faziam o que gostavam . O trabalho era um serviço voluntário, organizado em grupos e as pessoas, viviam bem em comunidade.

Quando uma pessoa exerce uma atividade ou função de maneira espontânea, ela foi movida pelo simples prazer de exercer aquela função, não por alguma regra imposta pelo sistema.

Estas regras pressionam um ser a seguir um padrão. Elas obrigam as pessoas a se vestirem igualmente, a seguirem uma rotina, um cronograma, como se fossem robôs e isso oculta seus verdadeiros desejos, aqueles que não eram pré-moldados por ninguém. Existe uma manipulação da verdade que está dentro do indivíduo e o que ele faz não está mais dentro da sua verdadeira vontade, mas dentro do sistema criado no qual ele nasceu. Se ele nasceu dentro dele, acredita que ele é a verdade e por isto, crê que há uma obrigação em aceitá-lo, segui-lo. A profissão que deveria então ser uma prestação de serviços para toda a humanidade, se torna uma obrigação limitada, concentrada somente no indivíduo. O mau não apenas o afeta, trazendo doenças psicossomáticas, mas não ajuda na colaboração do planeta como um todo.


Objetivo das Atividades e Comportamento Humano

Obrigação = Dinheiro = Sustento Pessoal
Prazer = Prestação de serviços = desenvolvimento global

O trabalho pode ter dois objetivos: dinheiro ou prestação de serviços. Quando o trabalho é exercido com intuito capital, seu objetivo se torna restrito. O indivíduo, inconscientemente, passa a pensar somente no “próprio umbigo”. Trabalhar, ter sucesso, casa e sustento – e a importância de cuidar do mundo se ofusca. Já quando o trabalho possui como objetivo a prestação de serviços, deixa de ser individual, funcionando em prol das pessoas e consequentemente do desenvolvimento do planeta num todo, já que se tem o prazer de exercê-lo.


Sociedade HumanitáriaO homem, em harmonia com sua natureza, entrava em sintonia com os processos biológicos, psíquicos e espirituais, assim expandindo sua consciência. Conhecendo a si próprio, passava a entender o motivo de sua existência e então, pôde buscar respostas além do universo conhecido, sem deixar de lado os aspectos morais – desta maneira, era possível pensar num todo.

Mas houve um momento em que a humanidade passou a crescer muito rapidamente e os princípios morais e espirituais foram sendo abandonados. Ao observarmos fatos históricos, fica clara a evolução tecnológica que a geração pós-inquisição sofria – os sistemas impostos, o capital e tantas outras invenções adoeceram a humanidade. O mais triste é que os filhos desta sociedade nascem neste esquema pré-definido e o abraçam como realidade plena.

Quando o modelo de sobrevivência agrário deu lugar ao industrial, houve a definição dos sistemas sociais, que incluíram o capitalismo contemporâneo. Todas estas modificações, obviamente, criaram novos modelos mentais. Moldados de acordo com a forma de vida estabelecida, o homem passou a viver unicamente para o trabalho, para a conquista de bens materiais e para as obrigações governamentais. Evolui-se somente um lado do intelecto.

10 de janeiro de 2011

Existência Temporal, Eternidade Universal


Todas as forças da natureza são deuses, inclusive o homem. O ar, as águas, a eletricidade, os minerais, são energias fundamentais para cada ciclo de vivência e, independente de escala e proporção, possuem uma função essencial para o funcionamento do universo. Com o ser humano ocorre o mesmo. Embora ainda muito pequeno, sua existência é peça única no cosmos, onde toda a engrenagem se move também graças a sua atividade.

Devemos saber que, ao mesmo tempo em que somos pequenos aprendizes, somos únicos, como todos os outros seres do planeta ou do infinito. Independente das diferenças físicas, espirituais ou intelectuais, somos iguais em importância e, por esta razão, deve existir a humildade e o respeito com todo o ecossistema universal. A raça humana é abençoada por ter ciência de sua própria vida e trabalhar nesta existência de forma consciente e precisa. O homem tem a capacidade de visualizar seu tamanho em relação ao universo, refletir sobre suas ações e contemplar a eternidade – porém, ainda não sabe aproveitar tal benefício.

Não é porque somos menores que outras forças do infinito, que somos menos importantes. Mas também, não podemos ser egoístas o suficiente para pensar que nossa existência se sobrepõe as outras. Qualquer que seja a vida experimentada, deve ser colocada em prática com toda a dedicação. Devemos nos doar ao mundo em que nos encontramos para completar da melhor forma possível esta empreitada, que é única e insubstituível.

Fomos enviados a Terra para pôr em prática o amor e a união, através de nossos olhos, cérebro e coração. Como aprendizes, devemos materializar a paz e o respeito a existência superior, olhando para nós mesmos, para a natureza em que vivemos e para nossos irmãos, para que lembremos de quem realmente somos: um único organismo. Ter a ciência da nossa responsabilidade de forma verdadeira, não pesa na consciência quando se está em harmonia com seu próprio eu, pois se estará fazendo um benefício a você e a seus semelhantes.

Deus é um todo. A consciência maior de que muitos falam, a parte éter do universo. Quando essa consciência é canalizada em um organismo, ela toma características específicas, de acordo com o "corpo" em que se abrigou. Esta consciência maior é o fluído universal que os espíritas citam como energia inteligente que, quando canalizada num corpo, se torna característica temporariamente (os espíritos). O que deve ficar claro é que depois desta ou outra experiência, a consciência canalizada ou espírito, sempre voltará para a consciência maior ou fluído universal único.

Em linguagens diferentes, uma mais científica, outra, espiritual, tudo é uma coisa só: viemos do amor, da fusão de inúmeras matérias e, quando se tem este conhecimento, torna-se sábio e ciente, no mais profundo âmago de sua existência. Este amor que denominamos "Deus" nos dá tudo o que precisamos para sermos felizes; por isto, é nosso dever aproveitar todas as coisas de maneira equilibrada e consciente, utilizando a sabedoria espiritual que nos foi concebida. Ela existe para isto. Saiba usá-la. Ela está em você e, através de você, origina todo o tempo, mesmo que disso você não tenha consciência. Mesmo que tenha medo do amor, você veio do amor, desta fusão de inúmeras matérias.

O amor se materializa nos corpos para crescer, para evoluir e todas as outras energias são um complemento para o aprendizado que devemos obter. Caminhando junto com a essência do amor, é possível superar qualquer outra força, que acaba se unindo para o nosso próprio benefício, para criar o bem. Aproveitar todas as vibrações universais e moldá-las, pegá-las lá do infinito e transformá-las. Esta é a nossa função enquanto vetores da existência. O simples desejo de espalhar o conhecimento da existência do verdadeiro amor o fará evoluir, sem ao menos perceber. Aceitar o amor sem intenções é o segredo para co-existir.