23 de agosto de 2012

Eu ANULO meu voto


É triste como as pessoas são obrigadas a sustentar algo no qual não concordam viver. E essa obrigatoriedade não vem mais apenas do governo, vem dos próprios cidadãos que se dizem livres. A mídia é uma grande aliada, pois quer convencer de que agora tem a lei da "Ficha Limpa" e não há mais desculpa para não votar.... Mas pensem comigo: José Serra é ficha limpa, entretanto, deixou os hospitais abandonados quando ministro da saúde. O problema não é o candidato, mas o sistema. O poder acomoda.

Muitos dizem que não votar é não se mexer, mas estão totalmente equivocados. Eu não voto, mas me mexo para lutar a favor de outro método de organização social, pois acho que está mais do que na hora. Há alguns anos, fui até Brasilia entregar uma carta ao ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contendo informações que pudessem minimizar a desigualdade própria do sistema no qual vivemos. Fiz isso, acreditando que talvez fosse o primeiro passo a se dar em direção a um novo tipo de sistema social. Na carta, continham duas alternativas: para se candidatar, o indivíduo precisaria ser concursado e apresentar um plano de governo, uma espécie de TCC; somente ao se formar, o individuo poderia se candidatar. Ainda haveria mais uma condição: caso o candidato fosse eleito, seria obrigado a cumprir aquele "tcc" que elaborou na época do bacharelando. Assim, só aqueles que realmente se interessassem em ajudar e mudar o quadro, não só de nosso país, como mundial, entraria no meio politico. A segunda alternativa seria a seguinte: salário compatível a carga horária de trabalho + desconto salarial no cartão de ponto caso não se cumprissem as horas de trabalho de todos os eleitos (principalmente os senadores que quase nunca ocupam seu posto de trabalho, como já foi mostrado várias vezes pela midia)... isso seria um começo para que a classe politica deixasse de roubar e respeitasse a população como seres semelhantes, que se encontram no mesmo patamar que eles: somos humanos.

Acredito que esta alternativa faria com que a hierarquia ideológica e financeira, aos poucos, fosse sendo "quebrada", pois, se observarmos bem, o que mata é essa desigualdade social, proveniente do sistema monetário. Vivemos em uma pirâmide que nos faz aceitar que uns devem ter mais e outros menos, sendo que isso é um absurdo! Isso é que causa uma repressão nos demais, nos mais "fracos". Eu realmente sonho com um sistema onde não exista isso. Os recursos serem o mais naturais possíveis e reutilizáveis, o trabalho voluntário, seria consequência do início desse novo modelo e o começo de um novo sistema mais justo. Mas antes de mais nada, essa necessidade do poder, aos poucos, deveria se extinguir. Isso é totalmente possível, não na minha geração. Bem provável que eu não esteja nem mais viva, mas morrerei lutando por um sistema mais justo.

Buscamos sempre decisões a curto prazo, mas não paramos pra pensar que estas sempre são menos eficazes. Se nos unirmos, a mudança poderá demorar mais tempo, mas será efetiva, eficaz. Digo mais: poderá não ser apenas uma mudança, mas uma revolução. Só que precisamos nos unir... quebrar o que existe hoje. Ainda precisamos dar duro, trabalhar muito, para pagar contas e para nos alimentarmos, mas o que importa é não abandonar o desejo e mesmo que "em segundo plano", mexer os pauzinhos.

Pense bem: a ideia de que se você não tem dinheiro, não pode nem se alimentar, é um absurdo, mas infelizmente, é realidade. O básico para um ser humano existir está dependendo do dinheiro. Você é a favor disso? Não? Mas enquanto você votar, vai estar alimentando este governo. Não devemos ter medo. Mesmo nossa geração estando preza por este sistema, se pararmos pra pensar, existem sim outra formas de nos organizarmos e vivermos sem que tudo isso seja necessário. Você pode ver traços de que isso é possível, pois muitos já vivem de uma maneira mais sustentável, menos ambiciosa. Mas enquanto nós mesmos sustentarmos esse ideal egoísta, teremos cada vez menos chances de inserir um novo modelo de vida no mundo.

Todos nós somos lideres e podemos tudo, quando trabalhamos em grupo. Grupos focados na tecnologia, grupos focados na medicina, grupos focados nas artes, enfim... nada precisa deixar de existir. Temos inteligência suficiente pra estruturarmos infinitas formas de organização social, fora essa na qual vivemos... O que nos falta é LIBERDADE, e para alguns, DISPOSIÇÃO.



"O homem sensato adapta-se ao mundo. O homem insensato insiste em tentar adaptar o mundo a si. Sendo assim, qualquer progresso depende do homem insensato." - George Bernard Shaw

Mude o Mundo: Comece por Você!

14 de junho de 2012

Ser ou não Ser?

Não tenho medo de não pertencer a um grupo, a uma organização, porque já senti-me dissolvendo no tempo, por simples consequência da busca, do querer compreender a que o sentido se aplica. E sabe qual foi minha conclusão? Na natureza não existe expectativa, nosso cérebro que a fabrica; o sentido na verdade é fruto da imaginação humana. Inventamos a ilusão porque não temos com o que nos iludir.

Podem me achar cruel e incompreensível, mas digo que valorizo muito minha estadia nesse sistema palpável, de idéias sistêmicas, simbolos e personalidades, mas realmente, sempre penso em não estar, não ser, porque pra mim, é muito mais simples estar completo quando não se é nada, pois nessa condição, tudo se é. Tenho receio de ser, essa é a verdade. Acho difícil, muito difícil mesmo, entretanto, é a única alternativa, como SER que sou. Acredito que SER seja um experimento, apenas uma experiência, porque na verdade não se é nada. Depois de ser, não seremos. Simplesmente haverá a existência sem dogma, sem denominação alguma.

E acredito que as pessoas se sentem confortáveis sendo, pois criam expectativas para alimentar o ser delas mesmas, com a ilusão de que sempre serão. Ser algo faz o indivíduo criar expectativas e é essa expectativa que o faz ter a ilusão de que estará existindo para sempre. Sempre em atividade, sempre crescendo, nunca falindo, morrendo, deixando de ser. E então, quando essa breve possibilidade surge em seu interior, quando a "dura" realidade que está escondida no seu mais intimo foco de universo bate a porta, o desespero vem. O ser foi alimentado, alimentado, está gigante, que não sobra nada para a realidade do não ser. Do existir sem ser. Do existir sem estar moldado.

A existência de maneira formatada. Quer que eu seja sincera? Eu estou sendo por mera obrigação. Não que isso seja ruim, pelo contrário. A obrigação é necessidade e eu reconheço que tudo o que está acontecendo é pra acontecer, se não, não estaria acontecendo, mas confesso que até penso em acelerar esse processo, porque pra mim, quanto mais eu sou, parece que menos estou existindo.

Não importa que eu já não tenha mais expectativas, pois afinal, a expectativa é o foco que me dá a ilusão de que pra sempre serei; será até melhor, olhando por este ângulo. Existir não lhe dá a ilusão, mas sim, a realidade. Não lhe alimenta expectativas, mas sim, o acaso universal, a lei da natureza. Deixar de ser me faz ter a certeza de que contarei unicamente em existir e só isso já me basta.

12 de junho de 2012

Human Element




Somos uma mistura de ingredientes éteres, com ingredientes densos. Parte inteligente, parte bestial (no bom sentido da palavra). Parte intelecto, parte corpo. Parte físico, parte mental. O telúrico, sólido, também é divino, mas falível, razão pela qual, não vale a pena se apegar a ele, mas, em contrapartida, deve-se dar o melhor de si para vivê-lo, a cada segundo.

A existência é divina por si só. Já diziam os alquimistas: o homem está no meio da serpente cósmica urubouros. Bem como já diziam os cientistas: o ser humano está no meio de todas as escalas de tamanho descobertas por ele mesmo e, "incrivelmente", no meio, também, da escala de tempo por ele demarcada, através da fórmula que calcula a formação do Sistema Solar. Somos o meio, a transição do estagio material para o estagio mental ou, mistificamente falando, o espiritual. A forma como você vivencia e percebe isso dependerá da sua racionalidade e do seu equilibrio. Da sua consciência. Deguste a existência.

16 de maio de 2012

11:11

O universo é movido basicamente por duas energias opostas. A ação dessas duas forças origina o equilíbrio que, por sua vez, permite com que a eternidade se manifeste. Enquanto um morre, o outro nasce e assim, sucessivamente.

Essas duas forças podem ser chamadas basicamente de positiva e negativa. A força positiva representa a luz, a vida (gerada pela luz) e o movimento (gerado pela manifestação da vida). A força negativa, permeia a perda da luz, a ausência do movimento e a possibilidade de um novo espaço (para que uma nova vida possa se desenvolver).

Assim como masculino e feminino trabalham em perfeita harmonia para dar continuidade a nossa espécie na Terra, no restante de todo o universo não é diferente. Logicamente, as formas com que esses componentes se consolidam variam de maneira éter, física ou biológica, conforme a necessidade do espaço.

As sociedades mais primitivas reconheciam perfeitamente a “unidade” desses dois caracteres e como trabalham perfeitamente entre si. Tanto o é, que até mesmo seu sistema numérico era binário, ou seja, de apenas dois algarismos, sendo eles o “um” e o “zero”. Obviamente, o número 1 representava a parte ativa e o 0, a receptiva; um indicava quando algo estava ligado, outro, quando este mesmo mecanismo estava desligado.

Ora, esta não é uma invenção originalmente humana. Se você observar atentamente todos os aspectos conjuntos da natureza, o elemento ativo sempre será linear e o receptivo, circular ou oval. Basta estudar a história do côncavo e do convexo. Por esta razão, posso dizer com segurança que a simbologia reta, no caso do número 1, sempre irá representar o elemento ativo do universo.

O adágio sobre a hora 11:11 marcar um momento contíguo é totalmente relevante e de tão impressionante que chega a parecer, fora mistificado como “hora mágica”. Mas a verdade é que, se a natureza reserva determinada função a esta forma, sua simbologia traduz e descreve a personalidade da energia canalizada naquele momento.

Quando este momento do dia chega, não quer dizer necessariamente que alguém está pensando em você e que algum desejo seu vai se realizar na mesma semana, mas tenha certeza de que o fluxo de energia vital está mais intenso, fluindo mais intensamente, ou seja, de maneira “linear”.

11:11 indica que está tudo “ligado” naquele momento.

16 de abril de 2012

Falta de conhecimento pode interferir no livre arbítrio.

Se estamos bem e alguém nos bajula muito por isso, muitas vezes ficamos inseguros ou para baixo. Não devia ser o contrário? Nos sentirmos mais felizes, pois existe mais uma pessoa pra nos elogiar e encorajar? Sim, mas não quando esta bajulação provém de uma fonte “obscura”.

Quando estamos bem e somos muito bajulados, ficando, em seguida, para baixo, o que ocorreu foi uma drenagem de energia. Como sabemos, a energia é um caráter mutável, jamais limitado, desta forma, é possível transformá-la da maneira que mais for conveniente. Sendo assim, a pessoa que bajula muito o próximo, na verdade, não está auxiliando-o, mas sim, manipulando sua energia – isso, é claro, se você permitir. Muitos chamam isso de “vampirismo espiritual”, pois, de uma forma ou outra, a pessoa roubou a energia boa que havia em você, trazendo no lugar, insegurança e tristeza.

Mas como isso ocorre? Através da cobiça. A pessoa o elogia tanto, que o faz acreditar estar cobiçando a sua realidade; você, automaticamente, cria uma reação de auto-defesa, passando a agir de maneira egoísta para “proteger aquilo que é seu”. Então, quando você se dá conta, sua energia está totalmente modificada através da ação exterior do outro indivíduo.

Algumas pessoas fazem isso conscientemente; felizmente não é a maioria delas. A maioria não tem conhecimento de causa, acaba agindo mais por necessidade físio-espiritual. Quando um indivíduo ainda não possui força suficiente para filtrar certos tipos de energia e construir sua felicidade sozinha, acaba se sentindo perdido e desmotivado. Desta maneira, precisa buscar uma “fonte próxima” para se espelhar, ver de que tipo de energia precisa e assim, construir seu caminho, baseando-se nela. Neste momento, o indivíduo passa a admirar sua “fonte”, já que vê nela, uma nova possibilidade de existir. Essa admiração gera uma cobiça, na maioria dos casos involuntária e, consequentemente, um vício (que chamamos anteriormente de “vampirismo”). Assim, estas pessoas acabam por prejudicar quem antes estaria admirando, muitas vezes sem intenção alguma, na tentativa de "sugar" seus modos, sua energia, seu estilo de vida. Nossa sociedade a isso denomina “inveja”, mas através da observação, percebi que é algo um pouco mais além. Uma espécie de sentido despertado por indivíduos pouco evoluídos, que ainda não estão muito capacitados a transformar sua própria realidade sozinhos.

Como deixei claro que este processo, na maioria das vezes, não é intencional, quem deve ficar alerta PRIMEIRAMENTE são os que emanam a luz; ou seja, as “fontes”. A fonte deve sempre estar preparada quando seres deste grau se aproximam para que não sofra suas influências e, ao mesmo tempo, possa ajudá-los. O que devemos entender é que quanto mais alguém te bajula, mais alimenta seu ego e, por esta razão, sua felicidade pode se transformar em tristeza, caso permita ao indivíduo fazê-lo. Não dê abertura e o oriente, mostrando que a verdade não está em você, mas sim, nele mesmo (somos apenas um dos caminhos).

Muitas pessoas podem aqui me questionar: “Mas espere! Não podemos colocar a culpa de termos decaído, na outra pessoa! Temos livre arbítrio!”. Sim, claro. Todos temos livre arbítrio. Tudo é nossa escolha, mas as pessoas podem interferir nelas, se assim permitirmos.

De fato, essa drenagem de energia pode ser provocada sim por outra pessoa, mas isso só acontece quando não estamos preparados para expelir tal energia ou, como na maioria dos casos, não se tem conhecimento que algo assim pode acontecer (foi o meu caso).

Sempre fui uma pessoa muito “aberta” às outras e de muita compaixão. Por conta disso, deixava de lado o fato de ter uma individualidade energética, alegando que deveria me doar sempre à tudo e a todos. Mal sabia eu que não funcionava bem assim. Consequentemente, acabei não filtrando certas energias e “caí na armadilha”. Uma pessoa muito próxima me tinha (e creio que ainda tem) como referência, mas não se importava muito se estava alimentando ou não meu ego. Eu, sem conhecimento do controle energético que poderia ter sobre minha alma, deixei me levar e acabei entrando em uma dimensão densa e carregada, que jamais experimentei antes. Me sentia tão "louvada" que meu ego cresceu infinitamente e quando me dei conta, havia me tornado mesquinha e egocêntrica.

Não sei se essa drenagem de energia foi feita propositalmente por esta pessoa; espero que não. Contudo, posso afirmar à vocês que a falta de conhecimento interfere em nosso livre arbítrio, pois quando não somos capazes de discernir os fatos, agimos com inconsciência, já que não conhecemos as opções que temos. Hoje, saberia bem como lidar com isso. Agradeceria os elogios e simplesmente me afastaria, pois teria a consciência de que aquilo poderia me afetar, de alguma maneira.

Obviamente não podemos ser egoístas, mas precisamos manter nossa individualidade; saber o que nos fará bem ou não. Não podemos permitir que as pessoas moldem nosso plano energético como elas bem entenderem, a todo momento – propositalmente ou não. Por via de regra e ordem de equilíbrio, devemos sempre nos preservar e orientar o próximo ao mesmo. Todavia, se continuarem a agir da mesma forma, é porque preferem ser assim e jamais aprenderão a construir sua felicidade fazendo suas próprias escolhas.

4 de abril de 2012

Pedras não têm sentimentos, Plantas não sentem dor.



Eu deixo bem claro às pessoas que sou vegetariana, primeiramente, por conta da anatomia humana que, originalmente, é herbívora; nós apenas nos adaptamos à carne. Entretanto, muitos vegetarianos querem justificar sua opção através do argumento “compaixão pelos animais” e isso muitas vezes não dá certo. Não funciona porque os próprios vegetarianos estão mal informados e não sabem responder ao primeiro e principal questionamento daqueles que vão contra seus ideais: “Poxa, mas as plantas também têm sentimentos!”.

A primeira coisa que você, vegetariano “misericordioso” deve saber é que as plantas vivem sim (obviamente), mas não sentem dor, pois não possuem sistema nervoso. A unidade básica do sistema nervoso é o neurônio, célula nervosa extremamente estimulável. Estas células são as responsáveis por nos fazer reagir às dores e outras sensações nervosas. As plantas não possuem neurônios e, por esta razão, elas não sentem, apenas detectam.

As plantas possuem um mecanismo de apreciação diferente dos animais. Ao invés de sentir a reação produzida pelo próprio corpo, elas apenas percebem a situação, ou seja, o estimulo vem “de fora”, através do chamado tropismo. Tropismo são movimentos de curvatura que as plantas fazem por meio da orientação de um agente externo; estes agentes podem ser a luz, a gravidade, a água, entre tantos outros, que as auxiliam em sua reprodução e em seu crescimento. De uma forma mais simples, enquanto somos estimulados por neurônios que produzem a reação dentro de nós, fazendo-nos sentir o impacto externo, as plantas são guiadas por subsídios que estão fora dela, fazendo com que elas apenas detectem os acontecimentos.

Logicamente, devemos respeitar as plantas. Não é conveniente abusar delas, porque são a nossa fonte primária de alimentação e de sobrevivência, já que além de nos alimentar, respiramos graças a elas. Nós, de fato, devemos tê-las como “aliadas”, não rivais; admirá-las, respeitá-las, colher, mas também plantar. Afinal, elas estão aí pra isso.

Enfim, os não são vegetarianos também devem se atentar ao que estou falando: pedras não têm sentimentos, plantas não sentem dor. Ambos não têm cérebro e nem tecido nervoso. Como mencionei acima, as plantas, possuem um mecanismo diferente de nós, que apenas detecta estímulos do meio ambiente. Embora se diga muito - erroneamente - que tal processo se assemelhe à transmissão de um impulso nervoso, é importante deixar claro que não existe tecido nervoso nem nos vegetais, nem nos minerais.

Se soubermos explicar com detalhe e de maneira consciente o motivo pelo qual o vegetarianismo é relevante, os mais ignorantes vão poder levá-lo a sério. Você pode defender o fato de que não come carne por conta de sua compaixão pelos animais, mas deve saber transmitir isso às pessoas de forma séria e informativa, não sentimental. Contudo, se não souber, não tem problema. Existe um motivo primeiro para ser vegetariano: nossa própria anatomia e o respeito pelo seu corpo (no aspecto físico e energético).

10 de março de 2012

A verdade sobre o ATEÍSMO

Muitos afirmam que o ateísmo também é uma religião, por ser um grupo de pessoas que, de certa forma, também têm uma crença. Mas estão errados.

O ateísmo não é uma religião, pois religião é um conjunto de crenças que estabelece uma ponte entre natural e sobrenatural, relacionando a humanidade com a espiritualidade. Um ateu não acredita em uma divindade, nem em espíritos, somente naquilo que está dentro do campo científico, vendo a natureza como algo estritamente físico. Por esta razão, o ateísmo não pode ser considerado uma religião, já que vai contra todas as idéias que defendem a metafísica. Obviamente, não deixa de ser um grupo que defende uma crença (a do não sobrenatural), mas não está dentro do segmento religioso/espiritual. Entretanto pode ser considerado uma seita.

Seitas são grupos formados por pessoas que defendem qualquer tipo de ideologia, sistema ou doutrina, muitas vezes sem nenhuma ligação com o além corpo. Por isto, o ateísmo se enquadra dentro deste grupo com perfeição.

Eu, por exemplo, não tenho religião alguma, mas também não sou ateísta, já que acredito no metafísico. Para mim, minha própria inteligência prova isto, já que ela é o efeito éter da minha atividade física cerebral. Além disto, prefiro não estar em um grupo específico e não me limitar a uma ideia.

Quero deixar claro aqui que todos aqueles que não têm religião, mas acreditam em deus, vêem espíritos, enfim, defendem ou são provas de que o metafísico existe, NÃO É ATEU, já que o ateísmo é contra a crença de tudo aquilo que foge do campo da física. Esta pessoa pode ser qualquer coisa, menos ateísta.

Não é porque um indivíduo não tem religião, que se torna, automaticamente, um ateu. Isso não basta. Ela precisa ir contra tudo o que é metafísico. E isso nem sempre acontece em todos os casos.

Enfim, para simplificar e evitar confusões sobre o conceito religião X ateísmo, as informações abaixo devem sempre ficar claras:

- O ateísmo não é religião, pois a religião se define à crença na espiritualidade ou no sobrenatural;
- Entretanto, não deixa de ser um grupo que defende uma crença (daqueles que não acreditam no metafísico);
- Todo o ser humano que não tiver uma religião, mas acreditar ou ser prova de que o metafísico existe, não pode ser considerado ateu, já que vai contra seu princípio.

25 de fevereiro de 2012

Mensagem Kinho

Foi impressionante quando comecei a compreender toda a realidade de um cão. Olhei bem nos olhos do meu setter e parece que estava mergulhando em sua alma, sentindo toda a sua personalidade e maneira de viver. Isso só foi possível porque ele me permitiu fazê-lo já que, através disto, começaria a me mostrar como via o universo e sentia a existência. Sua expressão era de imensa alegria e satisfação, parecia que me dizia: "Que maravilha estar perto de você! Como você é bonita!". Seu olhar estava me contemplando como algo sagrado.

Então percebi que, da mesma forma que nossa percepção aumenta quando transcendemos através de meios naturais ou do próprio exercício constante da mente, isso acontece com os cães quando vêem um humano. É como se fossemos um portal de inspiração para eles. Através da energia e da admiração que ele me passava por meio de seu olhar pude compreender como eles percebem a realidade. Então, me transmitiu a seguinte mensagem:

"Os cães querem a presença humana sempre e a todo instante, porque consideram todo momento da vida ao seu lado, uma oportunidade única de aprendizado, um milagre. Porque sentem com toda profundidade o que é existir e isso fica ainda mais claro com nossa presença. Eles a admiram. Poderiam ficar a vida toda ao lado de seu dono, pois percebem da maneira mais verdadeira o valor que ele tem; Sua essência, sua composição, sua capacidade. Ficam perplexos com tantas diferenças... e ao mesmo tempo em como somos iguais e estamos unidos. Como podemos aprender uns com os outros. Sentem como devem admirar isso, ao desejar fazer parte do homem. Afinal, és uma dávida da criação.

Os cães compreendem a existência através dos homens, assim como os homens exergam além de seus limites através de alguns portais da natureza. Eles enxergam além do que são capazes, através dos humanos. Por isso os têm como deuses. E assim a vida segue: enxergando uma etapa a mais, uns com os outros.

O mais interessante é que se todos prestarem atenção neste ciclo, também terão a mesma clarividência do cão. Será possível vizualisar a conexão que ocorre através de um cordão tênue do existir: o brilho do olhar que é a fagulha da alma... e perceberemos todo o sentido da vida. Será possível admirar o cão e tudo o mais que existe na natureza da mesma maneira que ele nos admira ali. Todos irão se maravilhar com a beleza dos seres, suas diferenças, sua função. E poderemos entender como somos diversos e ao mesmo tempo, como estamos existindo no mesmo momento. Como podemos ser iguais se quisermos, se tivermos a conexão e vermos tudo da mesma maneira. Deves perceber o mundo da mesma maneira que um cão... sem o cérebro, com a alma. Daí então, compreenderemos todo o mistério da vida."

A visão do ser caracteriza sua Espiritualidade

Vimos que cada universo enxerga determinada realidade de maneira diferente. A verdade sofre influências quando passa pelo filtro de percepção de cada indivíduo, fazendo com que seja descrita de acordo com seu sistema de informações, valores e também de seu organismo. O ponto de vista de um ser nada mais é que seu conjunto de informações particulares, sua opinião formada de acordo com as experiências vividas, sobre algo existente. É ele que dará a nuance específica de seu eu em uma realidade específica. Sendo assim, ao estudar as diferentes consciências e mecanismos de visualização, é possível descobrir muito sobre a personalidade, a constituição e o funcionamento mental de cada ser, já que o que muda não é a realidade e sim, e sim a maneira de se vê-la. A visão seria a parte orgânica de interpretação do universo. A parte mecânica da consciência que observa. Por esta razão, a maneira com que cada sistema óptico trabalha também está ligada às características psíquicas e emocionais do ser.

De maneira mais simples: são encontrados traços da personalidade e do organismo de um indivíduo na interpretação que ele faz em relação a uma realidade. E, certamente, se o modo de visualização do espaço caracteriza a mentalidade e a composição física do ser, também caracteriza sua espiritualidade.

Tive essas conclusões ao observar o comportamento dos gatos. Diferente da maioria dos animais domésticos, o gato possui temperamento independente, preferindo estar mais isolado de outros animais, bem como de muito barulho ou confusão. Comecei então a penetrar no universo felino, como o gato via e percebia tudo ao seu redor; a começar por sua linguagem corporal. Os gatos possuem movimentos rápidos e precisos – como quando sempre conseguem cair em pé – o que caracteriza astúcia ao lidar com situações inusitadas ou de perigo. Por isso muitos dizem que são mais “inteligentes” que a maioria dos animais domésticos. Depois, analisei o modo com que se comunicavam. Já perceberam que além do miado e dos movimentos corporais, o gato possui várias outras maneiras de transmitir seus pensamentos, desejos e sentimentos? Os ronronares, os bufos e os seus famosos gritos. Entretanto, preferem uma comunicação mais silenciosa ao invés de ficarem miando por aí. Isso demonstra que estes animais possuem atitude menos impulsiva e mais analítica. Talvez seja este o motivo pelo qual pareçam mais “frios”. Então, quando associei todas essas características ao tipo de visão dos bichanos, percebi que realmente seu comportamento estava ligado ao modo com que o mundo era visto por eles. Os gatos, assim como qualquer ser vivente, age e interpreta as coisas, de acordo com sua consciência e sua visão, sendo que a visão é o instrumento físico de sua consciência.

O jeito que um gato vê as coisas é bem diferente do ser humano. Sua visão detecta muitas coisas que nossos olhos não conseguem captar como por exemplo, movimentos sutis e o calor dos objetos. Vale ressaltar a grande capacidade que têm para enxergar em ambientes de baixíssima luminosidade. Os olhos dos gatos possuem uma membrana dentro do globo ocular que reestimula a luz sobre a retina, quando é refletida em sua cavidade. A luz é absorvida e os olhos passam a agir como um farol, aprimorando a visão noturna. De fato, o que está oculto as nossas vistas, está claro a visão felina. Talvez seja por isto que consideramos os gatos seres “misteriosos”, já que eles vêem o que nos é mistério.

Analisando o comportamento dos gatos, foi possível perceber que o modo com que um ser vê o mundo caracteriza sua espiritualidade. Neste caso, a personalidade de um indivíduo é o subsídio para conhecermos seu universo. Ela é a nuance que sua consciência proporciona à realidade. Acredito que este esquema pode ser aplicado para se analisar qualquer outro ser vivo. Nós humanos, por exemplo, somos seres extremamente emotivos e curiosos. Posso dizer que uma parte se sente atraída e a outra possui certo receio do desconhecido. Este comportamento está intimamente ligado ao modo como vemos o mundo.

A cor da luz é RGB. Em contato com as superfícies, ela se transforma em CMYK (ciano, magenta, amarelo e preto). Nós enxergamos em CMYK, por isto que sem a luz não enxergamos. Para que nossos olhos possam ver algo, a luz precisa entrar em contato com alguma superfície e então, revelar o objeto ou a substância. Se tudo o que o homem enxerga ao seu redor é graças a luz, tudo o que está claro para ele, o traz segurança. Aquilo que ele não consegue ver ou provar pode atormentar seu senso de conhecimento ou lhe instigar a encontrar o que ainda não foi descoberto. A ausência de luz representa o desconhecido, aquilo que não se pode ver. Isto explica porque muita gente tem medo do escuro.

Um outro exemplo é o cão, que enxerga preto e branco e é profundamente ligado ao homem. Seu universo precisa das cores que caracterizam a emoção humana; possui grande necessidade de amor, carinho e companhia. Neste diagrama energético-comportamental, o homem poderia aprender muito com os gatos e os cães, serem seus protetores e companheiros.

Tudo está ligado na natureza através de leis que nós, enquanto humanos, não conseguimos comprovar. Se bem que eu acredito que comprovar seja o menos necessário... O mais importante mesmo seria interpretá-las. Eu poderia dar vários outros exemplos, mas não tenho conhecimento científico sobre a anatomia das tantas outras espécies existentes neste mundo. Até porque, além de um estudo biológico, isso exigiria uma grande pesquisa psíquica e físico-energética. Contudo, através de poucas observações, é possível perceber sim, que o corpo é um instrumento que está adequado a qualidade mental do espírito e que ambos o fazem experimentar uma parte específica da realidade.

Analisando as ações de um ser vivo, é possível saber quem ele é e como vê o universo. Isto porque, sua interpretação da realidade estará ligada ao modo com que vê o espaço. Nossa visão caracteriza nossa espiritualidade.

12 de fevereiro de 2012

Dizem que sou louco...

Um pedido é sempre uma parte de mim. Uma peça perdida, jogada ao vento, dispersa no espaço, que precisa ser encontrada. É graças a essa sensação que o ideal desperta um desejo primordial de mudança, de acontecer. Onde tudo acaba sendo uma linha de pensamento, complexa, que exige extremo cuidado ao ser executada e por isto, está longe de tudo o que conhecemos por aqui; desconexa, ao mesmo tempo em que tenta conectar-se. Um anseio, uma filosofia, um modo de viver. Uma utopia tão utópica que chega a ser convincente de que pode ser real. Então, chega o ponto revelador do meu existir: as ideias é que são utópicas, impossíveis de serem realizadas ou a minh'alma a utopia? Uma mente que cria realidades além do tempo através de um conjunto de ideias totalmente possíveis. Ideias que acabam se tornando irreais no espaço-tempo atual, pelo espírito poético que seria meu eu? Certamente é a segunda opção. Estou certa, pois a reflexão nada mais é que a busca pela resposta. E a resposta está dentro de nós mesmos.

18 de janeiro de 2012

Verdade

Se o conteúdo do universo depende da consciência do observador, a verdade pode não ser verdade, dependendo do ponto de vista de cada um? Não. O que seria da verdade se ela fosse relativa? Ela não existiria, seria mentira. O fato de cada ser visualizar uma situação ou objeto de acordo com seu universo, não exclui o fato do conteúdo continuar existindo.

A verdade existe. O que muda são os pontos de vista em relação à ela. Para uns ela pode ser dura, cruel, para outros, pode ser maravilhosa e benéfica. A situação também pode interferir no modo de se compreender a realidade. Um indivíduo pode achar relevante aceita-la ou não da maneira como a vê e, neste caso, pode distorcê-la de acordo com sua necessidade, da maneira que lhe é conveniente. Entretanto, também vai depender da consciência do observador fazê-lo (mas ela vai continuar existindo).

O que acontece é que a maioria das pessoas tem uma grande dificuldade em aceitar a existência da verdade, em sua plenitude e justificam de maneira grotesca a ausência da mesma. Todo efeito possui uma causa, é a lei da natureza, da existência. A verdade deve ser atribuída a algo, sempre. Jamais deve ser tida como algo que não existe de maneira absoluta, em certos casos. Até porque, novamente digo, se ela não existisse, seria mentira.

As pessoas precisam ter consciência de que a maneira que se vê a realidade é “culpa” exclusivamente delas. A forma com que visualizam qualquer coisa depende exclusivamente de sua mente, de seu universo, mas isso não vai mudar a essência daquela verdade, o porque de sua existência. É um pouco complicado a princípio, mas com um pouco mais de reflexão e menos intervenção do ego, se torna simples.

É preciso visualizar a situação de forma abrangente e não individual. Aquilo que mais parecer simples e coerente para o decorrer do universo, para a ordem natural das coisas, é a verdade em, essência. Se está sendo bom ou ruim, vai depender de seu gosto, de seu estilo de visa, de seu comodismo (no bom sentido da palavra), resumindo, de seu universo. E isso não é nada demais, porque, afinal, é a lei da vida, em todos os casos. O conteúdo do universo sempre vai depender da consciência do observador – mas isso não muda o modo com que as coisas se movem nele. Se você enxergar a situação de maneira abrangente, vai perceber.

Para concluir o tema, quero deixar claro que o modo que um indivíduo enxerga a verdade não precisa mudar, mesmo quando ele tem o conhecimento de que a realidade plena não coincide com sua opinião. Ele pode ter ciência da verdade em sua forma mais plena, mas continuar tendo sua visão pessoal sobre ela, basta simplesmente aceitar que esta é uma forma individual de consideração. O que nunca devemos é excluir a possibilidade de existir uma verdade acima de todos os nossos critérios. Afinal, se a verdade não existisse, ela seria mentira.

Sabedoria (Funcionamento da Consciência)

Ironicamente, o que nos faz evoluir eternamente e nos tornarmos seres cada vez mais sábios, é termos a ciência de que nunca chegaremos ao fim de tudo. Só dessa maneira o aprendizado será eterno. De uma forma mais resumida, o caminho para a evolução constante é a humildade. Nós podemos tudo quando sabemos que tudo é infinito, pois assim, entramos num ciclo eterno de aprendizado.

Nós podemos TUDO quando percebemos que TUDO é infinito... a própria palavra já diz, não? TUDO abrange todas as coisas do universo. Ser humilde para perceber isso, é não ter pressa para conhecer a eternidade, afinal, ela não tem fim. É crescer a cada dia, ser parte sempre de algo, não se LIMITAR. A humildade te faz crescer, pois quando você pensa que sabe tudo, não pode aprender mais nada.

O conhecimento é também um tipo de energia. Costumo chama-la de energia inteligente. É o aspecto da mente, o que ela “respira”. Assim como a massa do nosso corpo respira oxigênio para poder viver. Só que o conhecimento é éter, não é orgânico. Por isso ele é eterno. A isso, os mais religiosos chamam de espírito. Mente pulsante de conhecimento, que denominamos “consciência”. A consciência tem conhecimento de sua existência por si só. Mesmo quando o corpo dorme, ela continua existindo. Mesmo quando o corpo morre, ela está viva, na mente de outras pessoas, pois o homem morre, mas o conhecimento permanece. Ele não é orgânico, novamente digo, ele é éter. Os ensinamentos ficam, permanecem flutuando na atmosfera de qualquer existência, de qualquer tempo ou espaço.

Quanto mais temos conhecimento, mais estamos fazendo nossa mente respirar. Crescer, evoluir. E quando sabemos que o TUDO é a ETERNIDADE, pois abrange a todas as coisas, fazemos nosso “espírito” crescer a cada dia mais, pois não limitamos o tamanho de nossas mentes, a capacidade de armazenar conhecimento em nossa consciência. Podemos tudo.

Se o espaço é infinito, faz algum sentido você chegar ao final de tudo? Depois, o que restaria? Se você acha que sabe ou poderá saber todas de as coisas, depois não haveria mais NADA para ser descoberto. A consciência não é orgânica, é éter. Se o conhecimento não morre, a arte de aprender também deve ser eterna.