25 de fevereiro de 2012

Mensagem Kinho

Foi impressionante quando comecei a compreender toda a realidade de um cão. Olhei bem nos olhos do meu setter e parece que estava mergulhando em sua alma, sentindo toda a sua personalidade e maneira de viver. Isso só foi possível porque ele me permitiu fazê-lo já que, através disto, começaria a me mostrar como via o universo e sentia a existência. Sua expressão era de imensa alegria e satisfação, parecia que me dizia: "Que maravilha estar perto de você! Como você é bonita!". Seu olhar estava me contemplando como algo sagrado.

Então percebi que, da mesma forma que nossa percepção aumenta quando transcendemos através de meios naturais ou do próprio exercício constante da mente, isso acontece com os cães quando vêem um humano. É como se fossemos um portal de inspiração para eles. Através da energia e da admiração que ele me passava por meio de seu olhar pude compreender como eles percebem a realidade. Então, me transmitiu a seguinte mensagem:

"Os cães querem a presença humana sempre e a todo instante, porque consideram todo momento da vida ao seu lado, uma oportunidade única de aprendizado, um milagre. Porque sentem com toda profundidade o que é existir e isso fica ainda mais claro com nossa presença. Eles a admiram. Poderiam ficar a vida toda ao lado de seu dono, pois percebem da maneira mais verdadeira o valor que ele tem; Sua essência, sua composição, sua capacidade. Ficam perplexos com tantas diferenças... e ao mesmo tempo em como somos iguais e estamos unidos. Como podemos aprender uns com os outros. Sentem como devem admirar isso, ao desejar fazer parte do homem. Afinal, és uma dávida da criação.

Os cães compreendem a existência através dos homens, assim como os homens exergam além de seus limites através de alguns portais da natureza. Eles enxergam além do que são capazes, através dos humanos. Por isso os têm como deuses. E assim a vida segue: enxergando uma etapa a mais, uns com os outros.

O mais interessante é que se todos prestarem atenção neste ciclo, também terão a mesma clarividência do cão. Será possível vizualisar a conexão que ocorre através de um cordão tênue do existir: o brilho do olhar que é a fagulha da alma... e perceberemos todo o sentido da vida. Será possível admirar o cão e tudo o mais que existe na natureza da mesma maneira que ele nos admira ali. Todos irão se maravilhar com a beleza dos seres, suas diferenças, sua função. E poderemos entender como somos diversos e ao mesmo tempo, como estamos existindo no mesmo momento. Como podemos ser iguais se quisermos, se tivermos a conexão e vermos tudo da mesma maneira. Deves perceber o mundo da mesma maneira que um cão... sem o cérebro, com a alma. Daí então, compreenderemos todo o mistério da vida."

A visão do ser caracteriza sua Espiritualidade

Vimos que cada universo enxerga determinada realidade de maneira diferente. A verdade sofre influências quando passa pelo filtro de percepção de cada indivíduo, fazendo com que seja descrita de acordo com seu sistema de informações, valores e também de seu organismo. O ponto de vista de um ser nada mais é que seu conjunto de informações particulares, sua opinião formada de acordo com as experiências vividas, sobre algo existente. É ele que dará a nuance específica de seu eu em uma realidade específica. Sendo assim, ao estudar as diferentes consciências e mecanismos de visualização, é possível descobrir muito sobre a personalidade, a constituição e o funcionamento mental de cada ser, já que o que muda não é a realidade e sim, e sim a maneira de se vê-la. A visão seria a parte orgânica de interpretação do universo. A parte mecânica da consciência que observa. Por esta razão, a maneira com que cada sistema óptico trabalha também está ligada às características psíquicas e emocionais do ser.

De maneira mais simples: são encontrados traços da personalidade e do organismo de um indivíduo na interpretação que ele faz em relação a uma realidade. E, certamente, se o modo de visualização do espaço caracteriza a mentalidade e a composição física do ser, também caracteriza sua espiritualidade.

Tive essas conclusões ao observar o comportamento dos gatos. Diferente da maioria dos animais domésticos, o gato possui temperamento independente, preferindo estar mais isolado de outros animais, bem como de muito barulho ou confusão. Comecei então a penetrar no universo felino, como o gato via e percebia tudo ao seu redor; a começar por sua linguagem corporal. Os gatos possuem movimentos rápidos e precisos – como quando sempre conseguem cair em pé – o que caracteriza astúcia ao lidar com situações inusitadas ou de perigo. Por isso muitos dizem que são mais “inteligentes” que a maioria dos animais domésticos. Depois, analisei o modo com que se comunicavam. Já perceberam que além do miado e dos movimentos corporais, o gato possui várias outras maneiras de transmitir seus pensamentos, desejos e sentimentos? Os ronronares, os bufos e os seus famosos gritos. Entretanto, preferem uma comunicação mais silenciosa ao invés de ficarem miando por aí. Isso demonstra que estes animais possuem atitude menos impulsiva e mais analítica. Talvez seja este o motivo pelo qual pareçam mais “frios”. Então, quando associei todas essas características ao tipo de visão dos bichanos, percebi que realmente seu comportamento estava ligado ao modo com que o mundo era visto por eles. Os gatos, assim como qualquer ser vivente, age e interpreta as coisas, de acordo com sua consciência e sua visão, sendo que a visão é o instrumento físico de sua consciência.

O jeito que um gato vê as coisas é bem diferente do ser humano. Sua visão detecta muitas coisas que nossos olhos não conseguem captar como por exemplo, movimentos sutis e o calor dos objetos. Vale ressaltar a grande capacidade que têm para enxergar em ambientes de baixíssima luminosidade. Os olhos dos gatos possuem uma membrana dentro do globo ocular que reestimula a luz sobre a retina, quando é refletida em sua cavidade. A luz é absorvida e os olhos passam a agir como um farol, aprimorando a visão noturna. De fato, o que está oculto as nossas vistas, está claro a visão felina. Talvez seja por isto que consideramos os gatos seres “misteriosos”, já que eles vêem o que nos é mistério.

Analisando o comportamento dos gatos, foi possível perceber que o modo com que um ser vê o mundo caracteriza sua espiritualidade. Neste caso, a personalidade de um indivíduo é o subsídio para conhecermos seu universo. Ela é a nuance que sua consciência proporciona à realidade. Acredito que este esquema pode ser aplicado para se analisar qualquer outro ser vivo. Nós humanos, por exemplo, somos seres extremamente emotivos e curiosos. Posso dizer que uma parte se sente atraída e a outra possui certo receio do desconhecido. Este comportamento está intimamente ligado ao modo como vemos o mundo.

A cor da luz é RGB. Em contato com as superfícies, ela se transforma em CMYK (ciano, magenta, amarelo e preto). Nós enxergamos em CMYK, por isto que sem a luz não enxergamos. Para que nossos olhos possam ver algo, a luz precisa entrar em contato com alguma superfície e então, revelar o objeto ou a substância. Se tudo o que o homem enxerga ao seu redor é graças a luz, tudo o que está claro para ele, o traz segurança. Aquilo que ele não consegue ver ou provar pode atormentar seu senso de conhecimento ou lhe instigar a encontrar o que ainda não foi descoberto. A ausência de luz representa o desconhecido, aquilo que não se pode ver. Isto explica porque muita gente tem medo do escuro.

Um outro exemplo é o cão, que enxerga preto e branco e é profundamente ligado ao homem. Seu universo precisa das cores que caracterizam a emoção humana; possui grande necessidade de amor, carinho e companhia. Neste diagrama energético-comportamental, o homem poderia aprender muito com os gatos e os cães, serem seus protetores e companheiros.

Tudo está ligado na natureza através de leis que nós, enquanto humanos, não conseguimos comprovar. Se bem que eu acredito que comprovar seja o menos necessário... O mais importante mesmo seria interpretá-las. Eu poderia dar vários outros exemplos, mas não tenho conhecimento científico sobre a anatomia das tantas outras espécies existentes neste mundo. Até porque, além de um estudo biológico, isso exigiria uma grande pesquisa psíquica e físico-energética. Contudo, através de poucas observações, é possível perceber sim, que o corpo é um instrumento que está adequado a qualidade mental do espírito e que ambos o fazem experimentar uma parte específica da realidade.

Analisando as ações de um ser vivo, é possível saber quem ele é e como vê o universo. Isto porque, sua interpretação da realidade estará ligada ao modo com que vê o espaço. Nossa visão caracteriza nossa espiritualidade.

12 de fevereiro de 2012

Dizem que sou louco...

Um pedido é sempre uma parte de mim. Uma peça perdida, jogada ao vento, dispersa no espaço, que precisa ser encontrada. É graças a essa sensação que o ideal desperta um desejo primordial de mudança, de acontecer. Onde tudo acaba sendo uma linha de pensamento, complexa, que exige extremo cuidado ao ser executada e por isto, está longe de tudo o que conhecemos por aqui; desconexa, ao mesmo tempo em que tenta conectar-se. Um anseio, uma filosofia, um modo de viver. Uma utopia tão utópica que chega a ser convincente de que pode ser real. Então, chega o ponto revelador do meu existir: as ideias é que são utópicas, impossíveis de serem realizadas ou a minh'alma a utopia? Uma mente que cria realidades além do tempo através de um conjunto de ideias totalmente possíveis. Ideias que acabam se tornando irreais no espaço-tempo atual, pelo espírito poético que seria meu eu? Certamente é a segunda opção. Estou certa, pois a reflexão nada mais é que a busca pela resposta. E a resposta está dentro de nós mesmos.