4 de abril de 2012

Pedras não têm sentimentos, Plantas não sentem dor.



Eu deixo bem claro às pessoas que sou vegetariana, primeiramente, por conta da anatomia humana que, originalmente, é herbívora; nós apenas nos adaptamos à carne. Entretanto, muitos vegetarianos querem justificar sua opção através do argumento “compaixão pelos animais” e isso muitas vezes não dá certo. Não funciona porque os próprios vegetarianos estão mal informados e não sabem responder ao primeiro e principal questionamento daqueles que vão contra seus ideais: “Poxa, mas as plantas também têm sentimentos!”.

A primeira coisa que você, vegetariano “misericordioso” deve saber é que as plantas vivem sim (obviamente), mas não sentem dor, pois não possuem sistema nervoso. A unidade básica do sistema nervoso é o neurônio, célula nervosa extremamente estimulável. Estas células são as responsáveis por nos fazer reagir às dores e outras sensações nervosas. As plantas não possuem neurônios e, por esta razão, elas não sentem, apenas detectam.

As plantas possuem um mecanismo de apreciação diferente dos animais. Ao invés de sentir a reação produzida pelo próprio corpo, elas apenas percebem a situação, ou seja, o estimulo vem “de fora”, através do chamado tropismo. Tropismo são movimentos de curvatura que as plantas fazem por meio da orientação de um agente externo; estes agentes podem ser a luz, a gravidade, a água, entre tantos outros, que as auxiliam em sua reprodução e em seu crescimento. De uma forma mais simples, enquanto somos estimulados por neurônios que produzem a reação dentro de nós, fazendo-nos sentir o impacto externo, as plantas são guiadas por subsídios que estão fora dela, fazendo com que elas apenas detectem os acontecimentos.

Logicamente, devemos respeitar as plantas. Não é conveniente abusar delas, porque são a nossa fonte primária de alimentação e de sobrevivência, já que além de nos alimentar, respiramos graças a elas. Nós, de fato, devemos tê-las como “aliadas”, não rivais; admirá-las, respeitá-las, colher, mas também plantar. Afinal, elas estão aí pra isso.

Enfim, os não são vegetarianos também devem se atentar ao que estou falando: pedras não têm sentimentos, plantas não sentem dor. Ambos não têm cérebro e nem tecido nervoso. Como mencionei acima, as plantas, possuem um mecanismo diferente de nós, que apenas detecta estímulos do meio ambiente. Embora se diga muito - erroneamente - que tal processo se assemelhe à transmissão de um impulso nervoso, é importante deixar claro que não existe tecido nervoso nem nos vegetais, nem nos minerais.

Se soubermos explicar com detalhe e de maneira consciente o motivo pelo qual o vegetarianismo é relevante, os mais ignorantes vão poder levá-lo a sério. Você pode defender o fato de que não come carne por conta de sua compaixão pelos animais, mas deve saber transmitir isso às pessoas de forma séria e informativa, não sentimental. Contudo, se não souber, não tem problema. Existe um motivo primeiro para ser vegetariano: nossa própria anatomia e o respeito pelo seu corpo (no aspecto físico e energético).

2 comentários:

Fidelis Scientia disse...

Acho que voçês deviam ter mais humildade quando dizem o que está certo ou errado e falam de boca cheia como se fossem cientistas, no que toca à consciência das plantas ainda muito pouco se sabe, mas as recentes descobertas revelam que as plantas são seres conscientes e muito mais fascinantes do que alguma vez imaginámos, como é que este tipo de inteligência opera sem um cérebro, isso ainda não se sabe, mas está provado que, entre outras coisas, as plantas reconhecem os seus irmãos, a mãe cuida dos seus filhos, diferentes espécies comunicam e interagem entre si, etc, para aprender estas e outras coisas basta seguir o link:

http://www.youtube.com/watch?v=G8hInOEfmgQ

Roberta Cortês disse...

Conscientes, mas isso é ciência. Elas percebem, mas não sentem. Isso é comprovação. Estude (bem profundamente) e me conteste.