2 de novembro de 2013

Consciência Coletiva ≠ Prática

O difícil é tomar essa consciência. Se todos trabalhamos unidos, a coisa flui melhor; com certeza falta amor, logo, pensamento coletivo... Virar e pensar no próximo.... Porque se um deixa de fazer, o outro tem que fazer em dobro. Isso é justo?

Somos donos de toda a responsabilidade sim. E responsáveis por tudo - como deuses. É preciso ter essa consciência, só assim haverá harmonia. Mas isso é algo que vem de dentro, é um desejo natural. Até pensamos assim, mas na prática, torna-se cansativo, precisamos lutar e arriscar até mesmo nossa aceitação, pelo justo.

A maioria livra-se da responsabilidade, é mais confortável... passando a mão na própria cabeça. Porém, isso legitima que suas coisas já são suficientes e por isso, você acaba deixando de fazer - por achar que está certo, por ser justo apenas com você.

Eis que você deixa de pensar no todo; e é exatamente isso que faz você se tornar uma bactéria - afinal, você deixa de fazer, por achar que está "fazendo muito". Você deixa de fazer, por achar que não está certo. Que o mundo é injusto, apenas com você. Nesse jogo, a carga vai toda para o próximo, sem que você perceba. Você fica bem, já seus semelhantes, com as mãos calejadas... em troca do seu conforto.

25 de agosto de 2013

Frieza

Diante da vida me pego em um monólogo de interpretação que questiona a mim mesma. Logo em seguida, vem o sentimento de esperança de quetudo irá melhorar, cedo ou tarde, uma espécie de confiança demasiada na vida eno destino. Destino? Pode ser que sem o precipício não haveria perspectiva, maspor qual razão? Até mesmo porque, seguindo tal raciocínio, não existe destino,mas sim, uma fé que se reproduz pelo abismo certo que há na frente. Seria algonecessário pra que nos tornemos realmente mais fortes ou um sentimentoinvoluntário que surge pelo fato de, simplesmente, não conseguimos aceitar aderrota? No entanto, de fato, este é um instrumento contraditório de reflexãosobre a melhora, porque quanto mais se erra, mais se espera estar certo. O errolhe induz a acreditar que sempre poderá acertar, sendo que na verdade, você apenascriará outras expectativas em cima de novos e diferentes erros.

Logo, dormindo pouco, acordando muito, entro numa expectativa de não mais ter, apenas estar dentro do círculo imaginário do inconsciente,muitas vezes tido como avassalador e perspicaz. Na verdade, gélido, frio, para além da coletividade, mais próximo do mineral e, por isso, mais existencial. A perda disso tudo talvez seja algo que incentive o abandono das coisas para o simples tudo, imparcial. Não conjecturar perante o multiverso, tão próximo,evita a confusão, incentiva a conexão plena, sem medos, sem culpas, para além do que imaginamos, talvez por medo do futuro não se faz, por medo de deixar aquilo que nos prende aqui na Terra.

18 de julho de 2013

Por que somos um?

Se nos analisarmos bem, veremos que somos plenamente iguais uns aos outros, porém em graus diferentes, de acordo com o desenvolvimento e experiência vivida. 

Se todos temos um pouco de cada um, podemos concluir que cada indivíduo é uma parte diferente dele mesmo. Cada ser humano que você vê de maneira "externa", na verdade, é um reflexo, uma continuação de você mesmo. Como se houvesse partes mais ou menos desenvolvidas de um lado da sua personalidade: algumas mais rebeldes, outras mais tranquilas, pensantes, vingativas, questionadoras... 

O que você não possui, sua outra parte, livre e independente, desenvolveu por razão e vida própria. Por isso, por mais diferente que alguém pareça, na verdade, é fator primordial para fazer-te entender a você mesmo. O que te falta? O que te sobra? Na verdade NADA. Somos completos. Tudo pode ser encontrado e equilibrado através de sua outra parte.

É também por este motivo que, ao fazer mal para um semelhante, você machuca a você mesmo.

No bom sentido, não passamos de partes: algumas mais ativas, outras mais medrosas. Partes: individuais, porém fragmentos de um todo. Continuações mais ou menos acentuadas. Cada pessoa que você vê é parte de você mesmo. Entenda-as para entender a si próprio. 


 Cada homem é uma parte mais desenvolvida de lados menos (ou mais) pulsantes que você mesmo possui. São eles que vão desenvolver um lado faltante de sua existência para a harmonia do todo.

18 de junho de 2013

As vantagens do Apartidarismo

Fiquei muito feliz com que vi ontem. De um modo geral, uma nação madura, pensante, humanista. O que eu sempre almejei, está acontecendo de maneira natural, parte pela herança dos nossos pais e avós, parte pelas ferramentas disponíveis. A internet se tornou uma grande aliada, porque facilitou o acesso à informação e despertou um certo foco de responsabilidade que estava adormecido na maior parte das mentes - provavelmente por conta do grande volume de lixo midiático produzido afim de distrair nosso povo.

Eu sempre confiei na internet: ela é o reflexo do mundo real, porém bem mais facilitadora. Claro que existe o lado alienado, mas também há o lado pensante. Além disso, o mais interessante é que, como aqui as informações estão muito mais acessíveis (diferente do mundo físico), poucos vão optar por continuar submissos, de maneira consciente. Se a informação está ao seu lado, por que não absorvê-la? Perceba que temos uma ferramenta magnífica em nossas mãos para começar a escrever um novo momento.

Cito sobre a internet por sua característica unificadora, essencial para a mudança que estamos construindo nesse momento da história, o qual pede menos individualismo e mais sensibilidade. Antes a web era apenas um meio de entretenimento e aprendizagem, mas aquilo que parecia inofensivo, se tornou um grande instrumento de apoio e, sem que desse tempo de se notar, acabou fugindo do controle dos “tubarões” - vamos aproveitar isso. Quanto mais os meios que trabalham a união de pensamentos são trabalhados, mais mudanças positivas são geradas.

O que isso tem a ver com o apartidarismo? Estreitar o relacionamento entre os homens gera empatia e é isso que ainda falta pra nós. Partidos são fragmentos, por isso não representam a união. Na contemporaneidade, a individualização de classes acabou gerando este modelo político que favorece uns e escraviza outros, sendo que todos temos direitos iguais e a mesma voz ativa em uma sociedade (principalmente em se tratando de uma república).

Isso ainda se agravou pelo esforço gerado para se manter tal sistema. Sei que parece clichê, mas o modelo capitalista acabou deixando as pessoas cada vez mais maquinárias e frias por exigir demais delas. O tempo ficou mais curto, não sobrando espaço para refletir ou até mesmo filosofar, capacidade vital que nos torna humanos, ou seja, que nos diferencia dos robôs. Quem é que quer uma sociedade individualista e, ainda por cima, fria? Que não pensa? Somos humanos ou zumbis?

Acredito na ideologia política que se baseia na ausência da hierarquia. Todos somos líderes, o que existe são representantes. Muitos torciam e ainda torcem o nariz quando colocava esta questão, dizendo ser algo incoerente. Mas me respondam: porque alguém que é apartidário não pode ser politicamente engajado? Eu e mais um grande número de pessoas pensa assim. Podemos não apoiar certa postura e ainda sim, cobrar outra, exatamente pelo motivo de não concordar com a que está sendo seguida. E o que mais me deixou feliz ontem, foi ver que o mundo está começando a enxergar isso de maneira clara, simples, homogênea - como é para ser. 

Percebam que o apartidarismo só não seria interessante para os que ganham algo com isso. Você ganha com algum partido? Não. Você ganha com o que um representante faz por você. Partidos políticos trazem benefício SOMENTE AOS ALIADOS. Somente para estes não estaria bom.

A união de pessoas de diversas classes, credos, raças é o início de uma nova era, quem sabe de um novo tipo de sistema. Não é ser lúdico, é simplesmente não aceitar um modelo social tão cruel e injusto e lutar pra que nossos representantes se unam a nós para repensarem um novo tipo de organização. Claro que um novo tipo de sistema irá demorar a vir, mas se deixarmos de apoiar absurdos provenientes da famosa posição hierárquica (que gera desigualdade e outros valores inúteis, como status), isso vai começar a ser refletido por estudiosos e pensadores que, com certeza, poderão propor algo mais justo para todos. Porque uns tem direito a mais, enquanto outros têm menos?

Não é impossível, basta fugir daquilo que já foi pensado, implantado e que não deu certo. Não aceitar as condições é o primeiro passo. Dialogar será o próximo. Aliás, dialogar entre nós mesmos, já é o início de algo valiosíssimo. Perceba que existem muitos que pensam igual a você. Ver uma jovem em Los Angeles com um cartaz escrito “NENHUM PARTIDO ME REPRESENTA”, me deixou ainda mais certa disso.

Uma nação mais justa é uma nação apartidária. Somente aí nossos representantes irão parar de pensar em interesses individualistas e passar a se preocupar com o todo.

26 de março de 2013

A depressão na sociedade moderna



Você só se dá conta que está depressivo quando percebe o mundo de uma maneira diferente. Quando um ser está em seu estágio normal de humor ou em plena felicidade, existem duas possibilidades: ou ele está conformado com sua situação ou realmente algo de muito bom está acontecendo em sua vida.

A depressão é uma espécie de sentido que te diz o que não está bom em sua vida. Ela não é uma simples tristeza, é um aviso natural de que falta algo para seguir em frente. Normalmente, é a falta de tempo para ser você mesmo ou para se divertir, que se dá graças ao modelo social no qual vivemos.
                                                                                     
A natureza do ser humano é orgânica, pensante, mas a correria do dia a dia e as contas a pagar acaba deixando-o maquinário e extremamente automático. Entretanto, cedo ou tarde nosso corpo acaba sentindo falta destes estímulos e, então, a depressão chega como estado, afim de alertar o que está faltando para o indivíduo sentir-se completo.

Como muitas vezes somos forçados a seguir um modelo único de vida, ficamos desapontados e, aquilo que era para ser algo natural e cotidiano, passa a ser interpretado como um sonho bom, uma espécie de utopia dentro de nós, que jamais poderemos alcançar. Assim, quando entramos em estado profundo de depressão, nossa tendência é rejeitar tais desejos, não tendo mais vontade de sair e se divertir, de ler um livro, fazer sexo e, em casos mais graves, até mesmo de viver. Mas como isso acontece?


Inversão de valores: o consumismo domina a mente humana

O super estímulo em relação ao consumismo faz com que os seres humanos se afastem uns dos outros. O que acontece é uma inversão de valores mostrada pela mídia onde, aquele que possui muitos bens é, de fato, feliz. Sendo assim, quando o indivíduo se sente carente, ele busca comprar coisas e adquirir bens que os satisfaçam, mas o que ocorre é que esta falta é preenchida somente no momento da aquisição ou pouco tempo depois. A depressão não é curada, apenas camuflada, por esta razão, a felicidade se torna apenas uma máscara temporária.

Esta inversão de valores se deu ao superaquecimento do capitalismo. O crescimento desenfreado das indústrias fez (e continua fazendo) com que o sistema acabasse tendo um comportamento típico de sedução. O capitalismo precisa vender que é bom e insubstituível, para que nós mesmos continuemos a sustentá-lo, caso contrário, ele não sobreviverá.

Em contrapartida, isso acabou prendendo a humanidade dentro de um mundo mais frio e unicamente materialista, fazendo com que a verdadeira felicidade ficasse escondida por trás do véu contemporâneo.


Menos tempo, menos reflexão
                                   
Um dos resultados da criação deste organismo chamado “capitalismo” é a escassez de tempo. A falta de momentos livres em nosso dia se dá graças à grande carga horária exigida do ser humano para a alimentação do próprio sistema. Esta ausência de tempo livre nos torna verdadeiras “máquinas”, programadas apenas para produzir, sem tempo para pensar em qualquer outra coisa.

O mais interessante é que as novas gerações simplesmente nascem dentro deste mecanismo. As pessoas acabam nascendo prontas, programadas para interpretar que este é o modelo natural de sobrevivência delas e, por este motivo, pensam cada vez menos. Podemos dizer que a escassez de tempo derivada do capitalismo é um produto que desencadeia outros fatores tendenciosos à alimentação do sistema, como a falta de perspectiva em relação a uma sociedade mais humanitária, o abandono do ser e, consequentemente, a depressão, já que o indivíduo se afasta cada vez mais de sua essência natural.

O abandono do ser é o que torna o homem mais frio. É isso que o faz deixar de pensar sobre os problemas e acabar buscando solução no materialismo, fazendo-o tornar-se um ser cada vez mais vazio de pensamentos e, logicamente, mais depressivo. É difícil você se dar conta disso, pois está no meio de um ciclo dominante e que, embora tenha sido criado pelo homem, já ganhou vida própria, pois foi encravado em nossa cultura.

A mídia, ao mesmo tempo em que é uma matriz informativa, é um veículo deste modelo social e o sustenta dia após dia, de maneira natural e envolvente. Nela, a super valorização do "ter" é divulgada para que nós mesmos (seus telespectadores) o compremos.


Sendo assim:

Capitalismo = Escassez de tempo = Nos torna seres maquinários
Máquinas são ausentes de reflexão = Seres sem perspectivas
Abandono da essência orgânica e pensante = Infelicidade, depressão.
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O "ser" foi substituído pelo “ter”.



13 de fevereiro de 2013

Leis manipuladoras auxiliam no desvio de verbas


Quem realmente observa as leis que são implantadas e associam ao comportamento dos políticos de nosso país, sabe que tudo aquilo que é sancionado tem algum fator de conveniência. Vide a nova lei contra drogas, uma vergonha brasileira, que grande parte da população, como vítima ludibriada, concorda sem perceber o que realmente acontece.

Como a educação e o tratamento de dependentes químicos são muito “caros” para o cofre público, os governantes preferem colocar simples usuários direto na cadeia, sendo que o que estas pessoas deveriam ter é assistência. Todos nós sabemos como é o sistema carcerário no Brasil. Você acha que alguém receberia algum tipo de ajuda na cadeia? Entretanto, é um bom negócio para os governantes, já que, após um sorteio rotineiro para redução de superlotação, uma grande quantidade de presos sai e não volta mais, sempre havendo mais lugares, sem que seja necessário investir nisso.

É algo muito conveniente, para os políticos, colocar um usuário na cadeia: não é necessário investir em educação e em tratamentos específicos, a falha no sistema carcerário se encarrega dos problemas de superlotação e grande parte da população ainda apóia, pois acha que o governo está querendo “punir os vilões”. A lei ludibria aqueles que não enxergam a fundo o problema.

Prender usuário de droga não te beneficia em nada. Com as celas cheias, sempre vai ocorrer liberação de detentos e, por sua vez, o povo ficará eternamente a mercê de bandidos perigosos, soltos nas ruas. Sem falar, é claro, que o problema daquele que é escravo de substâncias ilegais nunca será resolvido. Ele precisa de ajuda, não punição.

Quando os grandões optam pelo caminho mais curto, sobra mais para eles. Fica ainda mais fácil quando o povo apóia, pois se ninguém percebe o trabalho sujo, eles acabam tendo carta branca para encherem ainda mais o bolso com verbas desviadas. Nesse aspecto, não é preciso economizar.

Existe uma nova proposta de lei para drogas que, além de estabelecer critérios mais objetivos que diferenciam traficante de usuário, apóia instituições que cuidam de pessoas que sofrem abuso em relação às drogas. Como haverá uma população mais instruída se o Brasil investe mais em leis de prisão por delitos com drogas do que investe no tratamento de usuários? Você acha que assim o problema seria realmente tratado? Verba existe, mas não é utilizada. Não vamos ajudar a "poupar para o bolso deles" por meio da camuflagem de um problema social, pois assim ele nunca será solucionado. O dinheiro é nosso, pense um pouco mais no que é vantagem aplicá-lo.