11 de maio de 2014

Hedonismo

Do grego "hedonê", a palavra hedonismo significa prazer e vontade. A filosofia do Hedonismo coloca o prazer como bem supremo da vida humana. Muitos podem pensar: "mas que estudo egocêntrico!" - pois eu digo, esperem! Todos nós podemos encontrar prazer após a dor, bonanza, depois da tempestade, luz no fim do túnel... plenitude em meio ao caos.

Só o caos nos transforma, nos torna mais equilibrados, mais tolerantes, embora pareça controverso. Ele nos aperfeiçoa sempre mais, pois nos faz refletir a respeito do que mais somos capazes de "aguentar", com o que mais conseguimos lidar. Isso está na macro-natureza, na força cósmica. Vide o espaço infinito: existe a escuridão imensa; mas ela mesma é responsável por produzir inúmeros gases que formam nebulosas, capazes de gerar luz e vida em abundância. Claro, a luz se apaga, mas sempre irá voltar para aquele ventre obscuro e misterioso, onde se misturará com o todo para formar uma nova vida. Poeticamente falando: o escuro do universo é o grande caldeirão onde a única saída é o gozo de deus.

Para nós, humanos mortais, isso não deve ser levado ao pé da letra. O primeiro filósofo que estudou o hedonismo foi Aristipo. Ele dizia que o prazer era a saída para nossos sofrimentos, mas ligava-o a ação do corpo humano. Como nossa alma possui dois lados (o áspero e o sutil), a busca do prazer pelos mecanismos de nosso organismo diminuiria nossos sofrimentos. Porém, mais adiante, Epicuro (outro filósofo que viria na sequência) defenderia que o alcance do puro prazer só seria possível com a meditação, pois este só existe de maneira perfeita no plano moral (sutil, como o é).

Epicuro dizia que o verdadeiro prazer não era possível unicamente com a busca da satisfação do corpo, mas sim por meio da libertação do sofrimento, da dor e da agitação. Entretanto, para se chegar a este estado imparcial é preciso buscar concentração no equilíbrio, no amor e na serenidade, abandonando a busca desenfreada por bens materiais e prazeres corporais, todos passageiros. 

Somente eliminando pensamentos grotescos, o verdadeiro prazer vem. Mesmo que alguém queira suprir suas preocupações através dos meios corporais, esta satisfação virá, porém incompleta, já que os meios utilizados foram frágeis.