5 de novembro de 2015

A vida é uma Cadeia Alimentar

Meu... esse é, definitivamente, um dos episódios mais ABSURDOS de lindos, se não o mais genial, deste desenho que tanto amo: Hora de Aventura! Nele fica claro que a vida em si não passa de uma (linda, foda, complexa e infinita) cadeia alimentar. Até a busca do nosso amor faz parte do nosso processo de sobrevivência, mas não é por isso, que deixa de ser fascinante, e até mesmo romântico e milagroso.
E olha como os caras conseguem mostrar lindamente como esse amor entra na manutenção da vida, dentro desse processo alimentar, de maneira sutil, como fazia o próprio Schopenhauer, com sua "frieza" ao falar do amor, ou na própria "Metafísica do Belo"... Aliás, nunca acreditei que Schopenhauer tenha sido frio, é o que eu sempre digo.... a magia e a ciência são a mesma coisa. Saber descrever é o segredo. Algébrico! rs
No final, o capítulo ainda mostra que no meio dessa nossa vidinha (no bom sentido da palavra) ainda estamos sendo devorados pelo processo orgânico e cruel - os pássaros ali, o sistema aqui, mas enfim, dentro das devidas proporções da cadeia alimentar. E a vida segue cumprindo seu papel, humanos! Estamos agindo como qualquer outro ser vivo do universo, exatamente como nosso instinto natural de perpetuação manda!
E quem disse que mesmo diante desse cataclismo, tudo perde a beleza?
Adoro viajar nisso 

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17 de setembro de 2015

A Placa Pioneer

Desenvolvida por Carl Sagan, Linda Sagan e Frank Drake em 1972, a Placa Pioneer foi enviada em uma sonda a fim de tentar comunicar sobre as características da vida na Terra para eventuais alienígenas e, assim, tentar estabelecer contato. A placa foi confeccionada em ouro puro, necessário para informar o metal de valor utilizado em nosso planeta.

Dentre as diversas mensagens contidas na placa, os cientistas perceberam que três delas deveriam ter fundamental destaque: informar nossa semelhança aos demais seres do universo, descrever nossa composição específica e mostrar em que lugar do espaço estamos localizados. Além disso, estas mensagens deveriam ser extremamente simples de se compreender por quem quer que a recebesse.

No caso da primeira questão, seria simples descrever nossa semelhança. Bastava imprimir na placa o símbolo do hidrogênio, elemento mais comum no universo. Porém, nossa representação de Hidrogênio (H) provavelmente não seria a mesma de outros seres pensantes localizados há anos luz de distância. Sendo assim, Carl Sagan e Frank Drake decidiram que iriam descrever, não somente este símbolo, como também todos as outras informações exatas (posição do nosso sol em relação ao centro de nossa galáxia, altura dos seres humanos, etc) através de uma contagem binária.

Como se fosse um Código Morse, onde as linhas tracejadas indicavam uma relação numérica decimal baseada no sistema binário, primórdio do equilíbrio e entendimento universal. Fora as informações matemáticas, poderiam haver desenhos, a fim de descrever formas reais e imutáveis, como por exemplo os círculos, representando os planetas, e o corpo do ser humano.

Formas primárias e cálculo binário foram inseridos na Placa Piorneer. 
Além do desenho representativo que comparava o tamanho do ser humano em relação à sonda.

Porém, para que se tivesse ideia real da proporção da espécie humana, foi criado um desenho da sonda atrás do casal ilustrado, para que o tamanho pudesse ser comparado e entendido por qualquer ser que viesse a ter acesso a placa. Além disso, o ato da mão erguida foi cuidadosamente inserido para simbolizar um gesto amigável, onde era possível ler que estávamos em missão de paz, por meio de uma forma de saudação.

Entretanto, muitas polêmicas foram levantadas a respeito do desenho que estava representando nossa espécie. A primeira foi: porquê apenas o homem foi incumbido de cumprimentar os extraterrestres? Porquê a mulher também não deveria saudá-los? Linda Sagan, responsável pelos desenhos, explicou que este ponto foi baseado no comportamento do homem primitivo, onde os espécimes masculinos saíam para a caça e tomavam a frente nas relações interdinâmicas. Além disso, se ambos estivessem com a mão erguida, como acontece em nossa cultura contemporânea, os seres do outro mundo poderiam pensar que todos os seres humanos andavam com as mãos erguidas em nosso planeta.

A segunda polêmica, ponto extremamente discutido até hoje, foi a de que a vagina da mulher não fora toda desenhada. O risco central que representaria o corte do órgão genital feminino simplesmente não foi concebido na imagem, uma triste falha que, posteriormente, fora profundamente lamentada pela cientista. Porém, Linda explica atualmente que isso só ocorreu graças a onda conservadora que passou a invadir a Europa e, principalmente, os Estados Unido no início dos anos 60. Para não "comprar uma briga" com o governo norte americano e autoridades religiosas, Linda resolveu não desenhar a genitália por completo, com receio de que a placa deixasse de ser lançada no espaço por conta disso.

Isso me remete a erros que ainda estamos cometendo nos dias de hoje, por conservadorismo religioso e cultural, quando deixamos fatores deste nível invadir a ciência e a política... Erros já cometidos, que deveriam servir de aprendizado e formação. Caso realmente concebêssemos a imparcialidade e, no bom sentido, a "frieza científica", estimo que nossa espécie estaria, atualmente, mais de um século a frente dos avanços já conquistados. Calculo isso, pois não deve ser a primeira vez que o mesmo erro se repete entre nós, depois que começamos a nos organizar como sociedade.

Mas isso já é assunto para a reflexão do texto...

22 de junho de 2015

O Diagrama de Copérnico

Copérnico foi o primeiro estudioso que propôs um sistema heliocêntrico. Antes dele, o homem pensava que a Terra estava parada, estática no centro de tudo e que, todos os outros astros, inclusive o Sol, giravam em torno dela. A proposta do filósofo, inicialmente, foi contra todos os princípios e crenças existentes, já que a igreja era o estado da época, sendo interpretada, inclusive, como uma afronta à deus. Afinal, o homem enquanto filho celestial absoluto, deveria estar ali, no centro de tudo.


Sistema Geocêntrico - Defendido por Aristóteles e "aperfeiçoado" por Ptolomeu

Para além da questão dogmática, o esquema conhecido hoje como "Diagrama de Copérnico" fora considerado também um absurdo fora da realidade natural. A ousadia sacra desdobrou-se para a ciência da época. Se já era extremamente difícil imaginar vários corpos celestes, fazendo suas rotas específicas, sem chocarem-se um com o outro, pior seria imaginar que todos os planetas faziam a mesma órbita. Com estes dois motivos, aparentemente incontestáveis, o diagrama acabou tornando-se irrelevante também do ponto de vista matemático.

Diagrama de Nicolau Copérnico

Porém, quando os estudiosos começaram a perceber que o desenho em questão tratava-se de uma representação 2D de um espaço 3D, onde cada linha representava uma posição, não necessariamente uma órbita, passou a ficar muito mais simples de se considerar o esquema algo mais sóbrio do que as outras hipóteses até então levantadas.

No primeiro exemplo, cada astro teria de ter, segundo Ptolomeu, um epiciclo para completar sua órbita. Caso contrário, os planetas teriam apenas dia e noite, pois fariam apenas o giro em torno deles mesmos, giro este, chamado de rotação. O planeta não completaria anos, já que não faria trajetória em torno de um astro "referência" - percurso este, denominado translação.

Entretanto, com o novo Diagrama de Copérnico, não havia mais a necessidade de se pensar que cada astro deveria ter seu "centro de translação", ou seja, vários epiciclos, pois haveria um "grande e único epiciclo", no caso, o Sol, onde todos estavam girando livremente em torno dele, sem interferir nas rotações particulares. Muito mais simples, não?

Talvez Aristóteles, Ptolomeu e todos os outros que estudaram o espaço antes de Nicolau Copérnico, no fundo, já sabiam disso, mas os paradigmas culturais e os pensamentos sacros os impediam de pensar em algo mais simples e lúcido. Por isso, buscava-se saídas para que a Terra continuasse ali, como pupila favorita de Deus, reinando junto ao homem, como criação soberana no centro do espaço - ou de seu ego.

Apenas depois da morte de Copérnico, seu Diagrama e, consequentemente, o Sistema Heliocêntrico, foi aceito e comprovado pela ciência.

27 de abril de 2015

A combinação (Al Chemy)

Há infinitas coisas, explicáveis e inexplicáveis, que passam por nosso campo de visão ou não, por nosso campo olfativo, magnético, filosófico, sentimental, pelas batidas do nosso coração, traduzidas ou não pelos bits do cérebro, por não serem suficientemente capazes de explorar toda a diversidade universal que nos circunda e sempre haverá.

Só sei que a vida, aliás, a existência, pois a morte também é presente, é uma combinação perfeita e enigmática de tudo. Não fosse a pressão externa, com o calor interno nas nebulosas, cruzando com a velocidade do vento e a distância de um corpo a outro, teria que ser assim, exatamente assim. A densidade da sua respiração resultou no calculo exato para que o universo exista agora, assim. Do jeito que é. Não fosse o seu com o meu respirar, nada existiria, pois a existência é a combinação perfeita e exata pra que tudo exista e seja o todo, agora. Exatamente como é.

24 de março de 2015

A Ditadura Midiática

Vivemos em uma ditadura midiática, principalmente se tratando do veículo televisivo, simplesmente porque as emissoras privadas dominam o espaço aqui mencionado. Mas pra nos aprofundarmos nessa questão, é importante citar a diferença entre as redes que existem neste meio: pública, estatal e privada.

As redes privadas (exemplo: Rede Globo de Televisão) são emissoras que pertencem a um grupo de empresas ou a uma corporação, normalmente mediante a um sistema de afiliação. Sendo assim, seu principal objetivo é a busca pela liderança de audiência em favor de seus ganhos, visando o lucro por meio de sua grade de programação (inserindo ideologias que lhe convém e o famoso product placement) e contratos comerciais. O conteúdo fica a critério dos clientes e já chega pronto aos olhos e ouvidos do telespectador.

No caso das redes públicas de televisão (exemplo: TV Brasil), seu mecanismo está embasado na formação coletiva, tendo como fonte o recurso público e a audiência, porém não maximizada, mas sim, local, já que é voltada ao interesse das comunidades. Associações, coletivos e moradores, enquanto indivíduos, tem seu espaço neste tipo de estrutura. Ou seja, todos participam da produção de conteúdo, através de contratos ou programas dinâmicos, pois tais emissoras visam a formação crítica do telespectador. A programação não chega pronta à ele, já que é feita por ele.

Já na TV estatal (exemplo: TV Escola, do ministério da educação e TV NBR), o produto normalmente é a divulgação das ações governamentais e as ações do poder executivo. Seu interesse está na audiência segmentada, como por exemplo, professores e coordenadores, no caso da TV Escola e advogados e juízes, se relacionarmos à TV Senado, por exemplo. Obviamente, o telespectador não segmentado, também “sai ganhando” ao assistir este tipo de programação, já que tem acesso à conteúdos de interesse público, tendo informação que seja necessário sair de casa para acompanhar sessões plenárias. Entretanto, o senso crítico deve se torna mais aguçado, assistindo à vários canais deste segmento, preferencialmente de oposições.

Quem detém grande parcela dos sinais de radiodifusão audiovisual são as emissoras privadas, passando por cima das leis e decretos existentes. Uns relacionam isso ao poder financeiro, outros à falta de atenção dada à qualidade da transmissão. E é por isso que hoje, a ditadura que tanto assombrou nossos pais e nosso país, está existindo por força contrária, manipulando neurônios através da mídia. Isso não é teoria da conspiração, nem fanatismo, pois existem números que comprovam um abismo assombroso entre o que é lei e quem realmente manda no Brasil: o setor privado (detentor do poder financeiro).

Por lei, deve existir uma distribuição harmoniosa da porcentagem da radiodifusão sonora e a chamada de sons e imagens. O artigo 223 da Constituição Federal deixa clara a obrigação do esforço do Ministério da Comunicação em haver mútua contemplação das redes:

“(...) Compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concessão, permissão e autorização para o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens, observado o princípio da complementaridade dos sistemas privado, público e estatal”.

Como comunicóloga e telespectadora, acredito que essa lei não está sendo cumprida (mesmo). No “olhômetro” calculo que, de todas as emissoras disponíveis, 65% são de domínio privado. Eu, Roberta; em minha casa, com sinal digital, consigo assistir 4 TV’s estatais – NBR, Tv Senado, Tv Escola e Tv Câmara – por volta de 3 TV’s públicas – Tv Brasil, TVT e Cultura (que agora acho que já nem é mais pública, pois uma parte sua foi vendida, tornando-se mista) – e, pasmem, 40 canais de emissoras privadas, entre eles, Record, Globo, etc, etc. Esta proporção segue, tanto pra quem não tem sinal digital (em menor escala), quanto pra quem tem TV por assinatura (no caso desta última, sendo uma comparação até mais bizarra, já que existem infinidades de canais privados). Ou seja, de uma forma ou de outra, a maioria brutal de nosso país assiste só o que lhe é vendido.

E porque isso acontece? Segundo os debates atuais do Fórum Nacional de Televisão Pública, são: o poder das empresas privadas sobre a concessão das leis e a péssima qualidade do sinal, ainda analógico, que não é discutido pelo Ministério das Comunicações. Como as TV’s públicas não teriam verba suficiente para manter sua programação, não “valeria a pena” investir para se colocar tais canais no ar, já que pouquíssimas pessoas teriam acesso ao mesmo.

É por esta razão que, no decorrer do ano de 2014, foi discutido o empenho em converter os sinais televisivos de analógico para digital, a fim de que as redes públicas conseguissem mais espaço e mais autonomia. Foram discutidos temas como a sobrevivência destas redes, bem como o papel da televisão pública, o que gerou a proposta de uma nova legislação.

Enquanto isso, advinhem, meus caros amigos, o que acontece? As TV's privadas usam seu espaço para impor notícias e ideias na cabeça da população. Como grande parte da massa não tem acesso às outras opções citadas, seja por falta de incentivo/qualidade ou dinheiro, não é possível ver os dois lados da moeda e lá se vai o senso crítico! Prova disso é o que está acontecendo nestes primeiros meses de 2015.

Estourou a lista dos supostamente envolvidos no escândalo mundial do HSBC, e nela, haviam nomes de parceiros e contratados da Rede Globo, como Jô Soares, Claudia Raia, Marília Pêra, Francisco Cuoco, Roberto Medina, entre muitos outros. A emissora não fez matéria nenhuma a respeito. Outro caso assombroso que estranhei não ter visto nas notícias do Jornal Nacional foi o "Cartel do Metrô". O Governo do PSDB foi acusado pelo maior mensalão de transportes públicos do país, onde foram desviados mais de R$ 100 milhões e nada foi divulgado. No começo de Fevereiro foi descoberto que mais da metade da campanha do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi bancada por empresas investigadas por fraudes e formação de cartel em licitações do metrô, tanto do estado de São Paulo, como do Distrito Federal.

Enfim, fiquei sabendo de uma série de outros acontecimentos através do jornal “Reporter Brasil” da Tv Brasil. Mas, assistindo aos jornais globais, não vi nem poeira sobre esses temas. Não podemos dizer que a emissora está por trás de toda esta corrupção, mas existem envolvidos em esquemas que "não devem" ser divulgados e, por seu grande poder de alcance, infelizmente certos fatos ficam às sombras da maior parte da população, já que são escolhidos os temas que serão mostrados e, consequentemente, os que irão impactar na cabeça da massa.

É fato e todos sabemos, que devemos ter acesso a todo tipo de informação, por isso, a "unanimidade" destes canais privados deve acabar, já que não são de interesse público. As informações são escolhidas por seus clientes e enviadas à dedo a cada cérebro que as assiste. Nos jornais das TV’s públicas que costumo assistir, vejo uma série de notícias, incluindo sobre os desvios da Petrobrás. Mas nos canais privados, as notícias ultimamente parece que são sempre as mesmas... Só se fala nisso!

Que fique claro: Tv Pública não é a mesma coisa que Tv Estatal. As emissoras públicas, como eu disse no início deste post, não tem interesse em disseminar ações governamentais. O interesse é justamente outro.

Nossa “guerra” agora deve ser contra estas emissoras que não visam interesse público, somente privado, pois o intuito da comunicação, perante a constituição, é informar, instruir e educar, de maneira imparcial. O que está acontecendo é uma grande manobra. Se grande parte da sociedade está sendo “informada” por instituições lucrativas, pois a maior parte do sinal disponibilizado é para os detentores da moeda (fato), estaremos caminhando, a cada dia mais, de acordo com seus interesses. O que veremos a cada dia é uma população cada vez mais manobrada e sem senso crítico.

Façamos o seguinte: o que essa grande mídia diz pra você fazer, não faça. Até que ela esteja reestruturada. Manifeste por uma comunicação mais justa, mais pública, onde todos tenham voz. Por uma educação mais crítica... porque todos os governos são iguais. E por que todos os governos são iguais? Porque o que está errado é o sistema. Se um sair, virá outro, mas a coisa toda ficará igualzinha. O que precisa mudar é a raíz. O modo de operar cada veia da nossa sociedade. E eu acredito que a comunicação deve ser essa próxima via. Tem que ser, porque a situação tá ficando preta...

15 de janeiro de 2015

Força Feminina

Em tempos onde se discute cada dia mais o comportamento e a posição da mulher na sociedade, é fundamental ponderar e comparar três pilares existenciais: cultural, político e orgânico.

QUESTÃO CULTURAL

De fato, não responder a provocações pelas ruas, abaixar a cabeça quando um homem passa com malícia nos olhos, é algo automático para, ainda, boa parte das mulheres. Entretanto, não pelo fato de que elas achem isso correto, mas porque tornou-se tão automático em resultado do papel submisso vivenciado num grande período de nossa história, que esta ação é praticamente inconsciente.

Colocar-se diante de uma postura igualitária EM TERMOS COMPORTAMENTAIS é importantíssimo para que reações como esta não se transformem em mais uma característica de nossa espécie – quase como um acontecimento psicossomático. Veja que o que está errado aqui é a cultura da submissão. Modificar esse comportamento, não exclui a importância das prerrogativas que devemos ter dentro da esfera natural. Sempre haverão pontos nos quais a mulher deve ser amparada (não necessariamente pelos homens, mas em termos de sociedade, leis e direitos).

Exemplo: substancialmente, a mulher possui menos força bruta, porém suporta muito mais dores, graças à sua natureza materna. Sendo assim, o respeito e a proteção destinados à ela são fundamentais neste sentido, pois é desta força motriz que o mundo nasce e é construído.

QUESTÃO BIOLÓGICA

Existem características biológicas, como a visão periférica, que descreve a aptidão feminina de olhar pelo lar e seus filhos. Obviamente, este atributo evoluiu junto com toda a raça humana, fazendo com que a mulher desenvolvesse essa visão, tornando sua percepção muito mais abrangente, não apenas em termos físicos. Sua intuição (não no sentido místico) é, de fato, mais aguda, fazendo com que tenha noção do que está acontecendo a seu redor muito mais rapidamente – em termos de espaço e reações. O instinto protetor que fora aguçado é comprovado cientificamente, por isso deve ser, essencialmente, valorizado e reconhecido.

Sendo assim, temos consciência de que o sexo feminino protege a si e tudo à sua volta. Graças a essa “ponte” sinergética, são construídos caminhos e estruturas. Além disso, mesmo possuindo menos força bruta, de um modo geral, suporta muito mais, o que resguarda seus filhos na criação de um novo caminho e na continuidade de nossa espécie.

QUESTÃO POLÍTICA-SOCIAL

O fato de existir características biológicas que as inserem num patamar de resguardo não quer dizer que, culturalmente, as mulheres devam ser colocada em papel submisso, certo? Dentro da sociedade, elas deveriam ser olhadas ainda com mais respeito e atenção, devido a sua complexa importância.

Neste aspecto existe uma certa confusão. Com as lutas feministas, alguns homens e mulheres tornaram-se contra regalias para um determinado sexo, alegando que “direitos são iguais para todos”. A justificativa é que, se a mulher lutou até hoje por igualdade entre os sexos, por quê então são exigidos privilégios? A questão é que NÃO SÃO PRIVILÉGIOS, são medidas necessárias, embasadas na própria natureza feminina.

A mulher tem o direito de exercer o que quiser: desde lutar boxe à fazer ballet. Não existem COISAS de homem e COISAS de mulher. Existem características naturais de COMO a mulher irá realizar tais ofícios – e é isso que deve ser respeitado. As leis que já amparam, dão suporte à mulher; são uma forma de respeitar sua natureza e reguardar-lhes o livre arbítrio. Contribuem, inclusive, para que toda a sociedade veja que, culturalmente, homens e mulheres devem ser iguais, biologicamente temos sim prioridades e, socialmente, merecemos respeito por nossas próprias escolhas.


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Somos diferentes em termos biológicos, mas iguais na questão pragmática do mundo. Os direitos devem ser adequados à importância que cada sexo tem para a harmonia e equilíbrio do planeta (em termos orgânico e social), mas sem interferir na liberdade de escolha de cada ser. Percebam: a relevância NATURAL da mulher é o que precisa ser considerado, já suas escolhas, são de inteira responsabilidade delas mesmas.



Iansã - Menofe