29 de novembro de 2016

Depressão - O mal dos Séculos

Todos viemos da mesma fonte de luz. Estamos interligados e conectados, como tudo no universo – como eu sempre costumo comparar à Teoria das Cordas de Einstein. A ciência aliada à psico-espiritualidade consegue explanar isso de forma maravilhosa e esclarecedora, ainda que não oficialmente.

Comprove isso através de um retrospecto de suas primeiras fases da vida. Quando somos crianças, ou até mesmo no início da fase da adolescência, temos inúmeros sonhos, a certeza de que tudo vai dar certo, além de uma energia universal sem limites. Confiamos nas pessoas, acreditamos num mundo melhor, até que os vícios culturais vão levando esses ideais, aos poucos.

Passamos a agir de acordo com o que é estabelecido pela sociedade, de acordo com o que nos é mostrado, já que isso nos vai sendo ensinado no dia a dia, de forma tão repetitiva, que é quase impossível não se convencer. E é neste momento que acabamos buscando meios e ferramentas para nos integrarmos à esse mundo, já que achamos que existe algo de errado conosco. Muda-se a aparência, passa-se a ser influenciado por determinadas leituras ou programas de tv, isso quando a integração social não exige o uso de determinadas substâncias.

É neste momento que o processo de distanciamento é ainda maior. As substâncias utilizadas estabelecem um processo químico de grandes proporções em relação ao distanciamento de nossa essência. A explicação científica: alimentos com muita gordura animal, álcool e cocaína, por exemplo, calcificam diversas partes do organismo, como a glândula pineal (responsável pela liberação de melatonina, o hormônio do sono, liberado, inclusive, quando tomamos substâncias alucinógenas). Como a melatonina é a substância que nos mostra o subconsciente, posso dizer que é a a reserva espiritual, dentro do nosso organismo. E se sua glândula está calcificada, terá dificuldades de o levar à esse outro lado do seu ser.

Todos esses aspectos de introdução social agem em conjunto. As doutrinas e as ferramentas de sociabilização, como as drogas, são utilizadas justamente para auxiliar o indivíduo a se integrar à essa cultura contemporânea do ser humano. Isso nos afasta pouco a pouco de quem somos, nos deixando com uma sensação de vazio. Até um determinado momento que nos sentimos totalmente alheios à quem realmente somos. Um efeito dominó.

O que devemos fazer é um esforço para abandonar, primeiramente as ferramentas (drogas, ambientes hostis e alimentos que prejudicam a visão). Quando a perda de serotonina é muita, os antidepressivos podem ajudar, mas apenas a curto prazo, para repor o estoque perdido nesse processo desgastante de "tentar se enquadrar". Após a reposição, é importante meditar sobre o problema, ler livros, enfim... buscar atividades que voltem a te aproximar de você mesmo. Assim, pouco a pouco, os aspectos culturais (pensamentos e doutrinas) também se afastarão, naturalmente. A alegria de ver o seu eu verdadeiro, novamente surgirá em você.

Nos sentimos tristes porque temos saudade de quem somos e de onde viemos. Mas a falta de elementos produzidos no cérebro - proveniente, justamente do uso de substâncias tóxicas, na tentativa de nos adaptarmos  - nos nos afasta mais. É o maior prejudicador. Sabemos que somos luz, mas quando chegamos nesse planeta, tantos valores são enfiados na nossa mente, que tentamos nos encaixar à eles... muitas vezes por processos que só nos deixa ainda mais longe de quem somos. Daí vem a tristeza. Precisamos nos desintoxicar para lembrar quem somos, de onde viemos.

19 de novembro de 2016

Hábitos e Vícios

Intrinsecamente, nossa espécie evolui aspectos tecnológicos e processos químicos, busca sempre experimentar. Reprodução e alteração de coisas e substâncias são comportamentos comuns do homem, enquanto ser. Ele é um pesquisador. Nosso raciocínio típico faz com que nossa tendência seja sempre questionadora, por isso nos apoiamos sempre às experiências. Tanto o é que todo o tipo de remédio é fruto de um efeito colateral de um experimento.

Olhando por essa perspectiva, jamais poderemos mudar isso. Sempre foi assim, desde os xamãs aos alquimistas. Do engenheiro ao cientista. Entretanto, em meio à um processo tão veloz de demanda comercial, o número de experiências e matéria prima para realiza-las acaba sendo massivo, havendo um desequilíbrio em relação à extração de recursos do planeta, além das reações adversas, causadas em nós mesmos – ignoradas ou não estudadas com maior profundidade.

É exigido muito do planeta e nossa própria espécie se submete à vícios e atitudes antinaturais – a maior parte delas, supérfluas. Comportamentos são criados, desenvolvidos em nós, por meio dessas experiências; ou seja, atitudes ou necessidade que não fazem parte da gente passam a ser comuns, quando na verdade, foram produzidas “artificialmente”, por conta de determinadas invenções, como um efeito colateral. Por exemplo: o uso em excesso de computadores e tablets (o experimento), desde bebê, pode afetar o modo com que um ser humano irá se relacionar, ao se desenvolver, levando-o até mesmo à series dificuldades de comunicação (a reação).

Posso dizer que existe uma série de reações adversas provenientes das invenções humanas. Estresse por muito trabalho, Ganância pelo dinheiro, Desequilíbrio emocional pelo uso excessivo de drogas (lícitas ou ilícitas), etc. O resultado é que a própria espécie anda funcionando mal, graças à dependência de suas próprias invenções. Então, como encontrar o equilíbrio de todas essas coisas diante dessa nossa natureza tão sedenta por busca? Como não nos perdermos?

Com relação aos pesquisadores e cientistas, acredito que seria fundamental pensar somente em necessidades relevantes para nosso bem-estar. Nada de superficialidades – é melhor para nós e para o planeta. Porém, esse é o ambiente externo, algo muito mais distante de se controlar, quando tratamos de um sistema capitalista, de indústrias de diferentes segmentos. O que está ao nosso alcance? Para nós, cidadãos comuns, é necessário atentar-se ao que realmente nos traz crescimento, saber diferenciar o que é apenas vício (cultural ou químico) do que é necessário. Isso irá evitar os efeitos colaterais comportamentais que citei (estresse, desequilíbrios, entre outros), além de fazer com que não incentivemos a produção exacerbada de produtos ou processos desnecessários.

Atualmente, vemos sociedades doentes e não pensamos no porquê. Temos raiva um do outro e não pensamos o que nos deixou assim. Do que estamos nos alimentando para agir como estamos agindo ou ter sentimentos como esses? Que tal se nos desintoxicarmos de hábitos que prejudicam nosso raciocínio e nos deixa cegos diante do nosso próprio comportamento? Que nos distrai, quando na verdade, deveríamos estar olhando para dentro de nós mesmos...

O que nos prejudica são os hábitos e não as pessoas. Afinal, somos todos iguais.


3 de novembro de 2016

Poder - Um Vício Cultural

Às vezes ainda fico triste com a falta de senso coletivo dos humanos. O quão estão fazendo mal à si próprios. Desde o pai que se intitula "chefe de família" e por isso não valoriza o trabalho da sua esposa... simplesmente por acreditar firmemente que sua posição "é mais importante". Tampouco enxerga a rebeldia do seu filho, que "tem tudo" e ainda reclama.

Esse é o microambiente. Acontece em quase todas as casas, com quase todas as famílias que conhecemos, como um vício cultural. No macroambiente, o pai é o governo... vertical, com tendências militaristas, que age como se estivesse acima dos outros cidadãos e por isso trata os trabalhadores de maneira inferior. O mais triste é que estes trabalhadores são as mães, nessa metáfora... os principais responsáveis pelo funcionamento da sociedade, da família como um todo. São maltratados, não recebem tudo o que tem por direito, até mesmo chantageados para que continuem lá. Eles, por sua vez, acabam obedecendo com medo de perder o pouco que têm. As mães (ou trabalhadores) sofrem esses e muitos outros abusos, inclusive morais. Bem, nesse cenário, sobrariam os filhos...  os manifestantes, que clamam por atenção. Eles não são vagabundos ou rebeldes; estão gritando porque algo está errado lá em cima. E se não forem ouvidos, a próxima geração crescerá doente. Levará os mesmos problemas adiante. Para sua próxima família (geração).

Meu sentimento hoje é tristeza sobre como o ser humano reproduz tudo isso, aceitando o vício cultural de que padrão hierárquico sempre colocará a ordem em tudo. A vida deve ser colaborativa, pois somos comunidade. Uma coisa só. Enquanto os seres humanos não perceberem que somos todos iguais e que cada um tem seu valor, único e inestimável, uma importância singular dentro do todo, sempre acharão que um possui mais direitos ou mais valor que o outro, seja pelo fato de ter poder ou bem material. 

O poder é uma ilusão que faz pensar que um ser humano sempre terá mais que o outro. Mais direitos, mais regalias, merece mais respeito, enfim... Isso tudo impede que todos dialoguem e cheguem à um senso comum de respeito igualitário. Afinal, morremos aprendendo. Enquanto houver essa linha de pensamento a espécie sempre vai ser subdividida entre o opressor e o rebelde. Devemos pensar nisso pessoalmente, cada um de nós, de maneira particular: como agimos em nosso microambiente? Tudo para que os valores a serem passados não sejam imperialistas, baseados em poder ou classe, mas sim, em respeito e humildade. Assim, esse respeito será passado adiante pelos bons ouvidos e pela valorização do trabalho e das atitudes, do esforço do próximo e não "na marra", por atitudes autoritárias e ditadoras. Isso só subdivide e gera mais problemas.

Todos somos importantes e devemos ser ouvidos. Por isso, enquanto o pai agir errado, o filho vai chorar.